Resenha: Juntos somos eternos

Ficha técnica:

Nome: Juntos somos eternos

Autor: Jeff Zentner

Tradutor: Guilherme Miranda

Páginas: 339

Editora: Seguinte

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Jeff Zentner, autor de Dias de despedida, traz outra história comovente sobre família, amizade e amor, com uma visão emocionante e ao mesmo tempo bem-humorada sobre a dura realidade de crescer em um ambiente conservador. Dill não é um garoto popular na escola — e não é culpa dele. Depois de seu pai se envolver em um escândalo, o garoto se tornou alvo de piadas dos colegas e passou a ser evitado pela maioria das pessoas na cidadezinha onde mora. Felizmente, ele pode contar com seus melhores amigos, Travis e Lydia, que se sentem tão excluídos ali quanto ele. Assim que os três começam o último ano do ensino médio, mudar de vida parece um sonho cada vez mais distante para Dill. Enquanto Travis está feliz em continuar no interior e Lydia pretende fazer faculdade em uma cidade grande, Dill carrega o peso das dívidas que seu pai deixou para trás. Só que o futuro nem sempre segue nossos planos — e a vida de Dill, Travis e Lydia está prestes a mudar para sempre.

Eu já tinha lido Dias de despedida, do mesmo autor Jeff Zentner, e apesar de ter gostado bastante não foi aquela leitura mais do que especial. Resolvi ler então Juntos somos eternos e esse livro conseguiu superar todas as minhas expectativas. O mais interessante? Esse que na verdade foi o primeiro livro do autor! O que ele mais me conquistou é que ele é um livro que celebra principalmente a amizade.

Dill, Travis e Lydia são melhores amigos e eles não poderiam ser mais diferentes. Dill vive em um ambiente altamente conservador em casa – os seus pais são evangélicos. Inclusive o pai dele é um pastor muito famoso e que foi presedo, deixando os dois sozinhos e cheios de dívidas. Como moram em uma cidade muito pequena, Dill carrega o fardo do escândalo do pai nas costas. Lydia é excluída na escola como os seus dois amigos porém ela tem um blog de moda altamente famoso na internet. Ela tem pais que a amam e a apoiam em todas as suas decisões, incluindo a de fazer uma faculdade bem longe dali. Travis é um super nerd e ama uma série de livros chamada Bloodfall – ele inclusive anda com um cordão de dragão e adora sair carregando um cajado. Ele é bem tímido mas adora conversar sobre tudo aquilo que ele é fã – até mesmo na internet. Apesar dos problemas em casa, Travis está feliz com a decisão de permanecer na mesma cidadezinha. Já Dill está completamente perdido. Lydia acha que ele deveria fazer uma faculdade, porém fica indeciso porque ele quer mas carrega as consequências da prisão do pai…

É bem difícil fazer uma resenha de Juntos somo eternos porque esse é aquele tipo de livro que você tem que comentar com alguém que leu para poder ficar livre e dizer spoilers. O enredo é muito envolvente principalmente por causa dos diferentes backgrounds dos protagonistas (inclusive a narração é dividida entre os três). Por exemplo, foi interessante ver alguns pensamentos da família de Dill por causa da religião e comparar como que essa é uma família completamente diferente da de Lydia (eu tenho que dizer que adorei o pai dela). Porém isso tudo fica secundário a um acontecimento que é o que vira a história toda de cabeça pra baixo. A forma que o autor lidou com esse fato foi muito… Realista e comovente. E isso tudo porque apesar do livro ter sim romance, ele é uma celebração à amizade. Foi lindo ver como que a amizade faz com que nós sejamos mais fortes e é por isso que eu gostei muito mais do título brasileiro “Juntos somos eternos” do que a versão em inglês “The Serpent King” (o título é relacionado ao pai de Dill, porque ele usava cobras nas suas pregações).

Enfim, Juntos somos eternos é um livro jovem adulto, porém ele trata de temas importantes e deveria ser lido em todas as faixas etárias. Talvez até arranque algumas lágrimas – depois não digam que eu não avisei.

Este livro foi gentilmente cedido para resenha pela editora Seguinte, selo do grupo Companhia das Letras.

 

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  • Breno Sylva disse:

    Deve ser um livro lindo, gostei que a narrativa tem o ponto de vista dos três personagens principais,
    Me identifiquei um pouco com o Dill, sobre essa a questão de fazer ou não fazer uma faculdade.
    Parece que eles têm uma amizade tão pura e verdadeira.

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