Resenha: Incarceron

Acho incrível a minha capacidade de terminar de ler um livro e só conseguir resenhá-lo um mês depois. Que coisa! Ainda mais quando eu gosto do livro! Essa resenha é para o Desafio Realmente Desafiante 2013  - Item 10: Ler um livro entre 300 e 350 páginas. Na verdade, consta que esse livro tem 352 páginas, mas eu vi que a última página do último capítulo é a 349. Então, ele está valendo para essa categoria (e podem conferir que é verdade).

incarceron

Sinopse: Imagine uma prisão tão grande e tão vasta, a ponto de conter corredores e florestas, cidades e mares. Imagine um prisioneiro sem memória, que acredita firmemente ter nascido no Exterior, mesmo que a prisão esteja selada há séculos e que apenas um homem, em cuja história se misturam realidade e lenda, tenha dela conseguido escapar. Agora, imagine uma garota vivendo em um palácio do século XVII movido por computadores, onde o tempo parece ter sido esquecido. Filha do Guardião, está condenada a aceitar um casamento arranjado, cujos segredos a aprisionam em uma rede de conspirações e assassinatos, da qual ela deseja desesperadamente fugir. Um está dentro. A outra, fora. Entretanto, os dois estão aprisionados. Conseguirão enfim se encontrar? Parte fantasia, parte distopia, Incarceron reserva ao leitor a emocionante aventura de Finn e Claudia, dois jovens que desejam, a qualquer custo, destruir a barreira que os separa da liberdade.Fonte

Alguém aí se lembra de Matrix? Não, não é igual! Mas de certo modo o clima do livro me lembrou muito Matrix. O começo do livro pode parecer confuso, como sempre é quando estamos falando de um novo universo.

Incarceron é uma prisão construída há mais de 150 anos para levar todos os tipos de criminosos já existentes. Primeiramente, foi construída como uma Utopia, com uma legião aproximadamente 70 Sapientes – homens sábios que cuidariam de tudo, inclusive da “regeneração” de seus criminosos – para que fosse um lugar perfeito. A própria definição de Perfeição.

Mas alguma coisa aconteceu de errado e Incarceron se tornou um lugar terrível, com alas infinitas e olhos vermelhos que vigiam tudo o que acontece. Ninguém consegue Fugir de Incarceron. Apenas Sapphique conseguiu, mas como ele fez só é contado por cantigas e lendas.

Finn é um prisioneiro de Incarceron sem memória sobre seu passado, apenas fragmentos sobre o que parece ser o Exterior. Ele vive em uma ala com outros ladrões e seu irmão de juramento, Keiro. Nessa ala, vive o Sapiente Gildas, que espera que Finn, também conhecido como “Aquele que vê estrelas”, o ajude a indicar o caminho de Sapphique, uma vez que acredita que Finn é de Fora e não um filho da Prisão.

Ao fazer a negociação de um resgate em troca de um utensílio que Finn sabia que lhe pertencia – só não sabia porque, ele, Keiro, Gildas e Attia, uma jovem escrava, fogem da ala em que se encontravam, dos Comitatus, e passam a vagar por Incarceron em busca de uma saída.

Em outro ponto, vemos Claudia, a filha do Guardião de Incarceron, vivendo em um mundo onde a tecnologia só é permitida para criar a Era de acordo com o Protocolo, sendo que a Era atual adotada foi a do século XVIII. Claudia foi prometida em casamento ao príncipe regente Giles, porém ele havia morrido anos antes. Então, para se fazer cumprir o acordo entre seus pais, ela se casaria com o atual regente, Caspar. Não se conformando com seu próprio destino, Claudia quer encontrar a entrada de Incarceron para provar que a morte de Giles foi um assassinato arquitetado pela Rainha Sia e tem a ajuda de um Sapiente chamado Jared.

De certo modo, os caminhos de Finn, em Incarceron, e Claudia, no Exterior, se encontram. Claudia decide ajudá-lo a encontrar a saída, ainda mais quando percebe que a libertação de Finn mudará completamente seu destino e também de toda a Corte.

Eu não posso contar detalhes da história, mesmo porque eu acabei descobrindo algumas coisas fácil demais. Por outro lado, isso não me irritou, porque eu ficava curiosa com o desfecho da história. O começo pode parecer um pouco lento, mas vejo sempre como uma introdução, por isso o livro tende a acelerar mais quando Finn e Claudia se conhecem.

Eu gostei dos personagens e também gostei da temática. Alguém se lembra de um filme muito antigo chamado A Fortaleza? (sim, anos 80/90, acredito que terão informações no Youtube rs). Pois esse livro me lembrou muito esse filme, porque a prisão acaba se tornando algo “vivo”, com suas próprias leis e 99,9% inescapável. Sapphique conseguiu – e apenas ele.

Há muitas pontas soltas nesse livro, mas espero que no próximo, que tem o nome de Sapphique, tudo se explique. Não temos informações sobre os motivos para a criação do Protocolo, ou mesmo se a Corte engloba o mundo inteiro ou algum país (ou território que foi devastado antigamente). Sinceramente? Essa explicação não me fez falta.

Já adquiri o segundo e último livro dessa série e espero conseguir lê-lo depressa. Estou com outras sequências adquiridas que não comecei e outras séries para finalizar também. Mas recomendo muito a leitura!

Ficha técnica:

Nomes: Incarceron
Autor: Catherine Fisher
Editora: Novo Século
Páginas: 352
Onde comprar: Livraria Cultura
Minha avaliação: 

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  • Lany disse:

    Mas como assiiim ele não vai ser uma trilogia? Vão ser dois livros? Já gostei hahaha!
    Adorei a sua resenha Lucy, e a atmosfera que você descreveu me chamou muita atenção! Já está na minha listinha de próximas compras!
    Quanto as pontas soltas, provavelmente elas devem ser explicadas no próximo livro (mas quando as pontas soltas não interferem no enredo principal, normalmente eu não me incomodo muito de não ter uma resposta!)
    Muito obrigada por aumentar a minha lista!XD

    [Reply]

    Lucy Reply:

    Só dois! Também fiquei contente! hahaha E um pouco desconfiada, mas pelo menos não vi nenhuma notícia falando que terá mais um livro.
    Eu acho que você ia gostar Lany, embora não tenha tanto romance quanto acho que vc está acostumada… hahahah
    Bjos bjos

    [Reply]

  • Melissa de Sá disse:

    Ai gene, vocês fazendo essas resenhas de distopias estão me torturando! Blé, não posso ficar lendo muitos livros porque tenho que focar na dissertação… ah neeeeeeeeeeeeeem.

    [Reply]

    Lucy Reply:

    E eu acho que essa distopia vc ia gostar, Mel! rsrs Corre na dissertação, então, ou marca na sua lista de desejados, porque eu acho que vale a pena. ;)
    bjos

    [Reply]

  • Top Ten Tuesday: Top dez livros da minha lista para ler no inverno « Por Essas Páginas disse:

    [...] Sapphique, Catherine Fisher: Eu li Incarceron em pouco tempo e fiquei maravilhada com a distopia futurista e bem estilo Matrix.  Acabei [...]

  • Vania disse:

    Hmmm. A proposta me pareceu interessante e eu gostei da sua resenha, mas realmente não sei se é um livro pra mim. Vou esperar você ler o segundo e fazer a resenha haha pra ver se acho válido.

    Bjs!

    [Reply]

    Lucy Reply:

    Não sei se você gostaria, acho que é provável que você não goste muito da Claudia. rsrs
    Mas ela é legal, o livro, no geral, é muito bom. Sapphique tem que ser lido até o final do inverno, então espero fazer a resenha dele logo! rs

    [Reply]

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