Resenha: Liberta-me

Quem leu minha resenha de Estilhaça-me, há algum tempo, sabe que eu definitivamente não gostei do primeiro livro da série de Tahereh Mafi. Porém, persistente, resolvi dar uma chance a ela e li o conto Destrua-me, disponibilizado gratuitamente pela Editora Novo Conceito, conto esse narrado pelo vilão, Warner. Foi uma ótima ideia dar essa chance, porque gostei muito do conto e, por isso, animei-me a ler o segundo volume da trilogia, Liberta-me. Posso adiantar para vocês: esse livro é muito melhor que o primeiro, porém ainda tem muito o que melhorar. Lembrando que, sendo o segundo volume de uma série, certamente teremos spoilers do livro anterior nessa resenha.

LIBERTAME“Liberta-me é o segundo livro da trilogia de Tahereh Mafi. Se no primeiro, Estilhaça-me, importava garantir a sobrevivência e fugir das atrocidades do Restabelecimento, em Liberta-me é possível sentir toda a sensibilidade e tristeza que emanam do coração da heroína, Juliette. Abandonada à própria sorte, impossibilitada de tocar qualquer ser humano, Juliette vai procurar entender os movimentos de seu coração, a maneira como seus sentimentos se confundem e até onde ela pode realmente ir para ter o controle de sua própria vida. Uma metáfora para a vida de jovens de todas as idades que também enfrentam uma espécie de distopia moderna, em que dúvidas e medos caminham lado a lado com a esperança, o desejo e o amor. A bela escrita de Tahereh Mafi está de volta ainda mais vigorosa e extasiante.” Fonte

Não vou nem comentar muito dessa capa horrorosa. Tudo o que posso dizer é que eu tinha vergonha de ler na rua e, em casa, sempre que deixava o livro de lado, eu o colocava com a contracapa para cima. Pensar que a capa em inglês é assim me deixa ainda mais deprimida. Eu entendo seguir o padrão da série, mas mesmo assim a capa ainda poderia ser melhor. Enfim, vamos para a trama do livro.

Começamos com Juliette em seu novo refúgio na resistência junto com Adam, James, Kenji, o Professor Xavier, Peter Petrelli, todos os X-Men e o elenco de Heroes. Para variar, ela já está cheia de dramas mimimi o tempo inteiro. Sério, gente, tudo o que a Juliette faz é reclamar e se lamentar. Já torci o nariz logo de cara, mas felizmente ela vai melhorando com o passar dos capítulos. Um detalhe: ela não derrete mais como manteiga, agora ela morre a todo momento. “Blá, blá, blá, não consigo respirar”, “blá, blá, blá, é como se eu estivesse morrendo”, “blá, blá, blá, esqueci como se respira”, “blá, blá, blá, estou morta no chão e não sei como ainda respiro”.  São tantas as vezes que essas coisas aparecem que tinha horas que eu gritava “morre logo, desgraçada!” só porque a Juliette me irrita. Mas bem, comparando, ela ainda está melhor assim do que derretendo que nem margarina na frigideira. Juliette, enfim, descobre que seu poder vai muito além de matar/machucar as pessoas com o toque e, por isso, começa o treinamento para controlá-lo, primeiramente com Castle Professor Xavier, um personagem que não é assim nada muito interessante, mas serve a seu propósito para, depois, treinar com Kenji.

No final das contas, eu não ligo a mínima se você e Kent estão namorando firme ou não. Temos um milhão de coisas para cuidar aqui embaixo, e nenhuminha delas envolve sua vida amorosa. Página 77.

Estou cansado de vê-la presa no seu próprio mundinho o tempo todo. Você age como se tudo isso, tudo o que fazemos, fosse uma piada. Você não leva nada a sério… Página 144.

O personagem de Kenji é um alívio no livro e não apenas um alívio cômico; esse personagem é um dos melhores criados pela autora. Ela consegue com ele trazer sensações que nem remotamente traz com Adam (já vou falar do Adam adiante). Nós nos importamos com Kenji, rimos e nos emocionamos com ele, o leitor realmente se apega a esse personagem. Ele é muito bem desenvolvido e fala tudo o que gostaríamos de falar. Ele dá as sacudidas necessárias nos personagens mesmo que eles ignorem. Gostaria que todos os personagens fossem tão bem escritos quanto ele.

Adam, que sabemos ter um romance quente com Juliette, infelizmente não passa de um Gary Stu. Nunca ouviram o termo? Para quem não sabe, Gary Stu é o masculino de Mary Sue. Ambas as expressões significam personagens perfeitos, sem defeitos, fisicamente ou no caráter. Resumindo? É gente linda e boazinha demais. Gente que não existe. E Adam é assim. E claramente se percebe que a maior função dele no livro – senão a única – é ser o amado de Juliette. Algumas vezes, em situações importantes, ele passa capítulos completamente calado, simplesmente porque a autora não consegue dar uma fala para ele, uma importância, uma opinião relevante. É nesses momentos que Kenji brilha como personagem. Sinceridade? Todas as vezes que o Adam aparecia eu tentava ignorar sua presença. Se a cena fosse apenas entre ele e Juliette, eu lia o livro mais rápido. As cenas dos dois não acrescentam praticamente nada à história. São só drama/pegação, às vezes sem motivo algum. Isso não mudou de um livro para outro, apenas diminuíram essas cenas, o que me fez gostar um pouco mais dessa continuação.

Liberta-me tem mais uma cara de distopia romântica, não de romance sobrenatural em um ambiente distópico. Nesse livro temos um pouco mais de entendimento sobre a sociedade, o governo e a resistência. Há um pouquinho mais de política e de guerra, apesar de ambas serem precariamente descritas. Dá para perceber que o foco da autora ao criar o mundo não foi esse; não parece que ela delineou uma trilha de planejamento para seu mundo, mas sim criou-o ao redor do triângulo Adam-Juliette-Warner.

Bem, aí eu preciso falar de Warner.

Ele olha para mim. Olha para mim de verdade, mesmo.

– Você vai fazer coisas incríveis – diz. – Eu sempre soube disso. Acho que só queria ser parte disso. Página 318.

Warner é o personagem mais bem escrito de Mafi. Como já mencionei na resenha de Destrua-me, ele não é um personagem com uma única faceta, mas sim um personagem com camadas, qualidades e defeitos. Em Liberta-me, Juliette finalmente percebe isso, finalmente se dá conta de que Warner é humano, tão fragilizado e machucado quanto ela e que os dois têm muito em comum (exceto o fato de que Warner não faz draminha, obviamente, e por isso ele é muito mais legal). E aí você percebe a diferença das cenas de Juliette e Adam e Juliette e Warner. Enquanto com Adam as interações eram praticamente inúteis, com Warner a situação é completamente oposta e, sempre que há uma cena com ele e Juliette o leitor pode se preparar para algo importante e, principalmente, interessante. Mesmo suas interações mais banais têm algo a acrescentar à história, são envolventes e deliciosas de ler. Se sou “team Warner“? Sim, sim, sim! E não é porque ele é o bad guy, mas sim, gente, porque ele é real. Não consigo gostar do Adam porque ele simplesmente não existe. Como diz o Warner, ele é um robô, uma lâmpada de mesa, qualquer coisa nesse sentido.

Há alguns problemas de estilo impossíveis de não serem notados. A autora exagera nas repetições; algumas vezes elas fazem sentido, outras não. Há um limite para tudo. E ela realmente precisa planejar um pouco mais as coisas. Ela não consegue nem dar nome à comida; várias vezes há trechos como “ele enfiou mais uma colher de café da manhã na boca e continuou a falar”. Isso demonstra, mais uma vez, o quanto ela precisa amadurecer e deixar de pensar só na pegação e nas cenas de amasso.

E alguém sabe por que o Castle fica chamando a Juliette de “senhora” o tempo todo? Eu não sei se é assim na versão original do livro ou se foi um problema de tradução, só sei que foi péssimo. Eu tinha arrepios só de ouvir. Além disso, tem alguns, não muitos, mas alguns, problemas visíveis de tradução, como a frase abaixo.

E penso em como seria maravilhoso ter uma amiga menina. Uma menina, assim como eu. Página 81.

Desculpa a implicância, mas isso ficou no mínimo estranho. A palavra aí certamente era “girl” e deveria ser traduzido como “garota”. Estamos falando de livro que, teoricamente, é young adult, ou não? Juliette tem 17 anos, Warner tem 19. Eu acho que sim. Então essa tradução não fez sentido, não caiu bem.

Liberta-me desenvolve bem a história e dá um bom gancho para o próximo e último livro da série. Gostei bastante do final, apesarignite-me-tahereh-mafi dos vários clichês. Mas ele fez o que prometeu: me deu vontade de ler o próximo livro. Não uau, estou doida para ler, mas sim bem, quando sair, vou ler. Esse livro é bem melhor que o primeiro, mas ainda não é bom, muito menos ótimo. É divertido, envolvente e passa o tempo. Tahereh Mafi tem um grande potencial, mas muito o que amadurecer na sua escrita. Estou curiosa pelo próximo livro e, principalmente, por outros livros dela.

O próximo livro da série já tem nome e capa: Ignite Me (algo como Inflame-me), que tem previsão de lançamento lá fora em fevereiro de 2014. Por aqui, ainda sem previsão. Espero que a Novo Conceito faça uma capa melhor dessa vez. Aguardemos.

Livro gentilmente cedido em parceria para resenha pela Editora Novo Conceito.

Ficha Técnica

Título: Liberta-me
Autor: Tahereh Mafi
Editora: Novo Conceito
Páginas: 448
Onde comprar: Livraria Cultura / Livraria Cultura(e-book) / Amazon(e-book)
Avaliação: 

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  • Jullyane Prado disse:

    Nunca me interessei por essa serie, rsrsr, vi tanas resenhas negativas que decidi não ler!!!

  • Karen disse:

    É, não sei se vale a pena mesmo você começar, Jullyane. Eu vou até o final agora, mas não sei se começaria não.

  • Franciely Bortoski disse:

    Liberta-me e Estilhaça-me fazem parte dos meus guilty pleasures =P Eu quando li tb pensei na hora “ok, agora eles chegaram no instituto e vão se tornar x-men”. MAS, adoro as cenas de romance que o livro tem… são cenas muito sexys, e eu adorei o Warner. Gostei da narrativa feita pela Juliette tb, das menininhas q narram acho ela até menos mimizenta =/. Tb concordo q o livro nao é ótimo, é só bom e qdo sair o próximo eu vou ler, mas nao estou morrendo de ansiedade nem nada =P

  • Karen disse:

    Você acha que a Juliette é a menos mimizenta?! Uau, em comparação com quais? Ok, ela é menos mimizenta em Liberta-me que a Tris em Insurgent, mas pra mim a Juliette ainda é a campeã de mimimi.
    Eu gosto das cenas de pegação com o Warner… com o Adam… blé!
    Acho que a Tahereh tem maior potencial, mas ainda tem o que amadurecer. Vamos ver o próximo livro. 😉

  • Lucy disse:

    Não sei porque, eu não li nenhum livro da série, mas eu torço pro Warner ficar com a Juliette. o.o’
    Hahahaha Sim, mesmo sem ter lido! XD
    Enfim, lerei o primeiro em breve, então veremos. rsrs
    Bjs bjs

  • Karen disse:

    É, Lucy, o Warner é tão melhor que o Adam que até quem não leu torce por ele! uhahuahahuahuahua
    Quero saber o que tu acha quando começar a ler. 😉

  • Karen Araki disse:

    Eu tinha ouvido muitos comentários desse livro devido a capa que não agradou mas ao mesmo tempo que já ouvia falar bem do primeiro livro. Infelizmente ainda não li para dar uma opinião melhor mas gostei bastante de resenha.

  • Karen disse:

    Oi xará! 😉
    Então, eu já acho o contrário. Achei o primeiro livro bem ruim e o segundo um pouco melhor. Espero que o terceiro me surpreenda positivamente. ^^

  • Ana Paula disse:

    Eu gosto da série e acho que o grande motive é a minha “queda” por super heróis (mutantes no caso?). Confesso que o primeiro livro eu achei meio chatinho, a verdade que eu acho o Adam muito, mais muito, sem graça, então acho que como o Aaron teve mais destaca nesse livro tudo fluiu melhor. Vou dizer que se não fosse ele não acho que leria a série, ele é um excelente anti-herói.

  • ana paula ramos disse:

    hahahhahahhahahah

    não tinha lido a resenha antes, e me arrependi! ADOREI (a resenha)
    ok ainda to pensando em ler essa trilogia.. mas já vou bem mais preparada……

    não sou muito fã de personagens perfeitos, sim, são livros, sim são historias… mas me incomodam um pouco… em outros livros eu ja me sentia assim tbem… (uma lâmpada de mesa.. foi fantástico.. kkkkkkk)
    pena que a autora pensa muito nas cenas mais quentes…. acho que isso tbme vai me decepcionar um pouco… mas já sabendo oque me espera, vou com mais calma ao livro!!!

    bjosssss

  • ELIZABETH MACHADO SALLES disse:

    Essa é uma das histórias que mais me agradou e interessou esse ano. Só que não consegui ler nenhum deles ainda, pois quero ter todos em minha estante e poder assim me deliciar aos poucos. Estou ansiosa pra conseguir comprá-los e ler. Sua resenha foi uma das melhores que já li e me deixou super feliz com a escolha das resenhas que fez sobre essa série. Beijos.

  • Mariana disse:

    Ainda não li, participando da promoção para ganhar o livro e poder ler.

  • Lucas Grima disse:

    O poder dela nunca me convenceu totalmente. Acho que no primeiro livro faltou uma explicação e espero de verdade que se explique porque os dois caras conseguem tocá-la enquanto o resto morre. Estilhaça-me terminou num ponto em que eu estava ansioso para continuar e conhecer os novos personagens que são postos. Espero sinceramente que supere o primeiro.

  • Ana Caroline Basto Fonseca disse:

    depois que li esse me lemborou x man e gostei de saber q warner ñ era normal e amei a cena final .

  • Tâmara Moya disse:

    Parece que em Liberta-me o triangulo amoroso aflora. Acredito que nesse volume temos uma noção melhor do mundo distópico criado pela autora, temos batalhas e revelações surpreendentes e bombásticas.
    A narrativa parece ser muito envolvente, fluida, tem ação, armação e muita pegação.
    Quero ler essa série!
    Bjus

  • Thais Conte disse:

    Eu ri no ”morre logo” porque é verdade,a Julieta da raiva as vezes e também concordo que o Adam é um personagem muito perfeito e precisava de mais personalidade mas continuo gostando dele e esse livro foi muito melhor que o primeiro.Adorei a resenha!

  • Jakeline Lima Silva disse:

    Na minha opinião é o melhor entre os três, entendemos melhor a respeito do mundo distópico, grandes revelações e romance. Amei a resenha!

  • Andressa Nunes disse:

    Falta esse na minha coleção, quero fechar a trilogia, só tenho o primeiro.

  • Tainara Alves disse:

    Que bom,que no segundo livro a história melhora..Essa Juliette parece ser muito irritante,nem li,mas já estou pegando birra dela,kkk’.
    Mas gostaria de ler a trilogia,me aborrecer um pouco com a personagem!
    Bjs’

  • Caroline Centeno disse:

    Baaah! Sobre esse livro posso ressaltar que teve muitas críticas nas resenhas, dizem que é lento. Não sei ao certo por ainda não ter lido o livro,mas vou dar um crédito para ele porque preciso conhecer.
    Quem sabe o Destrua-me mude a visão dos blogueiros sobre a trilogia e descubra algo mais interessante né?

  • Rita Cruz disse:

    Eu adoro essa capa! Pra mim é a mais bonita da série.
    Estou ler pra ler esse romance distópico, e confesso que li sua resenha morrendo de medo de spoilers. Mas não os encontrei, para meu alívio.
    Estou louca pra saber como a autora desenvolve a sua narrativa e os personagens, principalmente os outros com poderes.
    Uma coisa que eu não suporto são protagonistas “donzelas em perigo”, isso é tão cansativo! Já me desanimei um pouco com a protagonista, mas ainda assim, minha curiosidade é bem maior.

  • Stela disse:

    ahauahsushsu ri muito na parte que falou da capa, acho que vou detestar a personagem principal e sim que capa horrenda ! T.T Maaaaaaas como sou curiosa continuo querendo ler pq sim AHAUHS

  • Nardonio disse:

    Fico feliz em saber que você deu uma chance para série, apesar da experiência com o primeiro. Geralmente os primeiros volumes são melhores do que os segundos, mas nesse caso, foi o contrário. Legal saber desse amadurecimento na escrita da autora. Lerei em breve.

    @_Dom_Dom

  • Stephanie Remohi Baradel disse:

    Como ainda não li o primeiro livro da série fiquei com receio de ler sua resenha, mas ao final não encontrei spoilers, e sim características do livro e da própria personagem. Me animou muito saber que esse livro melhorou bastante. Ri bastante vendo como você se irritava com a personagem, e acho que é algo que vai acontecer comigo também, muito mimimi e drama não é comigo, Já tenho esse exemplar e estou esperando ganhar os outros para dar uma chance ao livro.
    beijinhos

  • guilherme disse:

    Essa é uma das histórias que mais me agradou e interessou esse ano. Só que não consegui ler nenhum deles ainda, pois quero ter todos em minha estante e poder assim me deliciar aos poucos. Estou ansioso pra conseguir comprá-los e ler. Sua resenha foi uma das melhores que já li e me deixou super feliz com a escolha das resenhas que fez sobre essa série. Beijos.

  • camila rosa disse:

    Ainda não li ao primeiro livro, mas estou super curiosa para começar a ler ainda mais que já esta no segundo livro né, eu acho que deve falar que a capa do primeiro é muito mais bonita que a capa do segundo livro, acho que eles podiam ter caprichado mais né.
    Beijos

  • Tatiane Carvalho disse:

    Bom, novamente, ainda não li nenhum dos livros, mas (de verdade) gostaria de lê-los (é o vício…)…
    Confesso que amei suas resenhas da série!!! Às vezes ria lendo… Parabéns por elas!
    Beijo.

  • Mylene Leme disse:

    Eu ainda acho que vou me surpreender com o livro e com a forma que a autora vai desenrolar toda a história!
    E ainda acho que vou ficar irritada como você!!

    beijos!!

  • Natália Fraga disse:

    Adorei a resenha e adoro o blog!! Concordo com vc que a capa desse livro é beeem feia mesmo, a primeira é mil vez melhor (e a americana é perfeita, amei…) eu tenho uma teoria que as editoras brasileiras consideram que capas de livro sem o desenho da mocinha na capa não vende…

  • Top Ten Tuesday: Dez coisas que me desanimam em um livro « Por Essas Páginas disse:

    […] eu estou falando com você, Juliette (Estilhaça-me/Liberta-me) e com você também, Tris (Insurgente). Há um limite para o mimimi, queridinhas. Sua vida pode […]

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