Resenha: Klara e o Sol

Ficha técnica:

Nome: Klara e o Sol

Autor: Kazuo Ishiguro

Tradutor: Ana Guadalupe

Páginas: 336

Editora: Companhia das Letras

 

Klara, um Amigo Artificial com habilidades de observação impressionantes, estuda com cuidado o comportamento de todos que passam pela vitrine. Do lugar onde foi designada a ficar na loja, ela espera que uma dessas pessoas entre e a escolha como companheira. Contudo, quando surge a possibilidade de sua vida mudar para sempre, Klara é aconselhada a não apostar suas fichas na bondade humana.
Neste novo livro, Kazuo Ishiguro examina o mundo moderno pelos olhos de uma narradora inesquecível. Com uma linguagem única e precisa, ele constrói um romance arrebatador sobre o significado do amor e do cuidado. (Fonte)

Sutil e profundo!

Este é o primeiro livro de Kazuo Ishiguro desde seu prêmio Nobel de literatura em 2017.

O livro é divido em 6 partes e narrado por Klara. O início é um pouco lento, enquanto acompanhamos Klara e suas observações do mundo através da vitrine da loja onde ela está exposta.
Mais tarde, ela é adquirida por Josie, após uma avaliação cuidadosa da Sra. Arthur, a mãe de Josie. E Klara tem uma noção bem nítida de qual seu papel como Amiga Artificial de Josie e está sempre ao lado da menina, atenta para atender suas necessidades.
E quando Josie fica doente, Klara faz tudo o que está ao seu alcance para ajudá-la.

Achei muito interessante o fato de que Klara é como uma criança/adolescente em desenvolvimento que está aprendendo a entender o mundo, a bondade e a maldade.

Outro ponto interessante é a fé que move Klara. Não estou falando de religião. Estou falando em acreditar do fundo da alma (mais interessante ainda porque estamos falando de Inteligência Artificial).

O primeiro livro que li do autor foi Não me abandone jamais (resenha aqui) no qual ele fala de clones criados para atenderem necessidades específicas dos humanos. Em Klara e o Sol ele nos mostra mais uma vez o homem criando uma “forma de vida” para atendê-lo em suas necessidades.

De uma forma poderosa ele explora questões importantes sobre a humanidade: o que faz uma pessoa? O que faz a vida valer a pena? O que faz com que os outros se lembrem de nós quando partimos? Como nossas crenças mudam as situações ao nosso redor e como o que nos cerca influencia nossa fé?

E tudo isso a partir de uma narradora que teoricamente não tem emoções humanas!

É complicado tentar explicar isso sem dar um monte de spoilers e contar a história toda. Mas o que posso dizer é que é uma leitura sensível e tocante que, no meu ponto de vista, valeu cada página.

 

Este livro foi gentilmente cedido em e-book pela editora para resenha.

 

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  • Erika Monteiro disse:

    Oi, tudo bem? Já vi alguns comentários elogiando o livro mas agora fiquei intrigada quanto ao enredo. Me fez lembrar daquele filme A inteligência artificial. O fato de acreditarem na bondade humana, de terem fé como você mencionou, é um ponto marcante na narrativa. A descoberta de como é o contato com o ser humano, de como nos comportamos, deve ter sido surreal para o autor desenvolver tudo isso. Fiquei curiosa. Um abraço, Érika =^.^=

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  • Gisele disse:

    Olá, muito interessante abordar o aspecto de IA e o quanto ela pode aprender ou não com a humanidade. É engraçado pensar que alguém ainda pode ter fé na humanidade, é até bonito de pensar isso.
    Achei o enredo bem interessante.

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  • CRIS disse:

    Oi Drika!
    Achei interessante a proposta do autor, fiquei intrigada com sua resenha e querendo saber mais da história e toda a situação que engloba a trama, descobertas e aprendizados nem sempre nos trazem felicidade mas é aí que está, pode até nos trazer sofrimento mas tem a questão de levar para a vida, caindo e levantando, adorei sua resenha, obrigado pela dica, bjs!

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