Resenha: Graça e Fúria

Ficha técnica:

Nome: Graça e Fúria

Autor: Tracy Banghart

Tradutor: Isadora Prospero

Páginas: 304

Editora: Seguinte

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Sinopse: Duas irmãs lutam para mudar o próprio destino no primeiro volume de uma série de fantasia repleta de romance, ação e intrigas políticas. Em Viridia, as mulheres não têm direitos. Em vez de rainhas, os governantes escolhem periodicamente três graças — jovens que viveriam ao seu dispor. Serina Tessaro treinou a vida inteira para se tornar uma graça, mas é Nomi, sua irmã mais nova, quem acaba sendo escolhida pelo herdeiro. Nomi nunca aceitou as regras que lhe eram impostas e aprendeu a ler, apesar de a leitura ser proibida para as mulheres. Seu fascínio por livros a levou a roubar um exemplar da biblioteca real — mas é Serina quem acaba sendo pega com ele nas mãos. Como punição, a garota é enviada a uma ilha que serve de prisão para mulheres rebeldes. Agora, Serina e Nomi estão presas a destinos que nunca desejaram — e farão de tudo para se reencontrar. Fonte

Para você que gostou de O conto da Aia, talvez vá gostar desse livro. Ou não, talvez você veja algo muito romantizado e que ache desnecessário. Eu não considerei o romance, mesmo porque ele fica bem em segundo plano nesse livro, e me concentrei nas lutas que as duas protagonistas travam.

Como conta na sinopse, conhecemos a história de Serina e Nomi. Duas irmãs totalmente diferentes, sendo a primeira treinada para ser graça e a segunda treinada para ser sua aia. Nomi nunca aceitou as regras como ela são, tanto que ela decidiu aprender a ler sozinha. Serina era mais conformada, decidiu que treinaria para se tornar graça, para então dar mais conforto para sua família, mesmo que o preço fosse uma submissão cega.

Serina estava disputando para se tornar uma das graças do príncipe herdeiro, Malachi. Seria a primeira escolha de graças dele e ela tinha todos os atributos necessários para ser escolhida. No entanto, é Nomi a escolhida. Em uma sucessão rápida de acontecimentos, Serina é acusada injustamente de roubar um livro e ler. Em um mundo onde mulheres não aprendem a ler, esse ato é considerado um crime e punido como tal. Como castigo, Serina é mandada para uma prisão feminina, onde tem que lutar para sobreviver – tanto entre as mulheres, quanto entre os homens que as encarceram.

Com Serina presa em uma ilha e Nomi presa no palácio, as duas só pensam em se libertar e se reencontrar, as duas temendo uma pela outra.

E agora começa realmente a história.

Eu gostei muito desse livro, embora ele tenha ressalvas em sua história. Trata-se de uma distopia mais ao estilo A Seleção do que O Conto da Aia, na verdade, mas com seus toques cruéis. Não tem o tom tão sombrio quanto O Conto da Aia, mas é menos (fútil) romântico que do A Seleção (não sei se conseguem entender bem a comparação). Nesse caso, eu diria que o assunto é bem mais específico: mulheres sem direitos, nem para aprender a ler, que são escolhidas a dedo para servir um senhor, nesse caso, um único rei.

O rei detém o direito de ter quantas graças quiser, todas elas para servirem a ele como fantoches, literalmente. Sério, eu fiquei chocada quando em uma das lições que as graças devem aprender é a de “ficar parada feito estátua viva” – e com elegância. Gente, surreal.

A história é narrada em terceira pessoa a partir do ponto de vista de cada irmã. Nesse primeiro volume o destaque vai para Serina. Embora tenha sido criada para ser vista como uma boneca, foi ela quem mais evoluiu na história, principalmente em relação a seus direitos e à revolução. Ela, que estava feliz em ser submissa, não aceitaria mais essa situação. Quanto à Nomi, ela teve seus destaques, mas eu tenho para mim que ela só fez burrada. Em várias tentativas de saber o paradeiro de sua irmã, ela acabou confiando em quem não devia, tomando decisões precipitadas e perigosas que culminaram em um final aberto e cheio de expectativas para um segundo volume.

Não vou falar dos personagens masculinos… Cada um tem a sua importância (se bem que estou para achar a importância do príncipe herdeiro Malachi), mas esse livro é sobre mulheres, personagens mais humanas, que não rivalizam, são irmãs em busca da liberdade para ser o que quiserem.

Recomendo muito a leitura, não vejo a hora de ter o segundo volume por aqui!

Este livro foi gentilmente cedido para resenha pela Editora Seguinte, selo do grupo Companhia das Letras.

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  • Dayhara disse:

    Por mais que seja uma distopia que lembre uma das séries que menos gosto (A seleção) acho a premissa muito bacana, eu amei O conto da Aia então acho que as chances de eu simpatizar são muito maiores haha A unica coisa que não gostei muito foi essa capa.

  • Camila de Moraes disse:

    Olá!
    Comprei esse livro confesso que pela capa, mas só de saber que tem uma abordagem com temas atuais e bem importantes, já sei que vou amar conhecer mais desse enredo.
    Sempre que fala sobre a falta de direitos de mulheres já me deixa intrigada.
    Beijos!

  • Milena Soares disse:

    Oi, doida pra ler esse livro, curto muito uma distopia e essa resenha me deixou ainda mais curiosa me conferi essa história, adoro essa pegada de empoderamento feminino.

  • Andressa Ledesma disse:

    Eu estou louca para ler esse livro, não li ainda a seleção ou o conto da aia, mas gostei de saber que é mais ou menos nesse estilo. Eu acho que vou gostar bastante da leitura, principalmente por ser distopia, um gênero que eu amo!
    beijos

  • Vitoria Doretto disse:

    Gosto muito da premissa dessa livro, mas alguma coisa na história não me faz ter aqueeeela vontade de ler, eu acho que é por, principalmente, evocar o enredo de A Seleção, que tinha uma premissa ótima também, mas acabou caindo no mais do mesmo. No entanto, acho muito bom que tenhamos duas protagonistas que precisam se virar e mostrar que têm força e fibra. Beijos!

  • Ivi Campos disse:

    Eu estou imaginando aqui um enredo que juntaria A Seleção, sem a parte água com açúcar e O Conto da Aia, sem o cunho escuro e já quero ler este livro aqui imediatamente. Amei a proposta.
    Beijos

  • Pah disse:

    Não sei bem o que eu esperava desse livro, mas certamente era algo bem diferendo do descrito na resenha, mesmo assim continuo achando o livro bem diferente apesar das “semelhanças” com A Seleção e o Conto de Aia (esse ainda não li). Espero poder ler em breve
    bjos

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