Resenha: Hippie

Ficha técnica:

 Nome: Hippie

 Autor: Paulo Coelho

 Páginas: 296

 Editora: Paralela

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Sinopse: “Quem quer aprender deve começar olhando à sua volta.” Em seu livro mais autobiográfico, Paulo Coelho nos leva a reviver o sonho transformador e pacifista da geração hippie. Paulo é um jovem que quer ser escritor, deixa os cabelos longos e sai pelo mundo à procura da liberdade e do significado mais profundo da existência. Uma jornada que vai desde a prisão como terrorista pela ditadura militar brasileira, em 1970, enquanto viajava pela América do Sul até o encontro com Karla, em Amsterdã; quando juntos resolvem ir até o Nepal no Magic Bus. No caminho, os companheiros que vivem uma extraordinária história de amor, também passam por transformações profundas e abraçam novos valores para suas vidas.

Em maio deste ano nosso blog foi convidado para participar de um evento de divulgação de Hippie promovido pela Companhia das Letras. Recebemos um kit super legal com uma mochila tipo saco laranja com o símbolo do paz e amor, uma tinta para tecido para fazer um tie-die bem legal, tachinhas para colocar no jeans, dois bottons fofos e o livro e um marca-páginas do livro. Lá havia uma galera caracterizada com roupas hippies, flores no cabelo dando o tom da época. O encontro foi em uma estação de metrô e lá nos aguardava um Party Bus todo temático nos aguardando. Demos uma volta pela região da Paulista, tiramos umas fotos em frente ao Pacaembu. Foi bem divertido! Agradecemos o cuidado da Companhia das Letras ao elaborar o evento!

 

 
 

[Imagens do instagram!]

Neste livro o autor narra a história de Paulo e sua viagem no Magic Bus de Amsterdã ao Tibete. Mesmo sendo narrado em terceira pessoa tanto o marketing quanto a orelha do livro dizem se tratar do livro mais autobiográfico de Paulo Coelho. Pergunto-me, então, se este seria um livro de memórias. Diferente da autobiografia que abrange toda a vida da pessoa em questão, a memória abrange um período específico e permite maior proximidade com os sentimentos e lembranças do ponto de vista do autor ou de quem está narrando as memórias para o autor. Mas, enfim…

Na década de 1970, estes jovens cabeludos, barbudos, liberais, que usavam roupas floridas e buscavam viver em paz e amor pipocavam pelo mundo, disseminando uma nova cultura que surgiu nos EUA e se espalhou.

Depois de passar por Bolívia, Peru, Chile e Argentina, Paulo, um jovem que quer ser escritor e está desbravando o mundo, chega a Amsterdã. Lá, Karla, uma garota local, busca a companhia ideal para seguir com ela em uma viagem que ela acha que poderá ajudá-la a se encontrar. Ao perceber aquele hippie cabeludo com uma jaqueta cheia de patches na praça em Amsterdã onde os hippies costumavam circular ela viu que havia encontrado a companhia que estava esperando. E depois de conversarem ela o convence a fazer a tal viagem.

Eram apenas cerca de 70 dólares para cruzar quase 7.000 km. E não era em um ônibus leito mega confortável não. Pelas descrições era algo tipo um ônibus escolar (daqueles amarelinhos de filme americano) pintado no melhor estilo hippie.

No livro Paulo Coelho aproveita para contar um pouco sobre suas duas prisões pela ditadura no Brasil. Há também um capítulo que fala dos protestos de maio de 1968 na França, um protesto que começou com estudantes contra o conservadorismo e se tornou um protesto de várias classes trazendo a tona todos os problemas do governo da época e se tornando um protesto conhecido mundialmente. (Você pode ler sobre aqui).

Para mim o livro é um diário de viagem com as impressões e histórias de viajantes. Narrado em terceira pessoa o livro traz experiências e vivências de outros personagens também. Como todos os livros de Paulo Coelho tem aquele quê de autodescobrimento.

Senti falta de mais detalhes da viagem em si, descrições de lugares e costumes. Afinal, foi uma viagem longa pra caramba, né! Não é que não haja descrições, mas são tão poucas e pontuais, sei lá, acho que poderia ser um livro muito mais rico! Eu particularmente acho a escrita dele tecnicamente fraca e essa coisa de sempre seguir para este lado de autodescobrimento, meio autoajuda não me atrai.

Há uns 20 anos eu tinha um certo preconceito de ler Paulo Coelho, mas um ex-namorado adorava e acabei lendo pra poder me posicionar com propriedade e dizer se eu realmente gostava ou não das coisas que ele escreve. Depois de ler 4 livros, 5 com o Hippie, posso dizer que gostei muito de O Alquimista, e só. Foram livros que não me encantaram. Mas isso é apenas uma questão de gosto!

Para aqueles que curtem seus outros livros, com certeza vão curtir este por ser uma visão mais próxima da história do próprio autor. Se, como eu, não for lá muito fã, mas puser as mãos no livro por algum motivo, ele será um bom passatempo!

Este livro foi gentilmente cedido pela editora para resenha.

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  • Larissa Dutra disse:

    Olá, tudo bem? Eu ainda não li esse livro, mas minha mãe sim, e ela gostou bastante. É uma pena que tu não tenha curtido a obra, às vezes é uma questão de momento mesmo, vai saber… Adorei a resenha!

    Beijos,
    Duas Livreiras

  • Camila de Moraes disse:

    Olá!
    Acho a capa bonita e por mais que sua resenha esteja bem esclarecedora, não consigo gostar da escrita do Paulo Coelho, já tentei mas pra mim não flui.Em Hippie fiquei com a impressão de ser uma leitura meio que autobiográfica.
    Beijos!

  • cris disse:

    Oi!
    Vou ser sincera não sou muito fã de Paulo Coelho, não me pergunte porque eu também não sei, já li dois livros dele mas não me encanta o jeito que escreve. Mas apesar de não gostar tenho que só elogiar sua resenha pois ficou bem direta e bem escrita parabéns! Bjs!

  • No Conforto dos Livros disse:

    Olá!! 🙂

    AInda bem que trouxeste a tua opiniao, e que fazes parte do grupo de divulgaçao do evento!

    Enfim, ja li o livro e acabei por sentir o mesmo que tu… Falta sempre algo mais… Detalhes, lugares, coisas que nos façam entrar na historia!

    Boas leituras!! 😉
    no-conforto-dos-livros.webnode.com

  • ANinha disse:

    Ainda não li esse livro, mas pretendo hahaha eu gosto da escrita do Paulo Coelho, sou apaixonada por Brida, é um dos meus livros favoritos da vida! E essa capa também é linda ♥️♥️♥️

  • Nina Spim disse:

    Oi, tudo bem? Eu não tenho muito interesse no Paulo. Não busco esse misticismo, por isso, o único livro que li dele foi Veronika decide morrer, que acabei gostando pra caramba, mas depois nunca mais quis ler algo dele. Esse eu acho que leria, pois adoro livros de memórias, mais “reais” mesmo, sabe? Mas que pena que ele não foi tão detalhista no livro, eu também gosto muito de saber sobre as culturas, acho que teria me decepcionado um pouco também. Não sei se vou ler, mas gostei muito da sua percepção, até porque fazia muito tempo que não lia uma resenha desse livro. Adorei sua opinião!

    Love, Nina.
    http://www.ninaeuma.blogspot.com

  • Andressa Ledesma disse:

    Eu confesso que nunca li nada do autor, mas tenho muita vontade de conhecer. Adorei essa ação que a editora fez, muito bacana! Esse livro em especial não me interessou muito, mas quero ler outros dele.

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