Resenha: É assim que se perde a guerra do tempo

É assim que se perde a guerra do tempoFicha técnica:

Nome: É assim que se perde a guerra do tempo

Autores: Amal El-Mohtar e Max Galdstone

Tradutor: Natália Borges Polesso

Páginas: 192

Editora: Suma

Entre as cinzas de um mundo em ruínas, uma soldada encontra uma carta que diz: Queime antes de ler. E assim tem início uma correspondência improvável entre duas agentes de facções rivais travando uma guerra através do tempo e espaço para assegurar o melhor futuro para seus respectivos times. E então, o que começa como uma provocação se transforma em algo mais.

Um romance épico que põe em jogo o passado e o futuro. Se elas forem descobertas, o destino será a morte. Ainda há uma guerra sendo travada, afinal. E alguém precisa vencer.

Esse foi um livro que no início foi mais complicado para conciliar a leitura, tanto que eu larguei ele por um tempo e recomecei a leitura depois. Acho que o cenário futurístico me confundiu no início, depois eu entendi que o cenário na verdade fica totalmente em segundo plano e a história totalmente voltada para o romance – aquele romance poético e floreado. E eu gosto de romances, mas às vezes romance demais, com poesia demais, muitos floreios, não são meu forte.

Mas a história de Red e Blue não deixa de ser especial.

Aqui acompanhamos a história de Red e Blue, duas agentes de lados inimigos em uma guerra travada em um mundo futurístico, onde viagens no tempo são possíveis, principalmente para manipular o passado e interferir no futuro para que cada lado seja mais favorecido. Essa guerra é travada por duas facções, Agência e Jardim, e suas principais agentes iniciam uma correspondência improvável entre si.

Red e Blue passam a escrever uma para outra de início em tom provocativo se alfinetando, mas aos poucos vão se conhecendo, trocando segredos. Com o tempo, passam a ser amigas e acabam se apaixonando, expressando seus sentimentos de forma arrebatadora e intensa nessas correspondências.

Apesar de boa parte da história ser epistolar, tem a parte que é narrada em terceira pessoa pelo ponto de vista das protagonistas. Os autores capricharam na escrita, com várias simbologias na narrativa. É uma ficção científica extremamente lírica, na qual temos duas personagens que se comunicam por cartas e que o conteúdo nos faz perder o fôlego muitas vezes.

Convenhamos, a guerra e o cenário de ficção científica é mais uma “desculpa” para o romance que se desenvolve entre as duas protagonistas. Nós temos sim vislumbres do cenário de guerra, mas não se tem muitas informações sobre o que a motivou, ou sobre o universo em que se passa. O foco é realmente o romance.

Agora, sobre as protagonistas, a narrativa ajudou a entender melhor as duas protagonistas, a racionalidade de Blue, seu lado mais reflexivo e a intensidade de Red, seu lado guerreiro. Em meio a tudo isso, as duas acabam se completando. O sentimento que elas passavam era muito palpável, então acaba que sofremos com elas e torcemos por elas durante a leitura.

Apesar da minha confusão inicial, não posso deixar de dizer que foi um dos livros mais românticos e poéticos que já li. Mas aviso que não foi uma leitura fácil para mim, mas insisti e tive uma ótima leitura.

A edição da Suma com capa dura e diagramação ilustrada está um capricho só! Recomendo bastante a leitura, mas lembrem-se do que eu disse sobre ser uma leitura difícil.

Esse livro foi gentilmente cedido para resenha pela Editora Suma, selo da Companhia das Letras.

Compartilhe:
  •  
  •  
  •  
  •  


PREENCHA OS CAMPOS ABAIXO PARA DEIXAR SEU COMENTÁRIO




Mensagem