Resenha: Eu, Você e a Garota que vai Morrer

EUN_VOCE_E_A_GAROTA_QUE_VAI_MORRERLivro que deu origem ao filme vencedor do Festival Sundance 2015, nas categorias Público e Crítica, com estreia marcada para 12 de junho nos EUA, Eu, você e a garota que vai morrer é uma mistura perfeita entre drama e humor e um retrato preciso da adolescência em face do amadurecimento. Na trama, Greg tem apenas um amigo, Earl, com quem passa o tempo livre jogando videogame e (re)criando versões bastante pessoais de clássicos do cinema, até a sua mãe decidir que ele deve se aproximar de Raquel, colega de turma que sofre de leucemia. Contrariando todas as expectativas, os três se tornam amigos e vivem experiências ao mesmo tempo tocantes e hilárias, narradas com incrível talento e sensibilidade. Crossover com enorme potencial no segmento young adult, o romance é perfeito para fãs de livros e filmes como A culpa é das estrelas e As vantagens de ser invisível. Fonte


Greg é um adolescente de 17 anos no último ano do Ensino Médio. Ele não tem muitos amigos, mas não liga muito para isso. O que ele quer mesmo é conseguir ser “invisível”, ser amigo de todos, ao mesmo tempo amigo de ninguém. Por isso ele se isolou e não fez parte de nenhuma “tribo” ou grupo, para evitar ser rotulado. O único que ele consegue manter uma amizade mais sólida é Earl, que tem uma personalidade mais forte e bruta, mas que suporta seus irmãos e que tem aquela sinceridade nua e crua para falar com as pessoas.

Certo dia, sua mãe pede que Greg ligue para Rachel, sua amiga/namorada de infância, para que ele possa se reaproximar dela e tentar dar algum consolo, já que a amiga está com leucemia. Greg não sabe exatamente como agir, mas após algumas tentativas por telefone, Rachel cede e Greg consegue falar com ela pessoalmente.

A partir daí, a amizade de Greg, Rachel e mesmo Earl fica maior, com altos e baixos, como todas as amizades. Principalmente se levar em consideração que Greg é… engraçado, porém consegue dar os foras mais homéricos que já vi, e isso de forma espontânea.

O livro é narrado em primeira pessoa por Greg e em nenhum momento Rachel é o centro dele. Temos aqui um personagem mais realista, que é um adolescente que não sabe como lidar nem com seus próprios problemas/dilemas típicos da idade, quanto mais uma doença, muitas vezes fatal, de outra pessoa. E Greg tem essa dificuldade em se solidarizar com Rachel, mostrando-se algumas vezes egoísta, não dá para negar. Nesse ponto, a amizade com Earl é crucial e acho que ninguém esperaria alguma atitude da parte dele, pela personalidade que ele tem. Não subestimem o Earl!

O interessante nisso tudo é que Greg sempre se menospreza, ele acha não é bom o bastante para nada – tanto que ele queria ser cineasta e desistiu, por ter feito vários filmes caseiros muito ruins. E por falar em filmes, algumas partes são escritas em forma de roteiro, o que foi muito bacana porque tinha tudo a ver com a história.

Então já fica como aviso que esse livro não é como A culpa é das estrelas, esqueçam as comparações, porque não existem. Não existe romance, não existe mensagem. Aliás, existe sim: é sobre amizade, é todo um processo de evolução de uma pessoa e sobre perdas que sofremos em nossa vida e como reagimos a ela.

O livro é legal? Sim, ele é. Mas confesso que não me agradou de todo. Tinha alguns elementos que eram bem dispensáveis, como algumas piadas e tiradas sem graça que Greg fazia, mas acho que isso é da personalidade que o autor criou para ele. Por isso, recomendo a leitura, principalmente se você quiser sair de sua zona de conforto ao ler livros desse tipo.

Aliás, esse livro foi adaptado. Não vi cartazes aqui no Brasil, nem sei se vai sair. Mas quem sabe, né?

Ficha técnica:

Nome: Eu, Você e a Garota que vai Morrer
Autor: Jesse Andrews
Páginas: 288
Editora: Rocco
Onde Comprar: Saraiva / Saraiva Digital / Submarino / Amazon
Minha avaliação: 

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