Resenha: Infinity Drake: Os Filhos da Scarlatti

E continuando com a temática “livros sobre animais bizarros” desta vez trago para vocês Infinity Drake: Os Filhos da Scarlatti que nos traz nada mais, nada menos do que uma vespa mutante tentando destruir o mundo. Mas sem filosofia desta vez. E a vespa não fala, oque é muito bom. Pegue seu mata moscas e vamos lá exterminar essa resenha (#trocadilhosfail).

Se você acha que as vespas são desagradáveis, espere até conhecer a Scarlatti. Ela é um inseto geneticamente modificado que tem um único objetivo: exterminar! Uma equipe pequenina… talvez possa combatê-la. É a nossa esperança! O problema é que a Scarlatti é muito mais poderosa que o exército designado para combatê-la. Além disso, o vilão maquiavélico que a criou não está disposto a desistir tão fácil. Finn e seus companheiros precisam ser rápidos: em pouco tempo a humanidade poderá ser extinta.  Fonte

Infinity Drake (Finn), nos é apresentado abruptamente no começo do livro, algo que percebo estar se tornando padrão em livros infanto-juvenis e que particularmente não aprecio. Saudades das apresentações lentas e aprofundadas dos personagens. Mas estou divagando. Nosso personagem é um garoto  simples, um tanto nerd quando o assunto são insetos, órfão (sinto cheiro da falta de criatividade) com uma avó superprotetora e um tio maluco e ausente (Al). Devido a uma viagem de sua avó, Finn fica sob a tutela do tio e ao invés de cuidar do garoto,ambos resolvem tirar umas férias também.

O que Finn não sabe é que seu tio é um espião/cientista superinteligente da G&A (Comitê Global Não Governamental de Resposta a Ameaças), mas ele não fica sem saber por muito tempo. Al é forçado a terminar suas férias e, com Finn a tiracolo, deve impedir que a Scarlatti, uma vespa mutante com capacidade de reprodução acelerada e extremamente letal, destrua a humanidade. Até aí você pergunta: “Porque simplesmente não contratar um exterminador de insetos?”. Bem  aparentemente a Scarlatti tem alta resistência a pesticidas, aliada a um veneno com varíola e capacidade de reprodução assexuada, permitindo-a matar facilmente uns quinhentos humanos sozinha e se espalhar muito rapidamente.

Para combater essa ameaça o G&A decide miniaturizar Al e seus antigos companheiros de luta para caçar a Scarlatti, utilizando-se de outra vespa que estava previamente congelada. No entanto, um espião infiltrado na G&A sabota a missão e ao mesmo tempo faz com que Infinity seja miniaturizado também. Sim, a ciência maluca rola solta no livro, nada disso faz sentido, mas garanto que no livro fica muito melhor minuciado e divertido pequenos gafanhotos.

Este é um dos detalhes ótimos do livro, a atenção quanto a biologia, o conhecimento do autor referente ao comportamento e fisiologia dos insetos, enriquece muito a história, porém atrapalha a leitura pois o autor se utiliza muito desse recurso, o que tira o foco da ficção em alguns momentos, tornando o livro muito cabeça e cheios de nota de rodapé quando não deveria ser. O autor também se perde em detalhes insignificantes como rotinas de pesquisa, funcionamento de máquinas e computadores, nomes e profissões/patentes de personagens irrelevantes. Não é algo constante, mas quando aparece, irrita. Culpa de um mau revisor, ou falta dele.

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Finn se viu frente a frente com a Scarlatti – olho contra mil olhos- e ele novamente percebeu como era pequeno agora.– página 143

Embora Os Filhos da Scarlatti tenha um vilão muito interessante, no melhor estilo James Bond, devo dizer que a motivação dele me pareceu um pouco fraca assim como a conexão que ele possui com os personagens principais.Essa conexão poderia ter sido melhor explicada por meio de flashbacks. Talvez isso ocorra ou seja melhor explorado em outros livros da série.

Quanto ao Finn em si bem… ele é aquele personagem que não fede nem cheira, assim como o resto do livro. A evolução do personagem é pouco perceptível, sendo basicamente Finn ter passado de um adolescente pacato à um mini adolescente agente secreto. Pode parecer o máximo assim escrito, mas o personagem não chega a altura do título, nem se tornou mais brilhante, atlético ou passou por alguma mudança significativa. Um pouco mais aventureiro, um pouco mais matreiro – no máximo.

Não me emocionei em nenhum momento do livro, mas ele possui um enredo que mantém as páginas virando. Não fiquei com vontade de largar o livro, mas também não fiquei com ânsia para saber oque iria acontecer, nem criou desejo de acompanhar esta saga, não chorei, ri, sofri ou fiquei em choque. No máximo aprendi um pouco sobre insetos, se é que isso vai me ajudar em algo um dia.

Talvez Infinity Drake agrade um jovem que goste tanto de insetos quanto o personagem, porque no quesito infanto-juvenil, há livros bem melhores por aí, e sagas bem melhores para acompanhar. Não tem valor de releitura a não ser que não haja outra opção. Um livro morno, com um personagem morno e uma história morna. Assim fica difícil.

Livro gentilmente cedido em parceria para resenha pela Editora Novo Conceito.

Ficha Técnica

Título: Infinity Drake: Os Filhos da Scarlatti
Autor: John McNally
Editora: Ed. Irado
Páginas: 480
Onde comprar: Livraria Cultura / Livraria Cultura (E-book)Amazon
Avaliação: 

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  • Douglas Fernandes disse:

    Parecia ser um livro tão legal, realmente se ele começa a explicar muito os detalhes fica até interessante, mas se usa muito como vc diz fica meio chato mesmo, ainda mais por ser um livro infanto juvenil, mesmo com esses pontos negativos eu tenho curiosidade, pq eu gosto de insetos… hahahahahahaha

  • Suelen Mendes disse:

    Desde o lançamento não tinha me interessado por ele,já sentia que o enrredo ia ser fraco só pela sinopse kkk
    Mas foi bom confirmar minhas suspeitas.
    Bjus

  • Gustavo disse:

    Parecia ser um livro com tanto a oferecer, mas ao que me parece cag** na sabedoria kkkk mesmo com tantas críticas ainda teria o interesse de ler o livro se não fosse por um elemento chave. É série. Blergh estou de saco cheio de série (tenho tantas pra ler e tantas que quero ler, mas cade os lindos volumes únicos?). Nada ccontra serie, mas acho que esse livro daria pra ficar só nesse e ponto final. Não prolongar algo infinitamente só pra fazer mais mistérios pra esse “pequeno espião”. Se for assim prefiro assistir ao filme pequenos espiões que é até engraçado/tocante em algumas cenas kkkk

  • Ana Paula Barreto disse:

    Apesar da ótima narrativa e do trabalho interessante de pesquisa do autor, confesso que a premissa da história não me cativou muito. Não gosto do estilo, talvez por isso não sinta empatia com as aventuras e tal.
    Mas parece uma boa opção para quem curte.
    bjs

  • Nathalia Simião disse:

    Eu gostei muito do livro mas não acho que seja fácil pra uma criança ler, tem muitos termos e explicações e bla bla bla. Realmente, o Finn não fede nem cheira mas gostei muito do Al e dos outros. E do cachorro <3

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