Resenha: O Ar que ele respira

O ar que ele respira

  Ficha Técnica:

  Nome: O ar que ele respira

  Autor: Brittainy C. Cherry

 Tradução: Meire Dias

  Páginas: 308

  Editora: Record

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  Sinopse: Como superar a dor de uma perda irreparável? Elizabeth está tentando seguir em frente. Depois da morte do marido e de ter passado um ano na casa da mãe, ela decide voltar a seu antigo lar e enfrentar as lembranças de seu casamento feliz com Steven. Porém, ao retornar à pequena Meadows Creek, ela se depara com um novo vizinho, Tristan Cole. Grosseiro, solitário, o olhar sempre agressivo e triste, ele parece fugir do passado. Mas Elizabeth logo descobre que, por trás do ser intratável, há um homem devastado pela morte das pessoas que mais amava. Elizabeth tenta se aproximar dele, mas Tristan tenta de todas as formas impedir que ela entre em sua vida. Em seu coração despedaçado parece não haver espaço para um novo começo. Ou talvez sim. Fonte

Certo, quem leu e gostou desse livro e está vendo ali em cima a classificação de 3 estrelas, provavelmente deve pensar: COMO ASSIM????? (com todas essas interrogações rsrs). Calma que eu já explico.

Eu não sabia o tipo de carga emocional que eu encontraria quando me deparei com essa série. Mas foram muitas recomendações, muitas resenhas positivas que eu acabei não resistindo e comecei a ler. Sério, eu li e adorei, cheguei a ler o segundo livro, mesmo sabendo que não são sequenciais, após essa leitura e meio que travei no terceiro, por saber mais ou menos o que vai acontecer com a protagonista.

Agora vamos aos fatos.

Elizabeth e Tristan têm algo em comum: os dois são viúvos. Começamos a história conhecendo Tristan e sua família, ainda intacta. O antes e o depois de Tristan mostra como uma pessoa consegue se transformar com a perda da esposa e do filho. Quando os dois se conhecem, Tristan vem armado com todas as palavras grosseiras possíveis e inimagináveis, mas deixa Elizabeth intrigada sobre seu comportamento, pois Tristan prefere viver sozinho e se afastar das pessoas agindo com agressividade. Aos poucos (mas foi até rápido), Elizabeth consegue  driblar algumas barreiras e se torna amiga de Tristan. Porém, os dois ainda estão na fossa sofrendo pelo luto. Então, acabam se envolvendo.

Então vamos entender por que eu gostei, mas com ressalvas.

Entendo que Tristan estivesse ainda devastado pela morte de sua família e entendo o sofrimento de Elizabeth. Mas a forma como os dois começaram a se envolver para aplacar a dor um do outro me causou certo estranhamento. Vejam bem, eu curti a história e eu li rapidamente, mas a forma como os dois começaram a se relacionar, cada um chamando o outro pelo nome do cônjuge falecido nos momentos de êxtase fez eu me sentir um pouco mal pelos dois. Particularmente, eu acho que esse tipo de relacionamento tende a ser muito destrutivo e vicioso e que faz mais mal do que bem.

Em todo o caso, a narrativa da autora foi tão fluida e envolvente que não consegui largar o livro. Afinal de contas, não é difícil deduzir que os dois acabariam se relacionando porque descobririam sentimentos sinceros um pelo outro e etc. Além de toda essa carga emocional, havia mais uma trama desenvolvida ali, com direito a um vilão e tudo o mais.

Acaba que é um livro até clichê num aspecto geral, com uma carga emocional muito forte que alguns podem torcer o nariz por algum tempo. Mas existe uma volta por cima e eu achei que valeu muito a pena a leitura.

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  • Evandro disse:

    Eu também já li muitas resenhas positivas sobre o livro. Estranho esse lance de um chamar o outro pelo nome do cônjuge falecido e se a autora forçou a barra realmente deve ter ficado estranho. Pelo menos o livro tem outras qualidades que até superam essa parte. Ótima resenha.

  • Carolina Durães de Castro disse:

    Oi Lucy, tudo bem?
    Eu ainda não li esse livro, mas concordo com você o quanto essa situação é estranha.
    Bjkas

  • Nara Dias disse:

    Oie, então, foi o primeiro livro que li da Brittainy e apesar de não achar que ela escreva bem a ponto de merecer um prêmio, ela consegue nos prender na história realmente. Como pontos negativos desse enredo em particular, assim como você não gostei dessa forma esquisita de relação, não gostei as descrições de cenas íntimas entre o casal (realmente não curto o gênero), e achei o vilão óbvio e o final muito forçado e o Tristan como herói, poxa que chato… E a relação extra entre o casal, relacionados por seus entes perdidos, achei extremamente improvável de acontecer. Pontos positivos achei a mudança de Tristan, a relação que desenvolveram com o dono da loja de antiguidades e ponto. Ou seja, pesando na balança Brittainy comigo sempre fica no negativo. Beijos

    Nara Dias
    Viagens de Papel

  • Viviane Dutra disse:

    Oi Lucy, eu quero ler um livro da autora, mas optei por “Sr Daniels”, por ser único, mesmo sabendo que esta série “Elementos” pode ser lida fora de ordem. Acho que eu também me incomodaria na forma como os personagens se chamam, mas esta carga emocional forte, eu gosto. Gostei da tua sinceridade na nota.
    Bjos
    Vivi
    http://duaslivreiras.blogspot.com.br/

  • Wanderlea Diogenes disse:

    A capa é bem instigante, mas a história não consegui me envolver, infelizmente ele foi o primeiro que abandonei esse ano, achei muito cansado, porque já sabia como terminaria e como antes dele li outros clichês acabei ficando saturada, quem sabe em um outro momento posso dá-lo outra chance.

  • Cibele Gonçalves Morales disse:

    Li muitas resenhas positivas por esse livro, e ele está há um bom tempo na minha lista de desejados..
    Sua resenha me decepcionou um pouco – não que ela esteja ruim, ela está ótima – me decepcionou em relação ao livro, pois achei bem estranho esse comportamento deles e não sei se iria gostar da leitura.
    Beijos!

  • Jaque Reis disse:

    Já li o “Ar que ele respira” há algum tempo atras mas infelizmente foi um livro que não me cativou tanto. Mas tenho certeza que foi por causa das expectativas que eu tinha sobre o livro e acabou que ele foi bem clichê em alguns pontos, como você disse. Mas fico feliz que tenha gostado, adorei a resenha

  • Marijleite disse:

    Olá, eu gosto de romances e tenho vontade de ler esse e os outros livros da série, entendo as suas ressalvas quanto à história, três estrelas ainda é nota pra um livro bom.

  • Beatriz Andrade disse:

    Eu amei esse livro, mas como você eu também não me senti confortável no começo do relacionamento deles com essa de querer usar o outro para afastar a saudade, ainda assim, amei demais!!! Gostei da sua sinceridade na resenha e de ver a sua opinião com a leitura.

  • Alice disse:

    Oiieee

    Até eu me assustei com as 3 estrelas e olha que nunca li os livros, mas vejo o pessoal falando tão bem que me surpreendeu. Adorei a resenha, muito bem fundamentada em todas as tuas razões, achei meio estranho também essa relação entre o casal onde se chamam pelo nome do conjuge falecido e tals. Imagino que esses livros, apesar da narrativa fluída, são bem carregados no drama né? Infelizmente não é meu tipo de leitura, acho que por enquanto não desfrutaria de histórias tão emocionais. Quem sabe futuramente…

    Beijos

    http://www.derepentenoultimolivro.com

  • Cabine de Leitura. disse:

    Eu nem li e pensei nas três estrelas, só vejo elogios quanto a está série. Confesso que ainda não tive curiosidade de ler nenhum dos livros devido a carga dramática da trama, mas essa é a primeira vez que leio sobre o lance de chamarem pelo nome do conjugue falecido, credo, macabro. Mas como disse, ainda não tive vontade de ler.

  • Maria Luíza Lelis disse:

    Oi, tudo bem?
    Eu li esse livro há bastante tempo já e tenho vontade continuar a série, pois gostei da escrita da Brittainy. Confesso que não sou apaixonada por ele, como a maioria das pessoas, mas achei muito tocante ver o desenvolvimento do romance e a carga emocional que a história traz, mesmo sendo clichê.
    Eu entendo a sua ressalva, mas acho que o que a autora quis mostrar é que, no começo do relacionamento, os dois ainda estavam muito quebrados e aquela relação realmente não estava seguindo por um caminho legal. Por isso, demoram tanto para realmente conseguirem se envolver.
    De qualquer forma, adorei sua resenha e entendi sua ressalva.
    Beijos!

  • Kah Fernandes disse:

    Eu amei esse livro, na verdade dos 4 o que menos gostei foi o segundo. Mas o terceiro tem uma carga dramática muito pesada mesmo, eu sofri para ler ele. Mas o quarto é só amor, é uma série que vale a pena ler todos, dê uma chance, vai ama.

    Beijos

  • Ana Caroline Cruz dos Santos disse:

    Olá, tudo bem? É realmente cada um com sua opinião haha O Ar Que Ele Respira é meu favorito justamente por essa quebra do clichê de pessoas quebradas. Não sei se por achar que às vezes isso pode ser mais real do que pensamos, mas enfim é opinião. Brittainy tem uma escrita maravilhosa e a cada novo volume só melhora (meu menos favorito é o segundo). Espero que consiga destravar do terceiro!
    Beijos,
    http://diariasleituras.blogspot.com.br

  • Viviane Almeida disse:

    Quando minha irmã me falou desse livro eu pensei: “é mais uma série chata..rs!” Não sou fã de romances e por isso não fiquei interessada na série quando ela me falou (ainda não estou) mas, logo depois li várias resenhas falando super bem dela e confesso que minha curiosidade cresceu muito e já estava quando comprando os livros quando comei a ler as resenhas, através delas percebi que os livros não são para mim…rs!
    Fico feliz em saber que mesmo com algumas ressalvas e probleminhas na história você gostou dela no geral.

    Beijos e Abraços Vivi
    Resenhas da Viviane

  • Tahis Aguiar disse:

    Olá!
    Estou com esse livro aqui para ler lido, e não vejo a hora de pegar para ler, mas os livros da autora me deixam com uma ressaca enorme, e com isso eu vou adiando, mas estou louca para realizar a leitura. Já li muitas resenhas positivas e a sua foi uma grande surpresa, pois não tinha lido nenhuma assim, também acho muito estranho essa coisa de chamar o outro pelo nome do falecido, bem estranho mesmo. Mas quero conferir e talvez eu me arrisque esse mês!

    beijos!

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