Resenha: Número Zero

NUMERO_ZERO_1432330528452155SK1432330528BO novo best-seller internacional de Umberto Eco. O romance que é um verdadeiro manual do mau jornalismo Um grupo de redatores, reunido ao acaso, prepara um jornal. Não se trata de um jornal informativo; seu objetivo é chantagear, difamar, prestar serviços duvidosos a seu editor. Um redator paranoico, vagando por uma Milão alucinada (ou alucinado numa Milão normal), reconstitui cinquenta anos de história sobre um cenário diabólico, que gira em torno do cadáver putrefato de um pseudo-Mussolini. Nas sombras, a Gladio, a loja maçônica P2, o assassinato do papa João Paulo I, o golpe de Estado de Junio Valerio Borghese, a CIA, os terroristas vermelhos manobrados pelos serviços secretos, vinte anos de atentados e cortinas de fumaça — um conjunto de fatos inexplicáveis que parecem inventados, até um documentário da BBC mostrar que são verídicos, ou que pelo menos estão sendo confessados por seus autores. Um perfeito manual do mau jornalismo que o leitor percorre sem saber se foi inventado ou simplesmente gravado ao vivo. Uma história que se passa em 1992, na qual se prefiguram tantos mistérios e tantas loucuras dos vinte anos seguintes. Uma aventura amarga e grotesca que se desenrola na Europa do fim da Segunda Guerra até os dias de hoje. (Fonte)

Este é o último romance deixado por Umberto Eco antes de sua morte. Assim que vi na vitrine, tive que comprar. Não porque o escritor morreu e a notícia estava em alta, mas porque li outros romances do autor e gostei muito. Ele é mais conhecido por “O Nome da Rosa”, que foi adaptado para o cinema em 1986, com Sean Connery e Christian Slater (praticamente um menino! rsrs). Apesar de seus romances serem densos e sua leitura não ser tão fácil (não é o tipo de livro só pra passar o tempo), eles merecem uma chance.

Eu classificaria este livro mais como uma novela (menor que um romance, maior que um conto). Acho que não será uma das obras pelas quais Eco será lembrado. Mas, foi uma boa leitura.

“Número Zero” é bem mais fácil de ler do que “O Cemitério de Praga”, mas é preciso se lembrar um pouquinho das aulas de história sobre Benito Mussolini, criador do fascismo e aliado de Hitler na Segunda Guerra Mundial, e em alguns momentos trata de questões bem específicas da história da Itália e tive que fazer algumas pesquisas no Wikipedia. Mas isso não atrapalhou a leitura.

Acompanhamos a história pela narrativa de Colonna, que por influência do Professor De Sarnis não se formou e começou a trabalhar como tradutor, mais tarde como jornalista e como ghostwriter. E foi como ghostwriter que o Professor Sarnis indica um trabalho para Colonna, para escrever as memórias de um jornalista sobre a criação de um jornal que nunca irá para a prensa.

No início da história Colonna está desconfiado de que seu apartamento foi revistado porque o registro de água está fechado e ele não se lembra de tê-lo fechado, e ele começa a desconfiar de que está de posse de algum segredo muito importante. Aos poucos, conforme a história se desenrola ele começa a achar que sua vida está em perigo. Ao tentar juntar os pontos, ele acredita que tudo isso tem a ver com o jornal que não será publicado (o número zero) e com as ideias de um dos jornalistas, Romano Braggadocio, que acredita em uma teoria da conspiração sobre a morte de Mussolini no final da guerra.

O livro une teoria da conspiração e sátira explorando o mundo do jornalismo, a manipulação da mídia e uma crítica à sociedade. Acredito que com este tema e a pitada de humor afiado de Eco o livro poderia ser praticamente um thriller bem humorado, como foram trechos de “O Cemitério de Praga”, mas não foi bem assim. Mas, não me arrependo de ter lido. Valeu a pena!

Ficha técnica:

Nome: Número Zero
Autor: Umberto Eco
Páginas: 208
Editora: Record
Onde comprar: Livraria Cultura / Kobo / Amazon
Minha avaliação: 

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  • Milena Soares disse:

    Estou doida pra ler esse livro, gosto muito da escrita do Umberto Eco e curto muito um romance investigativo, parece ser bem eletrizante e cada resenha que leio dele me deixa ainda mais curiosa em conferi essa história.

  • Thais Lima disse:

    Oi!
    Infelizmente nunca tinha ouvido falar desse autor e apesar de a historia parecer ser bem interessante. não sei se eu leiria esse livro. Não é bem o meu estilo.
    Beijos!

  • Aline Santos disse:

    Oie! Não tnha lido nenhuma resenha dessa obra, eu gostei mto, qro ler com toda ctz! Bjs!

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