Resenha: Não é errado ser feliz

Ficha técnica:

Nome: Não é errado ser feliz

Autor: Linda Holmes

Páginas: 304

Editora: Intrínseca

Em uma cidadezinha costeira do estado americano do Maine, Evvie Drake raramente sai de sua casa enorme e vazia, mesmo um ano após a morte do marido. Todos na cidade, inclusive Andy, seu melhor amigo, acreditam que ela fica trancada ali porque ainda está em processo de luto — e Evvie certamente não faz nada para mudar essa impressão. Já em Nova York, Dean, ex-arremessador profissional e amigo de infância de Andy, vive o pior pesadelo de um atleta em sua posição: não consegue mais arremessar e, o pior de tudo, não faz ideia do motivo. Enquanto a imprensa trata de cobrir seu fracasso com uma insistência voraz, o convite de Andy para que passe um tempo no Maine parece a oportunidade perfeita para recomeçar.

Quando Dean se muda para o apartamento anexo à casa de Evvie, os dois fazem um acordo: ele não fará perguntas sobre o ex-marido dela, e ela não vai perguntar sobre a carreira dele no beisebol. Mas na vida, como no esporte, tudo pode mudar, até o último segundo. E assim tem início uma inesperada amizade… com potencial de se tornar algo mais.

Esse foi o último livro de parceria que recebemos da Intrínseca em 2020. Eu acabei demorando para engrenar na leitura, primeiro porque eu não consegui me conectar com as personagens e com a história em si no início, segundo porque minha rotina de leitura sofreu um abalo e tanto entre dezembro e fevereiro, o que diminuiu bastante o meu tempo de leitura.

Quando finalmente retornei à leitura, eu decidi até começar tudo de novo, o que foi melhor pra mim. Mesmo assim, o começo saiu um pouco arrastado.

Quando Evvie resolve abandonar o marido, ela recebe a notícia de que ele morreu em um acidente de carro. Ninguém sabia de sua decisão e poucas pessoas viam além das superfícies de seu relacionamento. Um casamento com um médico respeitado parecia perfeito para todos, menos para ela. Agora, todos à sua volta se compadecem de sua viuvez e Evvie se sente culpada por ser sentir aliviada e por isso teme buscar a felicidade novamente.

Dean, é um jogador de beisebol que está passando por uma fase ruim na sua carreira e decide se afastar. Por indicação de um amigo em comum, ele passa a morar no anexo de Evvie, alugando aquela parte da casa.

Inevitável constatar que os dois começariam uma amizade interessante a partir daí, com uma regra: ela não fala de seu casamento e ele não fala de seu problema.

Esse tipo de enredo parece algo bem clichê, certo? Pois até pode ter algumas partes clichês, mas ele também trata de assuntos delicados, como por exemplo o abuso psicológico. Evvie viveu um relacionamento abusivo com seu “marido perfeito” que acabou se anulando para o bem de seu casamento. Mas agora ela que ela estava livre desse tratamento repugnante, ela não se sentia livre para buscar sua própria felicidade. É como se ela se culpasse por causar a morte do marido.

Para completar, sua família e amigos achavam que seu semblante entristecido era decorrente ainda da perda do marido e que ela estava deprimida por não conseguir lidar tão bem com o luto. E isso a fazia se sentir pior, porque no fim das contas ela sentia um pouco de necessidade de fingir essa dor da perda.

Dean já foi o melhor arremessador de seu time, agora não conseguia arremessar e simplesmente desconhecia o motivo. Ao se afastar de tudo e de todos, ele buscava dentro de si o motivo, mas ainda sentia a pressão para melhorar e voltar a ser o melhor jogador. Superar a vergonha e o bloqueio não será fácil para ele.

Quando os dois começam a conviver, eles percebem que está na hora de mudar, mesmo tendo receio disso, e que talvez eles possam se ajudar a superar algumas barreiras que eles mesmos ergueram.

Eu esperava um romance estilo chick-lit, recebi um romance com personagens com dramas profundos, porém a autora tratou tudo com muita sutiliza, tanto que beirou ao superficial. Porém, não deixa de ser uma leitura proveitosa, com vários temas abordados.

Recomendo a leitura, mas não espere um livro fofo, a capa engana.

Este livro foi gentilmente cedido para resenha pela editora Intrínseca.

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  • Bianca Ribeiro disse:

    Oi!!

    Nossa eu tô vendo muita gente falar desse livro, minha nossa! E ele parece ser muito fofinho e confortavel sabe, mas isso tem que levar em conta que eu adoro um livro dramatico né, eu gosto desses livros em que pessoas passam por cima dos problemas juntas sabe, acho que o unico ponto que eu não ia gostar é que eles ficam juntos, eu gosto de livros de amizade sabe. Mas não sei, não li o livro HAHAHAHAHA
    Adorei teu post e tua opinião ficou incrivel!

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  • Alisson Gomes disse:

    Oi Luci!!

    Menina eu não conhecia esse livro, mas eu já adorei a sinopse do mesmo e fiquei bem interessado na leitura, esse sentimento de culpa da personagem ainda são vestígios da tortura psicológica que o falecido fazia com ela, afinal o grande X do abusador é fazer a vitima se sentir culpada por tudo. Espero ler em algum momento!!

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  • Kenia Candido disse:

    Oi Lucivania.

    Eu vi alguns comentários sobre este livro, mas ainda não tive a oportunidade de ler e gosto de histórias com dramas profundos. Quero dar uma chance para essa leitura em breve, pois fiquei com muita vontade de conferir ainda mais sabendo pela sua opinião que ele contém assuntos delicados no enredo. Obrigada pela dica.

    Bjos
    https://consumidoradehistorias.blogspot.com/

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  • cila disse:

    Oi Lucy sua linda, tudo bem?
    Estou em dúvida sobre esse livro, por conta de algumas resenhas que li. Ainda mais sabendo que no início é difícil se conectar com os personagens. Mas só dando uma chance para descobrir se irei gostar ou não. Quem sabe o drama dos personagens não acaba me tocando?
    beijinhos.
    cila.
    https://cantinhoparaleitura.blogspot.com/

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