Resenha: Estação Onze


Sabe quando você acha que um livro vai ser mais do mesmo e não vai ser assim tão legal? Esse definitivamente não é o caso de Estação Onze.

ESTACAO_ONZE_1431639968450329SK1431639968BEstação Onze – Certa noite, o famoso ator Arthur Leander tem um ataque cardíaco no palco, durante a apresentação de Rei Lear. Jeevan Chaudhary, um paparazzo com treinamento em primeiros socorros, está na plateia e vai em seu auxílio. A atriz mirim Kirsten Raymonde observa horrorizada a tentativa de ressuscitação cardiopulmonar enquanto as cortinas se fecham, mas o ator já está morto. Nessa mesma noite, enquanto Jeevan volta para casa, uma terrível gripe começa a se espalhar. Os hospitais estão lotados, e pela janela do apartamento em que se refugiou com o irmão, Jeevan vê os carros bloquearem a estrada, tiros serem disparados e a vida se desintegrar.
Quase vinte anos depois, Kirsten é uma atriz na Sinfonia Itinerante. Com a pequena trupe de artistas, ela viaja pelos assentamentos do mundo pós-calamidade, apresentando peças de Shakespeare e números musicais para as comunidades de sobreviventes.
Abarcando décadas, a narrativa vai e volta no tempo para descrever a vida antes e depois da pandemia. Enquanto Arthur se apaixona e desapaixona, enquanto Jeevan ouve os locutores dizerem boa-noite pela última vez e enquanto Kirsten é enredada por um suposto profeta, as reviravoltas do destino conectarão todos eles. Impressionante, único e comovente, Estação Onze reflete sobre arte, fama e efemeridade, e sobre como os relacionamentos nos ajudam a superar tudo, até mesmo o fim do mundo. (Fonte)

Começamos com a morte de Arthur Leander no palco, enquanto representava Rei Lear. Em seguida acompanhamos um pouco Jeevan Chaudhary, o cara que socorreu Leander no palco e descobrimos a chegada de uma epidemia a Toronto, a Gripe da Geórgia.

Depois disso passamos a acompanhar Kirsten Raymonde, uma atriz mirim que estava presente no dia da morte de Leander e agora é atriz na Sinfonia Itinerante. Um grupo mambembe de atores e músicos que se apresenta pelas pequenas vilas que se formaram no mundo pós-epidemia. Um mundo sem eletricidade, sem água encanada, sem combustível, sem aviões, no qual lojas e supermercados se tornaram moradias para aqueles que sobreviveram.

Em uma dessas vilas a Sinfonia encontra pessoas de comportamento estranho que temem o “Profeta”.

Quando cheguei nesta parte pensei: “blablabla… agora agora o tal Profeta vai tocar o terror e a história vai girar em torno disso. Ai, que tédio.” Só que não!!!!

Para minha feliz surpresa não é bem por aí! A história começa a intercalar momentos do presente e do passado. O legal é que assim o leitor pode acompanhar a história de Arthur Leander, suas esposas, seu filho, seu melhor amigo Clark, Kirsten e até mesmo do homem que tentou socorrer Leander no palco, Jeevan. Estas pessoas estão todas interligadas, mas não imaginamos o quanto!

Adoro distopias e pandemias, então este livro é um prato cheio. Ele traz uma visão do “fim do mundo” (pense na música do R.E.M. “It’s the End of the World As We Know It” (É o Fim do Mundo como o Conhecemos). Pensei nessa música vááááárias vezes durante a leitura) e como as pessoas lidam com isso e como as pessoas se adaptam às mudanças. Às vezes lidam bem com a situação e, às vezes,  simplesmente enlouquecem.

O livro fala de companheirismo, falsidade, coragem, força, violência, fanatismo, esperança.

Uma parte que achei super tocante no livro foram dois capítulos que trazem listas daquilo que não existirá mais e isso faz o leitor pensar nas coisas que às vezes consideramos como certas, mas que podem nos escapar a qualquer momento.

“…Não havia mais shows iluminados… Não havia mais remédios…Não havia mais países, todas as fronteiras estavam abertas…Não havia mais internet. Não havia mais redes sociais,… esperanças nervosas, fotografias de almoços,… status de relacionamento atualizados com imagens de coração inteiro ou partido… Não havia mais fotos de perfil.”

A textura da capa é diferente e me chamou a atenção.

Mas, afinal, por que Estação Onze? Estação Onze é uma história em quadrinhos que de alguma forma está conectada ao antes e ao depois. Mas… você só vai descobrir lendo!

As idas e vindas entre passado e presente tornam a leitura mais interessante, prendem mais a atenção do leitor e dão uma vontade louca de sempre ler mais um pouquinho. E a forma como as vidas e destinos de todos estes personagens estão entrelaçados é muito legal!

Recomendo! Leiam, LEIAM, LEIAM!!!

Este livro foi uma cortesia enviada pela Editora Intrínseca!

SELO_INTRINSECA_BLOGSPARCEIROS_2015

Ficha Técnica

Título: Estação Onze
Autor: Emily St. John Mandel
Páginas: 320
Editora: Intrínseca
Onde Comprar: Saraiva / Submarino /Amazon
Minha Avaliação: 

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  • Douglas Fernandes disse:

    Eu já vi algumas resenhas desse livro e gostei muito, adoro esse tema fim do mundo, já li alguns livros e acho muito interessante, bom saber que o livro consegue prender o leitor, eu já marquei como desejado esse livro e espero poder ler logo.

  • Beatriz dos Santos disse:

    Ja vi algumas resenhas deste livro, e é todo mundo elogiando, é intrigante.

  • Flávia Alessandra disse:

    Olá!!
    Que resenha interessante,adoro livros distópicos e que se passam em mundos pós-apocalípticos! Esse entrará para minha wishlist com certeza.
    Bjss *—*

  • Cristiane Mara disse:

    Gostei tanto da resenha que já comprei o livro! Não vejo a hora de começar a ler.

  • Mariana Fieri disse:

    Adorei esse livro! Vc disse tudo! A história começa com a morte de Arthur no palco e a gripe da Georgia logo ataca Toronto e se alastra. O que resta no mundo, na forma como a autora descreve é de dar arrepios. Vale muito a pena a leitura!! Gostei mto! Fora que logo na capa ja tem a super indicaçao do fofo George R R Martin, ninguem menos que o criador de guerra dos tronos!!

  • Juliana Salles disse:

    Fiquei muito interessada em ler!! Minha lista só aumenta pelas resenhas que leio aqui rsrsrs

    Adoro distopias e esse aí parece bem diferente ;)

  • Nayara disse:

    Distopia não é um dos meus temas preferidos, mas em compensação, essa parte de intercalar passado e presente eu gosto e fiquei um pouco curiosa para saber sobre essa conexção q tem na história.

    Beijos

  • Ana Maria disse:

    Fiquei interessada em ler esse livro.Fiquei curiosa.

  • Fran Ferreira disse:

    Eu amoooooooooo distopias, este livro me chamou atenção pela capa, mas agora confesso que foquei um pouco confusa. Com sua resenha entendi melhor, porque a sinopse me deixou perdidinha, acho que neste momento não veria graça alguma e a acharia o livro um porre, então vou esperar um pouco para ler a resenha novamente.

    Bjsss

  • Helio de Oliveira e Souza disse:

    Viver num mundo devastado e difícil e ainda pros sobreviventes que vivem da lembrança do mundo antigo não sei como eu ficaria bem vivendo assim sem tecnologia e hospitais e uma vida bem sofrida a dos personagens e eles tem ainda lidar com a loucura ,fanatismo deste novo mundo em que vivem e uma distopia bem interessante pra ler .

  • Suzzy Chiu disse:

    Hello!!
    Nossa, eu nao esperava uma resenha tao boa sobre o livro.
    Eu sinceramente nao dava nada pelo livro, na verdade nao li do que se tratava e agora ja vi que vou querer ler.
    Ainda mais que super te surpreendeu positivamente e não foi nada do que vc esperava.
    Também adoro distopias e pandemias, nos fazem ficar mto viciados na leitura.
    Animei de ver a textura desse livro tb… fiquei curiosa com tudo na verdade.
    Bjus.

    https://fuxixiu.wordpress.com/

  • Julia Mattos disse:

    Não dava nada por esse livro, mas a resenha atiçou minha curiosidade! Adoro distopias também. Já coloquei na minha lista e logo irei lê-lo

  • Sorteio: Estação Onze | Por Essas Páginas disse:

    […] conseguiria viver em um mundo apocalíptico sem redes sociais?” e comente a resenha (comentário pertinente) para liberar mais opções do […]

  • Natália Caetano disse:

    Já Vi outras resenhas falando muito bem desse livro. O tema chama minha atenção mais pelo fato de misturar passado e presente, adoro isso.

  • Fran Ferreira disse:

    Isso que dá ler com sono. Em comentários acima, havia descrito que estava confusa. Minha confusão era: quem era quem; o papel que cada um exercia de verdade, e o porque dessas ligações; Agora com dúvidas esclarecidas, poço dizer que já imaginei possíveis ligações para eles; agora o livro já entrou em minha lista de desejados; e que principalmente preciso parar de ler com sono kkkk. Amo distopias e quero descobrir todo o caos ocorrido nesta historia.

    Bjsss

  • Milena Soares disse:

    Já estava bastante interessada em ler esse livro só pela sinopse, e agora depois de ver essa resenha fiquei ainda mais ansiosa em conferi essa história, curto muito distopias e pandemias, parece ótima, bem emocionante.

  • Marie dos Santtos disse:

    O livro ultrapassa as fronteiras de não viver sem a internet!! O mundo virou um caos, imagina, viver sem remédios, água encanada, eletricidade e possivelmente sem alimentos!! E ainda conviver com gente falsa e maldosa!! Gostaria de saber como termina esta história!!!

  • Marília Sena disse:

    Confesso que não estava tão entusiasmada para lê-lo. Porém… depois da sua resenha resolvi dar uma chance! Também adoro distopias, envolvendo essas pandemias ou não hahaha.

  • Drielle Giovana disse:

    Todas as resenhas que li desse livro falam MUITO bem dele. Vou ter que ler desse jeito rsrs
    Enfim, só acho que o autor tem que saber intercalar essas idas e voltas se não o leitor acaba ficando confuso ou preso demais no antes. Mas me parece que esta história é diferente. Adoro conexões entre os personagens e fiquei curiosa para descobrir o porquê de tudo.
    Beijos!!

  • Gizeli Regina Meister disse:

    Olha eu não tinha ouvido falar desse livro ainda, mas gostei bastante da sua resenha.Me parece ser uma história envolvente e muito interessante.

  • mirian kelly disse:

    É bem bacana conhecer os dois lados da historia, o passado e presente, assim entendemos melhor o livro. Estação Onze me interessou, pela sinopse, mesmo não sendo muito fã de livros que falem da guerra.

  • Shadai disse:

    Nome e capas sem graça, mas é só “enganação”. O começo da resenha me confundiu, pelo tanto de personagens, mas o tema e seu desenvolvimento parecem ser ótimos!
    Quando ficar barato talvez eu compre, (caso não ganhe aqui).

  • Bruna Costenaro disse:

    não sou fã de distopia, mas vivo dando chance a elas para compreender os medos dos autores, pq sim, é o que eles colocam quando as criam. Cada um teme uma coisa, e quando pensamos em um mundo aos pedaços colocamos nossos medos em evidência.

    miquilis

  • Thays Amanda disse:

    Já vi muitas resenhas negativas desse livro, mas a sua me animou. Gosto muito de distopia e estação onze me parece um livro reflexivo

  • Maisa Medeiros disse:

    Confesso que ainda não tinha ouvido falar desse livro… mas lendo a sua resenha fiquei muuuuuito curiosa para ler, adoro esse tipo de enredo!

  • Maristela G Rezende disse:

    É uma história de suspense e que prende a atenção do leitor. Estou querendo muito ler o livro. Parabéns pela resenha.

  • Camila Morais disse:

    Adoro distopias! E enquanto leio fico tentando me imaginar em situações parecidas com as dos personagens e se reagiria da mesma maneira que eles reagiram.
    Não vejo a hora de poder conhecer a história de Leander sua família e é claro de Kirsten.

  • Francisca Elizabete disse:

    Gostei da resenha, o livro parece conter uma estória interessante!! Um mundo pós apocalíptico, onde as pessoas passam por várias dificuldades!! Como sobreviver em meio a tudo isto?

  • Cristiane Dornelas disse:

    Parece legal e deu vontade de ler pelo que vi. Já gosto da ideia do livro, o tema é bacana e interessante. Já tem tantos do tipo, filmes, séries e livros também. Mas depende de como é abordado. Não acho que vire clichê ou chato se for bem escrito, porque vejo muita coisa com o tema e quando é bem feito é único. Deu ontade de ler e a resenha deu mais ainda!

  • Sueli Cobbos disse:

    Depois de nos acostumarmos a toda a comodidade da era moderna, voltar no tempo e não poder dispor de todo o conforto não é fácil, mas também não é impossível. Amei sua resenha e por ela se tem uma clara visão do que é o livro. Agora quero muito descobrir o porque de uma história em quadrinhos estar ligada ao antes e ao depois dos personagens.

  • Lana Silva disse:

    Eu não conhecia o livro, o que e uma pena, pois depois de ler sua resenha, fiquei completamente curiosa para ler o livro, e conhecer de perto a história. Parabéns pela resenha maravilhosa.

  • Sabrina Finoti disse:

    Esse livro trata de temas bem diferentes em livros pós-apocalípticos, e a abordagem do que não tem mais no mundo, questões entre passado e presente são bem interessantes, espero que eu possa lê-lo em breve

  • Ana I. J. Mercury disse:

    Eu ameeeei a ideia do livro, achei completamente interessante, estou loouca para ler!!!
    Porém, acredito que eu seria uma das pessoas que preferiria a morte, do que viver num mundo sem tecnologia, comida,essas coisas, rsrs
    bjos

  • Cailes Austen disse:

    Olá. Nunca li nada nesse estilo, no qual o mundo é devastado por uma pandemia ou similar, mas penso que traz uma reflexão sobre o mundo em que vivemos hoje e como o tratamos, a forma como cuidamos daquilo que nem percebemos que é vital para nos…isso é que espero encontrar em estação onze, essa reflexão, espero gostar tanto da história assim como vc *-*

  • Rudynalva Correia Soares disse:

    Gosto demais de distopias e gosto também quando o escritor usa o artíficio de transitar entre o passado e o presente.
    Deve ser um livro intrigante de ser lido e fiquei curiosa por saber como todo enredo se desenvolve.
    “Qual seria a sua idade se você não soubesse quantos anos você tem?”(Confúcio)
    cheirinhos
    Rudy
    http://rudynalva-alegriadevivereamaroquebom.blogspot.com.br/
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  • leciteresinharodrigues disse:

    muito boa resenha, gosto muito de livros q falam sobre fim do mundo e epdemias.

  • juliana disse:

    Nossa, fiquei com muita vontade de ler. Antes da resenha o livro não tinha me chamado a atenção… Esse livro me lembrou um do stephen king que foi transformado em filme e eu assisti…Tinha algo que estava matando as pessoas, algumas se refugiaram num supermercado e surgiu alguém tipo um “profeta”.

  • LAIS TAVARES RANGEL disse:

    Não tinha ouvido falar ainda neste livro mas gostei muito da resenha. Espero lê-lo em breve.

  • Zilda Rosa dos Santos disse:

    Nossa o livro parece ser ótimo!! O mundo vira de cabeça para baixo depois da pandemia, a narração parece ficar entre o passado e o presente!! Achei que nunca gostaria de um livro assim, mas este me parece ter um enredo muito bom!!

  • Juliana Ferreira disse:

    Distopia + suspense = tudo de bom! Tem tudo pra ser uma das minhas leituras favoritas

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