Resenha: O Bangalô

O_BANGALO_1443558818529144SK1443558818BVerão de 1942. Anne tem tudo o que uma garota de sua idade almeja: família e noivo bem-sucedidos.
No entanto, ela não se sente feliz com o rumo que sua vida está tomando. Recém-formada em enfermagem e vivendo em um mundo devastado pelos horrores da Segunda Guerra Mundial, Anne, juntamente com sua melhor amiga, decide se alistar para servir seu país como enfermeira em Bora Bora.
Lá ela se depara com outra realidade, uma vida simples e responsabilidades que não estava acostumada. Mas, também, conhece o verdadeiro amor nos braços de Westry, um soldado sensível e carinhoso.
O esconderijo de amor de Anne e Westry é um bangalô abandonado, e eles vivem os melhores momentos de suas vidas… Até testemunharem um assassinato brutal nos arredores do bangalô que mudará o rumo desta história.
A ilha, de alguma forma, transforma a vida das pessoas, e este livro certamente transformará você.


Anne é a típica garota de família bem de vida dos anos 40, criada para ser uma dama e de casamento marcado, mas que não sabe exatamente o que é estar apaixonada. Kitty é sua melhor amiga, que não tem a vida “perfeita” de Anne. Juntas elas decidem estudar enfermagem e no dia da festa de noivado oficial de Anne, Kitty lhe diz que pretende servir como enfermeira na guerra. Levada pela emoção e pelo fato de não ter certeza exatamente do que queria, Anne resolve que irá com ela e que se Gerard, seu noivo, realmente a amar, esperará por ela.

Então, juntas elas partem para a paradisíaca ilha de Bora Bora. Infelizmente na época nem toda a natureza de tirar o fôlego da ilha é capaz de anular os horrores da guerra.

Nos momentos menos intensos da guerra elas se divertem com suas colegas enfermeiras e os soldados também baseados na ilha. Entre estes soldados está Westry, um cavalheiro que atrai a atenção de Anne. Mas ela entra em conflito por saber que Gerard está esperando por ela. Mas eles acabam se apaixonando e se envolvendo e seu refúgio era um bangalô abandonado, na mata próxima à praia.

Uma noite, enquanto estavam no bangalô, testemunham um assassinato terrível que os marcará para sempre.

Para quem leu minha resenha anterior de outro livro de Sarah Jio, Neve na Primavera, viu que não fiquei muito animada com o livro, mas que estava disposta a dar outra chance à autora.

Fico feliz por ter tomado esta decisão, porque gostei muito mais de O Bangalô. Em suas obras anteriores, Sarah Jio usa o recurso de ir e voltar entre presente e passado. Gosto muito deste recurso, porque prende a atenção do leitor e faz com que a gente queira sempre chegar ao capítulo seguinte. Neste livro ela começa e termina a história no presente, mas a maior parte se passa no passado, sem idas e vindas. Neste caso, achei que funcionou bem porque a linearidade da história é boa e prende a atenção.

O desenvolvimento emocional das personagens, que perdem sua inocência em tempos de guerra, é bem perceptível. Também acompanhamos os conflitos que afetam profundamente a amizade de Anne e Kitty, a tristeza das moças que se envolveram com os soldados e os viram morrer na guerra.

É um história bonita e tocante que foca nas escolhas, conflitos, encontros e desencontros de seus personagens e não na guerra em si.

No desenrolar da história muitas outras coisas acontecem, mas você só vai descobrir depois de ler! hehe E vale a pena!

Este livro foi gentilmente cedido pela editora Novo Conceito para resenha.

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Ficha Técnica

Título: O Bangalô
Autor: Sarah Jio
Páginas: 320
Editora: Novo Conceito
Onde Comprar: Livraria Cultura / Kobo / Saraiva / Saraiva online / Submarino / Amazon
Minha Avaliação: 

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