Resenha: Lírio Azul, Azul Lírio

Quem acompanha a série, sabe que esse é o terceiro e penúltimo volume d’A Saga dos Corvos. Para quem não conhece, mas quer conhecer, eu sugiro que leia as resenhas anteriores, pelo menos para se inteirar melhor.

Para quem não sabe, Bue Sargent é uma jovem que vem de uma família de médiuns, e sabe que quando beijar seu verdadeiro amor, ele morrerá. Ela conhece quatro garotos da Academia Aglionby, uma escola só para rapazes e filhos de pessoas influentes. Gansey, Adam, Ronan e Noah estão à procura de um rei galês, Glendower, que concederá um desejo a quem o despertar (e tem muito mais disso, mas leiam os livros para saber).

Lírio Azul, Azul LírioA complexa teia de intrigas, magia e ação torna-se ainda mais enigmática no terceiro volume da série.

Blue Sargent encontrou coisas. Pela primeira vez na vida, ela tem amigos em quem pode confiar e um grupo ao qual pertencer.
Os garotos corvos a acolheram como se ela fosse um deles. Os infortúnios deles tornaram-se dela e vice-versa. O problema de coisas encontradas, porém, é a facilidade com que podem se perder. Amigos podem trair. Mães podem desaparecer. Visões podem iludir. Certezas podem se desfazer.

Em Lírio azul, azul lírio, o leitor vai descobrir para onde Blue, Gansey, Adam, Ronan e Noah serão levados em sua jornada para encontrar o lendário rei galês Glendower. Fonte

Esta resenha pode conter spoilers dos livros anteriores de A Saga dos Corvos. Mas eu me atento a nunca colocar nada que prejudique a leitura de alguém.

Sabe quando você lê um livro e gosta DEMAIS, mas não sabe como expressar isso? Pois é, foi assim que me senti em relação a Lírio Azul, Azul Lírio. Ele é um ótimo livro, que não é centrado apenas em um personagem, mas em vários. Então, para quem torcia que esse seria o livro da Blue, está certo e também está errado. Mas vamos por partes.

Com o desaparecimento da mãe de Blue, a busca por Glendower passa a ter uma nova urgência: Se encontrarem Glendower, também encontram Maura. Enquanto isso não acontece, vemos nossos personagens evoluírem e se desenvolverem e, de quebra, conhecemos mais das mulheres da família de Blue – e acompanhamos Blue em sua busca para conhecer a si própria. Afinal, Blue vinha de uma família mediúnica, mas sem poderes. Em compensação, sua mera presença ajudava a clarear as visões dos outros. O que isso significava?

Gansey também passa a participar mais ativamente da vida de Blue e os dois compartilham de uma cumplicidade que eu percebo ser maior do que com os demais personagens. Gansey continua sonhador e aventureiro, mas de certo modo permanece focado em seus objetivos, como achar Glendower e, consequentemente, a mãe de Blue (ou vice-versa). Uma coisa que eu admiro muito no Gansey é a lealdade que ele tem para com os amigos. Não são simplesmente amigos, eles serão sempre a família de Gansey.

A participação de Adam também é maior Se antes pareceu que ele tinha um poder muito forte nas mãos e que não conseguiria lidar, agora ele tem ajuda e está conseguindo evoluir e controlar a linha ley. Aliás, apesar de não termos capítulos com pontos de vista de Ronan (que praticamente roubou a cena em Ladrões de Sonhos), sua participação não fica em segundo plano. E grande parte envolve Adam! (E aqui não falarei mais nada, com o risco de soltar spoilers) Noah também aparece pouco e, sinceramente, sinto falta dele assombrando por ali. Mas gosto muito das interações dele com a Blue.

Resumindo o que eu disse, temos de tudo um pouco aqui: romance, aventura, mistério. Personagens novos e alguns não tão novos e ainda um acontecimento muito triste, que me deixou abalada. E o final… Que final! Está tudo engatilhado para o último volume, que já foi lançado nos EUA e agora só estamos aguardando o lançamento aqui no Brasil.

Eu acredito que toda a saga tem um mistério que pode ser desvendado (ou não) no final. Com A Saga dos Corvos já na reta final, acho que esperava mais respostas – e tive, mas não necessariamente do que esperava. O grand finale ainda está por vir. Eu recomendo a série inteira e, para quem é fã da autora ou já conhece a série, persista! Vale a pena!

Ficha técnica:

Nome: Lírio azul, Azul lírio
Autor: Maggie Stiefvater
Páginas: 347
Editora: Verus
Onde comprar: Livraria Cultura / Kobo / Saraiva / Lev
Minha avaliação: 

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  • Sexta do Sebo #179 « Por Essas Páginas disse:

    […] Na sexta passada, eu perguntei “Quando você viaja de férias, você costuma levar algum livro com você? Indique o último livro que te acompanhou nas férias.“ Eu costumo sempre levar um livro e o kindle, principalmente se vou de ônibus ou avião, algo para me distrair durante o trajeto, pelo menos. Faz um tempo que viajei, mas se não me engano, o livro que me acompanhou foi o que resenhei ontem: Lírio Azul, Azul Lírio! […]

  • Aline Santos disse:

    Oie! Eu adoreeeei a sinopse, não conhecia a série, já fiquei doida pra conhecer, já que misturam gêneros que eu adoro!
    Parabéns pela resenha, tá mto bacana!
    Bjs! ;)

  • Lucy disse:

    Oi, Aline! Obrigada!
    Espero que consiga ler!
    bjs

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