Resenha: O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá, Jorge Amado

Olá, eu sou a Lucy! =^.^=
Sou conhecida por gostar de spoilers, mas eu resistirei à tentação de contar qualquer coisa que estrague a leitura aqui. rsrs

Acho interessante informar que os livros que eu provavelmente venha a resenhar não são tão atuais, mas sinceramente, isso não é importante. O importante são as histórias, não? Então vamos a elas.

Acabei de ler a poucas horas “O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá”, de Jorge Amado. Essa fábula foi escrita em 1948, quando o autor morava em Paris com a família, e ele a deu de presente a seu filho, João Jorge. Porém, embora João Jorge conhecesse a fábula, contada pelo pai, ele só encontrou o manuscrito em 1976 e pediu para o artista plástico Carybé ilustrá-la. Ao mostrar a obra datilografada e ilustrada para Jorge Amado, ele decidiu publicá-la nesse mesmo ano.

Primeiramente, eu quero abrir um parêntese e dizer que eu sempre tive curiosidade de ler esse livro por causa de uma parte que foi extraída dele e inserida em um dos livros didáticos do meu primário (atual Ensino Fundamental), provavelmente para uma lição de interpretação de texto, e também porque há algum tempo a estória foi adaptada para o teatro e eu sempre me ressenti por não ter assistido (nem sei se está em cartaz ainda, vou pesquisar rsrs).

Sim, é literatura infantil. E adoro literatura infantil, daquelas estórias que se conta para criança na hora de dormir, em que você pode fazer caras e bocas para imitar as falas das personagens. E também adoro ler esse tipo de literatura quando eu preciso desestressar (apesar de quase ter chorado).

O resumo: O temperamento do Gato Malhado não era nada bom: bastava aparecer no parque para todos fugirem. E ele ia tocando a vida com a indiferença habitual. Até que, chegada a primavera, o Gato nota que a Andorinha Sinhá não tem receio algum dele.
Foi o suficiente para que dali nascesse a amizade dos dois, que se aprofunda com o tempo. No outono, os bichos já viam o Gato com outros olhos, achando que talvez ele não fosse tão ruim e perigoso, uma vez que passara toda a primavera e o verão sem aprontar. Durante esse tempo, até soneto o Gato escreveu. E confessou à Andorinha: “Se eu não fosse um gato, te pediria para casares comigo”. Mas o amor entre os dois é proibido,não só porque o Gato é visto com desconfiança, mas também porque a Andorinha está prometida ao Rouxinol.

De um modo geral, gostei muito da fábula. No meio do romance, o autor faz alguns parênteses, interrompendo a narrativa, para explicar alguns fatos quem são pertinentes. Também existe aquela boa cutucada na sociedade em geral, ali caracterizada como os animais de um determinado lugar sem nome, mostrando o que a raça humana tem de bom e de ruim.

Para quem tem filhos, recomendo que leia para ele (e leia para você também, é legal) ou que incentive a leitura, lembrando que é um livro escrito em 1948, então talvez ele estranhe a linguagem, mesmo coloquial, do autor. Para quem não tem, dê uma chance à obra.

Recomendo para crianças de todas as idades, de zero ao infinito. ^_^

Ficha técnica:
Título: O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá
Autor: Amado, Jorge
Editora: Companhia das Letras
Ilustrações: Carybé
Páginas: 125
Onde Comprar: Livraria Cultura
Minha avaliação:

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  • Lain disse:

    hahahah que fofinho esse livro!!!!
    mas admito que eu acho que nao me interessaria pra ler! lol!

  • Lucy disse:

    Acho que é pq ele é muito inho! hahaha

  • Mariana disse:

    Awwwwww! Amo livro infantil também Lu, e Jorge Amado, não importa para qual idade está escrevendo, sempre escreve com qualidade e envolve a gente na história, né?

    Bjos
    Mari

  • Lucy disse:

    Não é? E olha que ele foi muito realista para uma fábula infantil, desde o início disse que era um amor proibido e que ia sofrer com o preconceito dos outros.
    Bjos!

  • Lany disse:

    Hahaha, só eu que achei um fato super interessante que o primeiro livro que a Lucy resenhou tem “gato” no título?
    Eu também adoro histórias infantis e essa parece ser super fofinha! Admito que não conhecia esse livro, mas vou colocá-lo na minha (grande) listinha de livros! Eu já tentei ler um livro do Jorge Amado, mas não consegui. Talvez porque eu fosse mais nova, e fosse um dos livros dele para adultos,rs
    Beijos!

  • Lucy disse:

    Foi coincidência, eu estava lendo esse. (tá, mais ou menos hahah)
    Lany, é um livro curto que se vc pegar pra ler, acho q termina em um dia, ou menos. Porque ele tem mais de cem páginas, mas mtas delas são ilustrações apenas.
    Confesso que é o segundo livro do Jorge Amado que leio, mas por falta de oportunidade mesmo. Um dia ainda resenho Capitães da Areia.. *__*

  • Mariana disse:

    Aham, Dona Lu, super coincidência ter gato no título! Hahahahahaha
    E awwwwwwww! Capitães de Areia!!!!

  • Mariana disse:

    Leia Jorge Amado, sis, eu gosto muito… um dos meus preferidos é A Morte e A Morte de Quincas Berro D’Água. O Jorge Amado tem um senso de humor todo peculiar…

  • Lucy disse:

    Eu lembro que na facul eu achei um exemplar de Tieta do Agreste e li o comecinho, mas acabou que não pude ler mais, por causa de provas e talz (eu lia nos intervalos entre meu almoço e eu ir trabalhar) e não fui muito adiante – acho que porque não achei mais o livro nas estantes. o.o” rsrs

  • Vania disse:

    Eu tô tentando lembrar se já li Jorge Amado, mas assumo que não, porque não acho que eu me esqueceria…

    Também achei interessante ter “gato” no título haha tinha que ser a Lu! Eu acho que é um livro que eu me interessaria (adoro livros infantis!) mas não sei se eu compraria… De qualquer forma, parece ser bem bacana, e ter uma moral, o que é sempre importante!

  • Lucy disse:

    Podem esperar mais títulos, porque gatos é comigo mesmo. XD hahaha

  • Vania disse:

    *medo* Quantos livros você leu que tem gato no nome? E na capa? Hahahaha só você, Lu!

  • Mi disse:

    Tu sabe que esses caras escreviam boa literatura infantil? Não foi só o Jorge Amado. O Graciliano Ramos e o Érico Veríssimo publicaram coisas muito boas para os pequenos também. Recentemente li Os três porquinhos pobres e gostei bastante. Fiquei com vontade ler esse teu livro.

  • Melissa disse:

    Minha mãe usou esse livro no projeto dela na escola! Todo mundo adorou! É um clássico mesmo, né? Sem comentários.

  • Lucy disse:

    Mel, te contar: quase choro no final, nem tanto pelo final em si, que é subjetivo para o gato, mas pela ilustração do Carybé que mostra as intenções dele.

  • gabriel disse:

    Só achei que vc colocou uma letra muito pequena no livro mas a historia é otima

  • Lucy disse:

    Oi, Gabriel!
    Não entendi mto bem. Como assim, uma letra mto pequena?

  • Araujo disse:

    A letra nao e nada de pequena.

  • Araujo disse:

    Este livro é lindo e muito emocionante e cosegue envolver agente em um só.

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