Resenha: O Homem de São Petersburgo

o_homem_de_so_petersburgo_2686619605bA história pode estar prestes a mudar. 1914: a Alemanha se prepara para a guerra e os Aliados começam a construir suas defesas. Ambos os lados precisam da Rússia, que enfrenta graves problemas internos e vive na iminência de uma revolução. Na Inglaterra, Winston Churchill arquiteta uma negociação secreta com o príncipe Aleksei Orlov, visando a um acordo com os russos.

No entanto, o anarquista Feliks Kschessinsky, um homem sem nada a perder, está disposto a tudo para impedir que seu país envie milhões de rapazes para os campos de batalha de uma guerra que nem sequer compreendem. Para isso, ele se infiltra na Inglaterra com a intenção de assassinar o príncipe e, assim, frustrar a aliança entre russos e britânicos.

Um mestre da manipulação, Feliks tem várias armas a seu dispor, mas precisa enfrentar toda a força policial inglesa, um brilhante e influente lorde e o próprio Winston Churchill. Esse poderio reunido conseguiria aniquilar qualquer homem no mundo – mas será capaz de deter o homem de São Petersburgo?

Costurando com maestria a narrativa ficcional à colcha da História, mais uma vez Ken Follett fala sobre assuntos universais, como paixões perdidas e reencontradas, amores e traições, ao mesmo tempo que oferece uma visão precisa sobre os acontecimentos que mudaram o mundo para sempre.

***

Na iminência da Primeira Guerra Mundial, a Inglaterra precisa garantir o auxílio da Rússia, e o sobrinho do czar Nicolau II está de viagem marcada a Londres para cuidar de negociações navais secretas com lorde Walden, um estrategista respeitado pelo rei que conhece a fundo o território russo.

Mas há outras pessoas interessadas na chegada do príncipe Aleksei: a filha única de Walden, Charlotte, uma jovem obstinada, idealista e com uma consciência social emergente; Basil Thomson, o cabeça do Serviço Especial da Scotland Yard; e, acima de todos, Feliks Kschessinsky, um cruel e destemido anarquista.

Enquanto as negociações secretas avançam, o destino dessas pessoas se torna inevitavelmente enredado. E, ao mesmo tempo que a Europa se prepara para a catástrofe da guerra, a tragédia pessoal de Walden caminha para um ponto irreversível. (Fonte)

Antes de escrever romances históricos, Ken Follett ganhou o mundo literário com thrillers históricos. Acontecimentos e personagens históricos mesclados em sua ficção cheia de ação e suspense. Em livros anteriores ele falou sobre espionagem na época da guerra, como em seu primeiro Best Seller, O Buraco da Agulha. No caso de O Homem de São Petersburgo temos os momentos que precedem a primeira guerra com foco na sociedade inglesa do início do século XX com suas etiquetas e “vista grossa” para muitas coisas, com um toque de sufragismo e um toque de anarquia.

Lydia, filha de um membro da alta sociedade russa, se apaixona por Féliks, um anarquista. Não podia dar coisa boa, né! Então, não deu coisa boa! (Mas se ficou curioso, vai ter que ler porque sou contra spoliers!)

Lydia acaba se casando com o jovem Lorde Walden, um britânico que precisava de alguém ao seu lado para o papel de esposa… mas que acaba realmente se apaixonando por ela. Bla, bla, bla… histórias de amor à parte, acompanhamos a manobra de Winston Churcill para conseguir o apoio da Rússia, imprescindível caso a guerra fosse declarada. Para isso, ele pretende utilizar o parentesco de Lydia com o Imperador russo e conseguir que o príncipe, Alexei Orlov, assine um tratado de cooperação entre Inglaterra e Rússia.

Mas… um grupo de anarquistas na Rússia descobre o objetivo da viagem de Alexei à Inglaterra e um de seus membros se dispõe a ir atrás do príncipe e matá-lo. E aí temos o nosso homem de São Petersburgo, que é… Féliks! (Calma, isso não é spoiler e não estraga a trama!)

No meio de tudo isso acompanhamos os preparativos para a apresentação de Charlotte, filha de Walden e Lydia, como debutante, e toda etiqueta, espartilhos e comportamentos envolvidos. Charlotte é uma jovem de ideias fortes, apesar de ter sido mantida na ingenuidade a respeito de muitos aspectos da vida pela mãe, que queria poupar a filha das paixões que ela mesma viveu quando jovem. Mas devido à sua curiosidade e à mágoa de ter sido tão superprotegida, Charlotte vai parar até mesmo em uma tumultuada passeata de sufragistas, momento da história que nos dá um vislumbre da influência da Sra. Pankhurst, fundadora do movimento sufragista britânico.

Ao observar a casa de Lorde Walden enquanto elabora o plano de assassinato, Féliks vê a chance de usar Charlotte para poder obter informações preciosas.

Em muitos momentos temos verdadeiras caçadas de gato e rato que são super empolgantes. E uma das coisas que achei muito interessante, é que Féliks é tão manipulador, que às vezes consegue manipular até mesmo o leitor. Há momentos em que torcemos para que ele seja pego, e momentos em que torcemos para que fuja.

Ao longo do livro, em muitos momentos, me revoltei com o comportamento de Lydia e de Charlotte, a ponto de falar sozinha mesmo! Tipo: “sério, sua tonta!” ou “putz, não acredito! Fala sério!”. Mas depois de lido e digerido, notei que muito do livro se trata de uma crítica à sociedade da época (que “exigia” um número igual de homens e mulheres na mesa do jantar super formal, para que ficassem intercalados, em seus lugares previamente indicados; ou então, famílias que só conversam amenidades, mesmo na iminência da guerra; ou a forma como lidavam com a ideia do sufrágio feminino ou com uma funcionária solteira que engravidava) e o comportamento, às vezes afetado, das mulheres da época. E é claro, no momento que vivemos hoje, em que cada vez mais vemos e pedimos o empoderamento da mulher, ver como era o papel da mulher no início do  século XX pode mesmo ser meio revoltante!

E quanto ao final? Será que o príncipe sobrevive ao Homem de São Petersburgo? Será que o Homem de São Petersburgo sobrevive à caçada? Você vai ter que ler pra saber! ;-)

Um livro cheio de ação que faz o leitor sempre querer ler um pouquinho mais!

Este livro foi gentilmente cedido para resenha pela Editora Arqueiro

       Arqueiro_parceria

Ficha Técnica

Nome: O Homem de São Petersburgo
Autor: Ken Follett
Páginas: 336
Editora: Arqueiro
Onde comprar: Livraria Cultura / SaraivaAmazon
Minha avaliação: 

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  • Maristela G Rezende disse:

    Amo os livros do Ken mas infelizmente ainda não li esse livro. Gosto de histórias que contam partes da histórias da humanidade. Li o primeiro livro dele “O buraco da Agulha” e fiquei apaixonada pelo autor. Quero ler esse livro pois já li algumas resenhas sobre ele e todas me deixaram com muita expectativa.

  • Douglas Fernandes disse:

    Eu adoro thrillers e misturar historia com ficção acho incvrivel, infelizmente ainda nao li nenhum livro do autor, mas minha vontade é enorme, espero ler algo dele logo, agora não sei por qual pretendo começar, todos parecem ser ótimos…rsrsrs

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