Resenha: Fração de segundo

fração de segundoPor causa de sua habilidade paranormal, Addie é capaz de Investigar seu futuro sempre que se depara com uma escolha, mas isso não torna sua realidade mais fácil. Depois de ser usada pelo namorado e traída por Laila, sua melhor amiga, ela não hesita em passar as férias com o pai no mundo Normal. Lá ela conhece Trevor, um garoto incrivelmente familiar. Se até pouco tempo ele era um estranho, por que o coração de Addie acelera toda vez que o vê?
Enquanto isso, Laila guarda um grande segredo: ela pode Restaurar as memórias de Addie – só falta aprender como. Muita gente poderosa não quer que isso aconteça, e a única pessoa que pode ajudar Laila é Connor, um bad boy que não parece muito disposto a colaborar. Como ela vai ajudar a amiga a alcançar o futuro feliz que merece?

Fração de segundo livro é o segundo e último livro da duologia que começou com Encruzilhada. Sim, parece até estranho nesse mundo de séries intermináveis que algum autor tenha essa atitude… Mais estranho ainda é eu – que estou fugindo desses livros sem fim – tenha acabado de ler e ido direto na internet procurar se realmente a autora não tinha voltado atrás. Porque, apesar de Fração de segundo ter tido um final satisfatório para o que foi proposto, eu acabei o livro com muitas perguntas. E sim, eu queria mais.

Essa resenha tem pequenos spoilers de Encruzilhada (nada muito diferente do que está na sinopse, mas ainda são spoilers) então siga por sua conta e risco!

Para você que não se lembra muito do enredo do primeiro livro da série (que eu também não me lembrava ops), ele conta a história de Addison Coleman, que vive em um Complexo Paranormal. Nesta “cidade” todos conseguem aproveitar muito mais a sua capacidade mental do que nós – a quem eles se referem como “Normais”. É como se eles tivessem alguns “poderes especiais”, e eles recebem programas para que essas aptidões sejam desenvolvidas. É claro que eu nem preciso dizer que eles se escondem dos Normais… Apesar de você poder optar por viver entre eles, você nunca pode contar nada sobre essa sociedade que vive escondida. A Addie é uma Investigadora de Destinos, ou seja, se ela tem que tomar uma decisão, ela consegue ver o que aconteceria nos dois futuros e depois com base nisso decidir o que fazer. O livro anterior é basicamente Addie investigando o seu futuro e tentando decidir se vai morar com o seu pai que está no mundo Normal ou com a sua mãe, que vai ficar no Complexo Paranormal. Sem querer contar muitos spoilers, depois de um final com várias reviravoltas e que envolvem diretamente a melhor amiga dela, Laila, Addie resolve passar as férias de Natal com o seu pai.

Só que uma parte das memórias de Addie foram apagadas e Laila descobriu que pode haver uma forma de ela restaurar essas memórias. O poder de Laila é exatamente de ser uma Apagadora de Memórias – só que ela descobriu que, se ela melhorar um pouco mais o seu dom, pode ser que ela consiga fazer exatamente o contrário… Só resta saber como que ela vai fazer isso.

Os capítulos são narrados alternadamente entre Addie e Laila – cada uma separada por quilômetros de distância, mas com objetivos semelhantes. A leitura é bem fluida e o livro tem um ritmo bom desde o início já que ele consegue deixar o leitor bem curioso. Essa não é aquela distopia que a sociedade é central na trama – ela é importante sim porque influencia no destino dos personagens, mas os romances é que são o maior fio condutor de todo o livro. A minha reclamação inicial continua: ainda acho que o triângulo amoroso de Addie é muito fraco. Apesar de nesse o ponto principal da autora não ter sido realmente o triângulo, acho que o relacionamento da protagonista com os dois pretendentes poderia ter sido melhor trabalhado. É tudo muito rápido não tem como o leitor se aproximar dos personagens. E o interessante é que a autora consegue escrever sim um bom romance como foi demonstrado em todo o enredo de Laila. No caso dela, eu consegui sentir a química entre os personagens, fiquei torcendo para que eles dessem certo e foi tudo muito autêntico e ao mesmo tempo totalmente fofo. Adorei mesmo e achei a Laila uma personagem muito mais interessante do que a Addie.

E o final… Ah, o final! Como comentar o final sem dar spoilers?  O que eu achei diferente de outras distopias, é que nesse caso nós não tivemos uma reviravolta no sistema, e sim ele é o final da história daqueles personagens. Sim, eu fiquei satisfeita com o final de Addie e Laila. Mas, ao mesmo tempo, ele levantou inúmeras perguntas sobre o Complexo Paranormal e sobre as suas aptidões. Por isso que eu fiquei com aquela sensação de “preciso de outro livro”. Não precisava ser exatamente com esses personagens, até porque acho que o ciclo deles já foi fechado, mas… Eu quero saber mais!

Enfim, Fração de Segundo foi um ótimo encerramento para a duologia, melhor até do que o primeiro e se a autora quiser voltar para esse universo um dia… Eu totalmente vou adorar!

Livro gentilmente cedido para resenha pela Seguinte, selo do Grupo Companhia das Letras.

 

Ficha Técnica

Título: Fração de segundo
Autor: Kasie West
Editora: Seguinte
Páginas: 320
Onde comprar: Livraria CulturaSaraiva / Livraria da Folha / Amazon
Avaliação:

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