Resenha: Fragmenta-me (Estilhaça-me #2.5)

A série distópica de Tahereh Mafi, para mim, é uma série de altos e baixos (mais baixos que altos). Em Estilhaça-me, um livro que eu tinha grandes expectativas, a autora trouxe uma personagem excessivamente dramática e transformou uma distopia de potencial em nada mais um romance meloso e a história de um triângulo amoroso. No conto Destrua-me, narrado por Warner, a série deu um salto de qualidade em uma narrativa surpreendentemente madura e interessante – é, de longe, o ponto mais alto da série para mim. Em Liberta-me, segundo livro da série, a história melhorou consideravelmente, porém ele não chegou a ser tão bom quanto o conto de Warner. Agora, em Fragmenta-me, eu não tinha muitas expectativas, afinal, o narrador é o Adam. E ele se confirmou como um péssimo narrador e um personagem que eu já detestava e agora simplesmente odeio. E nada disso não ajudou para que minha leitura fosse agradável…

“Neste eletrizante conto da trilogia Estilhaça-me, descubra o que aconteceu com os rebeldes do Ponto Ômega após lutarem contra o Reestabelecimento. Fragmenta-me é contado do ponto de vista de Adam, respondendo as principais dúvidas dos leitores após grande final de Liberta-me. Enquanto o Ponto Ômega prepara para lançar um ataque-surpresa contra os soldados do Reestabelecimento a postos no Setor 45, o foco de Adam está bem longe do campo de batalha. Ele está se recuperando do rompimento com Juliette, apavorado pela vida do seu melhor amigo e preocupado como sempre com a segurança do seu irmão James. E justo quando Adam começa a pensar se aquela vida é mesmo para ele, o alarme soa. É hora de começar a guerra. No campo de batalha, é como se tudo estivesse a seu favor – mas derrubar Warner, que Adam descobriu recentemente ser seu meio-irmão, não é fácil. O Reestabelecimento não tolera rebeliões, e por isso fará qualquer coisa para massacrar a resistência… inclusive matar a todos que são importantes para Adam. Fragmenta-me prepara o leitor para as emoções de Incendeia-me, o explosivo final da série distópica de Tahereh Mafi.” Fonte

Em Fragmenta-me, temos um conto – mais uma noveleta, novamente, como Destrua-me, mas menor que esse (ainda bem!) – narrado por ninguém menos que Adam *vai para um cantinho e discretamente vomita*. Bem, primeiro eu preciso dizer que nunca gostei muito desse personagem: sempre o vi como insosso e entendiante (sim, eu sou #TeamWarner!). Mas, depois de ler seu ponto de vista, decidi que mais do que isso, Adam é um babaca detestável.

Não há outra palavra para defini-lo.

Ele trata o irmão como lixo e depois diz que o garoto é a coisa mais importante da sua vida e não sei mais o quê (a.k.a drama exaustivo). Ok, irmãos brigam, mas o Adam é simplesmente um estúpido com o pobre James. As cenas entre os dois na história são simplesmente enervantes. Dá vontade de entrar no livro e meter três sopapos no meio da cara mal ajambrada desse personagem.

Mas as interações com Juliette são ainda piores.

Tudo bem que Juliette não é a pessoa mais brilhante da face da Terra, ela mete os pés pelas mãos, é totalmente desequilibrada e tudo mais, mas ela não é assim TÃO idiota quanto Adam pinta. No conto, com a desculpa de que “só deseja que ela fique em segurança”, ele a trata quase como uma ameba (sim, porque por mais que ele não diga quase nada – e ele realmente não fala muita coisa), aqui nós enxergamos seus pensamentos e, por isso, vemos como ele considera Juliette uma coisinha idiota que não sabe nem atravessar a rua sozinha sem sua ajuda (como se ele fosse assim tão útil).

“Juliette.
É claro que ela não faz ideia do que está acontecendo… Por que faria?
O mais inteligente a fazer seria escondê-la em algum lugar. Mantê-la em segurança. Longe do perigo. Um elo fraco pode mandar tudo por água abaixo, e não acho que seja hora de correr riscos.”

O que não consigo ver nessa série é um equilíbrio: enquanto Warner praticamente venera a garota, Adam a considera uma estúpida. E, de verdade, não importa o quanto ele diz que a ama e tudo mais, ele a considera uma pessoa fraca e inútil, que só consegue atrapalhar as coisas. Só que, pera, caramba, ela NÃO PODE ser uma inútil, ela é a droga da protagonista da série!

*respira fundo e continua*

Apesar de bem escrito e muito bem editado – a Novo Conceito realmente caprichou na diagramação e organização do e-book, na capa e ainda o disponibilizou de graça pra gente -, bem, ainda assim não consegui aproveitar nadinha a leitura. Sei que fiquei apenas reclamando e reclamando do Adam na resenha inteira, mas é que, basicamente, o livro é apenas o Adam, Adam, Adam, e seu #mimimi eterno (sim, ele é bem dramático, gente). A única coisa que salvou o conto (um pouquinho) para mim foi o final. Mas, se você acompanha a série, é legal baixar o livro.

E-book gentilmente cedido em parceria para resenha pela Editora Novo Conceito.

Ficha Técnica

Título: Fragmenta-me
Autor: Tahereh Mafi
Editora: Novo Conceito
Páginas: 70
Onde adquirir:  Amazon (e-book gratuito)
Avaliação: 

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  • Ana disse:

    Agora fiquei triste agora :/ queria muito ler essa série, ultimamente ela anda bem falada, ou no caso mal falada hahahahahaha. Adam deve ser muito chato mesmo, a sequencia dessa série me confunde, e falando sério nem sei do que se trata, mas a editora esta investindo pesado em divulgar e por isso conheci o nome, mas a história não é muito divulgada ~isso foi confuso~ mas sério, não sei do que se trata, acho que é uma distopia, pelo menos parece ser.

  • Fabiana Strehlow disse:

    Ai, ai, não sei nem ao certo o que dizer …
    Mas, confesso que fiquei com um pé atrás com todo o “barulho” feito em torno desta série.
    As distopias tem que vir muito, mas muito diferentes de tudo o que já tem por aí, caso contrário, na minha humilde opinião, o mercado editorial ficará saturado de umas mesmices sem fim.

  • Raquel Pereira disse:

    Nossa, realmente parace que esse Adam é mais que dramático mesmo heim. E o pior de tudo é que homem dramático é mil vezes pior que mulher darmática. Ainda não li nenhum livro dessa série, mas desanimei um pouquinho com esse conto, ou noveleta.

    Bjok

  • Érika Rufo disse:

    Essa foi uma série que não me empolgou nem um pouco. Achei Adam e Juliette muito chatos. Parei no primeiro livro e sem vontade nenhuma de ler os outros. Provavelmente não lerei esse.

    Beijos!!

  • Douglas Fernandes disse:

    Tenho só o primeiro livro dessa série, mas me desanimou um pouco ter mais baixos do que altos… =/
    mas mesmo assim é uma serie que pretendo ler pra tirar minhas proprias conclusoes. *-*

  • Gustavo disse:

    Eu nunca li nada dessa série (aliás, nada dessa autora), mas sempre me interessei por essa série. E sei la, infelizmente (ou felizmente depende do meu humor kkk) eu continuo interessado. Ri muito com essa resenha, seu ódio por esse personagem chega a ser engraçado de tão intenso kkkk
    Nossa, acho que já compartilho seu ódio com o personagem. Odeio quando um cara idiota se acha melhor que os outros personagens e ainda trata quem, supostamente, ama como uma completa incompetente burra. Querer proteger é uma coisa, tratar como incapaz é outra -.-

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