Resenha: Fragmentada


Eu terminei de ler Reiniciados pouco tempo antes do lançamento de Fragmentada. Agora, imaginem uma pessoa com crise de ansiedade para ler esse livro. Multipliquem por três e o resultado sou eu.

Por isso, assim que recebi Fragmentada, eu comecei a ler quase imediatamente, mas depois que terminei, eu não consegui escrever logo a resenha. Tem livros assim, que a gente gosta demais da história, mas que não encontra a palavra certa para descrever o que achou. Devo dizer que essa série dá o que falar. Por isso, se não leu o primeiro livro, cuidado, porque aqui pode sair um ou outro spoiler.

FRAGMENTADASinopse: Kyla não deveria se lembrar de nada quando foi reiniciada. Mas segredos do seu passado atormentam sua mente. Presa em uma luta contra a opressão dos lordeiros, e ansiando por liberdade, Kyla vê seu passado e presente colidir de uma forma que ameaça sua vida. Enquanto sua busca desesperada por Ben continua, em quem ela poderá confiar em um mundo repleto de segredos e mentiras? Fonte

A história começa como se fosse a continuação da cena do último capítulo de Reiniciados. A partir daquele determinado acontecimento, Kyla tem novos vislumbres, fragmentos de memórias bem pequenos, porém mais nítidos, sobre seu passado e quem ela era antes de ser reiniciada. Aliás, muito, muito antes de tudo acontecer. Assim, aos poucos Kyla reconhece algumas pessoas de seu passado, entre elas, Nico. Ele é um dos líderes da R.U. Livre e agora ela acredita que tem um aliado para ajudá-la a encontrar Ben.

Memórias podem ser fragmentadas, encobertas por medo e negação, e trancadas atrás de uma parede.

Com parte da memória recuperada, ela consegue lembrar do passado em que se chamava Chuva, sobre Nico e tudo o que ela representava para o R.U. Livre. Ao mesmo tempo, ela se lembra de ser Lucy, uma menina de 10 anos de idade que brincava com o pai. Só que entre Lucy e Chuva há um hiato de quatro anos que Kyla ainda não consegue preencher.

“Deve haver coisas que seria bom esquecer. mas ainda assim é frustrante perder partes de mim mesma que eu quero lembrar!”

O segundo livro da série consegue ser tão bom quanto o primeiro, porém ainda não temos tudo esclarecido: A autora mostrou mais sobre o regime opressor com lordeiros em que o país vive, além dos ataques terroristas, mas mesmo assim falta alguma coisa (que espero que seja esclarecido no último volume). As cenas relacionadas aos lordeiros e R.U. Livre faz com que a gente se pergunte em quem Kyla deve confiar e ser leal, uma vez que os dois lados escondem segredos, e lealdade é um termo relativo quando o interesse de alguém está em jogo, e o que interessa a Kyla é encontrar Ben. Tudo isso aumenta em muito a tensão entre um capítulo e outro.

A história também conta com novos e velhos personagens. Cameron é um desses novos personagens e assim que eu li sobre ele eu temi que o famigerado “triângulo amoroso” acontecesse (e por um momento achei que viraria um quadrado). Bem, o desfecho do livro me deu uma resposta, agora para vocês saberem, só lendo. Uma outra personagem que aparece é Tori, uma reiniciada que havia sido devolvida para os lordeiros. Como no primeiro livro sua participação foi mínima, ela demonstra que realmente é aquela chata que parecia no primeiro e podemos acrescentar aqui uma dose de revolta justificada pelo que ela passou.

Uma coisa que me incomodou foi o foco da história. Parece que em todo o livro, com toda questão de perda e recuperação de memória, lordeiros, lavagens cerebrais e R.U. Livre, o principal objetivo de Kyla era saber o que havia acontecido com Ben. Eu sei que ela tem um sentimento profundo por ele e foi esse sentimento que a motivou a se arriscar mais e mais com os lordeiros e a R.U. Livre, descobrindo várias e várias coisas interessantes, mas às vezes essa busca por Ben, beirando à obsessão, cansava.

Agora, o ponto alto do livro é quando descobrimos como Kyla consegue se lembrar de sua vida anterior e sobre os fragmentos de memória e como ela conseguiu “driblar” a perda completa de memória ao ser reiniciada. A Dra. Lysander aparece para tentar ajudar (ou não) Kyla a entender o que aconteceu, mesmo que inconscientemente. Além disso, temos o que eu chamo de gatilho, algo que impulsiona Kyla a se lembrar, mas isso vocês também só conseguirão perceber quando lerem.

A história continua bem narrada, em primeira pessoa. Temos cenas de ação e muita tensão mais para o final do livro, que faz com que você não queira largá-lo até que tenha terminado sua leitura (e ficar frustrado porque ainda não temos o terceiro livro aqui), mas ainda temos as divagações de Kyla, como comentei acima. Porém, essa divagações não atrapalharam minha leitura, então acho que quem for acompanhar a história, vai ler de boa. Mesmo porque, com todas as descobertas e os fios soltos sendo ligados lentamente, a série continua valendo muito a pena.

Esse livro foi gentilmente cedido pela Farol Literário para resenha.

farol_selo

Ficha técnica:

Nome: Fragmentada
Autor: Teri Terry
Páginas: 424
Editora: Farol Literário
Onde comprar: Livraria Cultura /Livraria Cultura (e-pub)/Amazon
Minha avaliação: 

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  • Marília Sena disse:

    Eu ainda não li Reiniciados, mas estou louca de ansiedade. Essa série parece ser realmente boa! Adorei sua resenha, me deu uma luz a mais hahaha. Beijos.

  • Lucy disse:

    Oi, Marília! Obrigada! rsrs
    Espero que goste da leitura!
    Bjos!

  • Mallu Marinho disse:

    Ainda não li Reiniciados, mas estou muito interessada na trilogia. O problema é que tenho tentado evitar o máximo que posso séries e trilogias por conta do tempo e do investimento em mais de um volume. Mas, acho que vou acabar me rendendo a essa distopia. Só leio críticas positivas e a sua, ainda que mostrando alguns pontos negativos, só me deixou com ainda mais vontade de conhecer a escrita da Teri.

  • Lucy disse:

    Oi, Mallu! Difícil, né? Você nem imagina quantas vezes eu repeti o mantra de “mais uma série não”, mas aí eis que surge uma série que chama a atenção e eu acabo me rendendo. Eu também prefiro colocar alguns pontos que me incomodam nas leituras, acho que é bom as pessoas saberem dos pontos que talvez elas tb tenham alguma dificuldade. rsrs
    Bjos!

  • Nayara disse:

    Que diferente esse enredo! Gostei muito!
    Ainda não li nenhum dos dois, mas preciso, urgente. Hahahaha.
    E adorei muito a capa!! Combinou direitinho com o título do livro! :D
    Beijos

  • Lucy disse:

    Oi, Nayara! Recomendo! rs
    Ah, a capa realmente é muito bonita. Eu achei que da primeira para a segunda veio um tipo de transformação. Eu já vi a capa do terceiro volume em inglês, por esse motivo achei que fosse algum tipo de “evolução” por parte da personagem. rsrs
    Bjos!

  • Dâmaris Carvalho Lima disse:

    Já tinha ouvido falar da série, gostaria muito de ler os livros…. ainda não li Reiniciados.

  • Lucy disse:

    Oi, Dâmaris! Quando tiver oportunidade, dá uma olhada! Quem sabe você gosta. ;)
    bjos

  • Jaynne Souza disse:

    Não li Reiniciados ainda, mas já tinha ouvido falar da serie e uma amiga minha já leu,ela não gostou muito por isso me disse que não valia a pena ler:s
    Talvez eu leia pra ver como é…

  • Lucy disse:

    Oi, Jaynne!
    Poxa, uma pena que sua amiga não gostou. o.o
    Eu acho que é porque essa distopia é muito voltada à personagens e seus dramas do que em relação ao universo em que ela vive. É uma distopia que envolve muito a questão de cérebro e memória, por isso não tem tanta ação e muitas divagações. Em Reiniciados não achei ruim, achei um pouco cansativo em Fragmentada, mas não quer dizer que tenha atrapalhado minha leitura, como disse na resenha.
    Espero que você tenha oportunidade de conferir por si própria se vale a pena ou não. ;)
    Bjos bjos!

  • camila rosa disse:

    Oi, nossa que resenha, eu ainda não li o primeiro livro Reiniciados, mas estou hiper ansiosa para começar a ler essa trilogia né, parece cheia de ação, de tirar o folego, e eu ainda estou encucada com isso de reiniciar as pessoas e elas não se lembrarem da sua vida antes.
    Beijos!!!

  • Lucy disse:

    Oi, Camila! A história tem ação, mas tb é mto voltada para o psicológico, eu gosto muito disso. Espero que goste também.
    Bjos!

  • Caroline Evans disse:

    Não li o primeiro livro, logo não li esse.
    Mas eu admito que está na minha lista de desejados e sua resenha me deixou querendo mais e mais, parece muito bom! *-*

  • Lucy disse:

    Oi, Carol! Tá esperando o que então? Leia logo! rsrs
    Espero que goste da leitura. ;)
    bjos

  • Gustavo disse:

    As capas dessa série são de tirar o folego, um ótimo trabalho do editor de capa. E a história em si parece também ser de tirar o folego. Eu ainda não li nenhum dos dois (esperando sair o último kkk) mas com certeza minha vontade de ler esse livro sobe exponencialmente a cada resenha lida de cada livro da série kkk é muito livro pra pouco din din kkkk

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