Resenha: O Para Sempre de Ella & Micha

Sabe quando você tem uma lista infindável de livros e acaba entrando em colapso porque não consegue se decidir sobre qual ler primeiro e isso acaba fazendo com que você atrase todas as leituras? Pois é, foi isso o que aconteceu com O Para Sempre de Ella e Micha (e outros livros que terão sua vez também).

O_PARA_SEMPRE_DE_ELLA_E_MICHASinopse: Jessica Sorensen está de volta com o segundo volume da série, três vezes mais hot! Ella e Micha começaram a namorar. Ella está na faculdade em Las Vegas. Micha saiu em turnê com sua banda de rock. Tudo parece se encaminhar para uma relação estável. Mas não é o que acontece. Pesadelos começam a assombrar Ella. O medo de ser abandonado persegue Micha aonde quer que ele vá. Tudo o que enfrentaram antes não pode ter sido em vão… eles não podem perder um ao outro. Ou podem? Os dois irão sentir essa verdade na pele quando a distância começa a se revelar mais destruidora do que eles poderiam imaginar. Ciúmes, segredos e fantasmas do passado ressurgem ainda mais ferozes, enquanto as vivências sexuais se incendeiam, apimentadas por jogos sensuais, bebedeiras e muita velocidade nas estradas do oeste americano. Fonte

Um pouco decepcionada com O Segredo de Ella e Micha, eu também fiquei receosa com essa sequência. Afinal, não achei que precisaria mesmo de uma sequência até o finzinho do livro. Mas aí o final do primeiro livro deixou uma brecha e o “felizes para sempre” teria que esperar.

Nesse livro, encontramos Ella e Micha apaixonados, mas cheios de dúvidas quanto ao relacionamento e o futuro de ambos. A única certeza é de que eles se amam e querem ficar juntos. Claro que aí sempre vai ter o famoso “e se…?” para assombrar o casal. Uma vez que Ella tem depressão e acha que tem uma grande tendência a ser como sua mãe, ela teme que Micha se torne infeliz se ficar com ela. Já Micha não vê futuro sem Ella, mas também não consegue se aproximar o suficiente dela para tentar convencê-la de que existe sim um para sempre para os dois.

“As coisas não estão se desenrolando da maneira como planejei. Ainda nem contei para Ella como me sinto – o que quero dela – e ela já está me afastando. Talvez eu precise pensar em outra coisa.
Ou talvez seja o momento de seguir em frente.” (página 75)

O que temos no enredo não é muito diferente do primeiro livro: Ella com crise de pânico, achando que uma hora ou outra poderá se tornar como sua mãe e temos Micha, embora distante com sua banda, super carinhoso e atencioso, cheio de amor para dar, mas não se aguentando de saudade e de ciumes que a distância coloca entre eles. A diferença é que no primeiro livro ela não dava o braço a torcer pelo sentimento que tinha por Micha. Já no segundo livro, os dois estão juntos e Ella e Micha tentam superar seus medos e demais obstáculos e pesar todos os prós e contras para seguirem em frente juntos – ou separados.

Uma vez que o tratamento de uma depressão é lento e demorado, o livro todo praticamente girou em torno da luta de Ella contra seus próprios demônios, com o diferencial de mostrar como a família dela também está lidando com a tragédia da morte de sua mãe e a evolução do relacionamento familiar antes quase nulo. Também mostrou como Micha lida (bem mal) com o abandono de seu pai e com sua mãe, que tem um novo namorado muito mais novo.

Nenhum desses fatores, no entanto, tira o foco central que é o casal principal e suas idas e vindas. Uma coisa que me irritou foi o uso do clichê “não estamos dando muito certo, que tal tentarmos ser apenas amigos?”. Claro que a ideia foi de Ella e é claro que ela mal conseguiu seguir seu plano por muito tempo (ou sequer tentou de verdade), mas era um chove-não-molha e um lance de “amigos com benefícios”, se é que me entendem, que achei bem desnecessário.

“Preciso entrar nos eixos primeiro. Preciso estar bem antes de poder te entregar completamente meu coração.” (página 120)

A grande lição que o livro traz é que você sempre pode contar com aqueles que você ama e que te amam incondicionalmente. Mas que vale lembrar que é preciso também muita paciência e boa vontade para ajudar a si próprio, lutar o quanto pode para conseguir seguir em frente. Tirar qualquer sentimento de culpa por ter falhado ou simplesmente por existir, tentar ter paz consigo mesmo.

“- Acho que às vezes você pensa que não merece ter uma boa vida, que não é uma boa pessoa. Que você não merece ser amada. (…) E eu acho que é por isso que você afasta as pessoas e que isso está causando muita depressão e ansiedade.” (página 133)

Os personagens secundários dão um show à parte. Fico imaginando se Ethan e Lila terão espaço para uma história própria, porque eles merecem – aliás, torço muito por eles (mas já digo que só um livro bastaria). Quanto à Ella e Micha, teremos ainda mais alguns livros – e espero que a série continue evoluindo, mudando o discurso da Ella de “eu o amo tanto que acho que ele ficaria mais feliz sem mim”.

A narrativa é como no livro anterior: em primeira pessoa, com pontos de vista de Ella e Micha às vezes dentro de um mesmo capítulo, ou então intercalando os capítulos. A diagramação é a mesma do livro anterior e tem uma coisa que me incomoda durante a narrativa, mas não tem como reclamar muito, porque suspeito que seja o estilo da autora e que a Geração manteve (nada mais justo): a posição de alguns diálogos de um mesmo personagem entre parágrafos diferentes. Sabem quando um personagem fala e aí dá uma pausa para narração e depois continua a fala, mas em vez de seguir a mesma linha, vai para um novo parágrafo e travessão? Deixa eu exemplificar:

“- Onde vamos almoçar? – Ela pergunta, ao chegarmos às portas do estacionamento, e complementa:
– Porque nossa geladeira está vazia.”(página 21)

Eu acredito que seja o estilo da autora (não li o original em inglês) e a editora manteve. Aí, normal. Mas não consigo me acostumar a isso. (coisa minha, talvez seja algum novo tipo de preconceito literário – foi mal, galera).

Recomendo a leitura para os fãs da série, acho que para uma continuação foi um bom livro, mas não esperem um enredo surpreendente ou mega diferente do que foi o primeiro.

Esse livro foi gentilmente cedido para resenha pela Geração Editorial.

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Ficha técnica:

Nome: O Para Sempre de Ella & Micha
Autor: Jessica Sorensen
Páginas: 336
Editora: Geração Editorial
Onde comprar: Livraria Cultura (e-book) / Amazon
Minha avaliação: 

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  • Suelen Mendes disse:

    Eu não sei o que pensar dessa série,avezes acho que vou querer ler,as vezes acho que não preciso de mais esses livros pra viver kkk
    Com sua resenha fiquei na segunda opção,nao acho que vá curtir mto.
    Bjus

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  • Bianca Martins disse:

    O primeiro livro n me interessou mto e este segundo tbm não…
    Ainda mais depois de uma nota tão baixa..
    Esperava mais da história…
    Gosto dessa capa e do título, mas n pretendo lê-lo…

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  • Nathalia Simião disse:

    Não li esses livros ainda, mas confesso que essa coisa toda da Ella não me atraiu, acho em chato esse negocio de “ele vai ser mais feliz sem mim” e blablabla. Se o Micha ta com ela é porque ele gosta dela raios.

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  • Gustavo disse:

    Não me interessei pela série, nem no primeiro livro, muito menos agora no segundo. De depressivo basta eu kkkk. Me irrita essa enrolação de alguns personagens de achar que o namorado(a) ficaria melhor sem ela(e). Afff sei que as vezes bate aquela dúvida, mas deixa o parceiro decidir o que quer. E me irrita principalmente quando fica óbvio que o casal vai meio que acabar “felizes para sempre” (tipo crepúsculo, ou fallen). Evito ao máximo ler porque não consigo digerir a história direito. Enfim, duvido que leria o livro, mas quem sabe um dia, sem nada pra fazer, sem nenhum livro mais interessante pra comprar kkk…

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  • Patrini Viero disse:

    Acho que esses dois foram um dos poucos livros que não me chamaram atenção, apesar das capas belíssimas. Não sei porque tenho a impressão de que a história vai ser aquele clichê de quase todo romance, e não vai agregar nada para mim. Pode ser preconceito, mas a sinopse não faz o meu feitio.

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  • Douglas Fernandes disse:

    Ainda não li o primeiro, mas já vi que não me interessei, quando li ali o discurso da Ella de “eu o amo tanto que acho que ele ficaria mais feliz sem mim”.
    to cansado desse tipo de personagem, fala sério né, que insegurança é essa, quando vejo um personagem assim fico torcendo pra ele levar ferro e sofrer muito pq parece que é isso que o personagem quer, ao inves de aproveitar o momento e ser feliz, to evitando ler livro que tem esse tipo de personagem, pode ate ter uma insegurança, mas tem uns personagens muito chatos que da preguiça… ¬¬

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  • Karoline Neves disse:

    Ainda nao li e a historia nao me chamou muita atençao, prefiro ficar sem eles na minha ja enormeeeee lista de livro que tenho de ler, o personagem tem muito mimimi e isso dá muita agonia, alem de que muito obvio que o casal fica junto kk é meio broxante .-.

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  • Patricia Moreira disse:

    Confesso que ainda não li essa série principalmente porque tive péssimas experiências com new adults e tento me manter o mais longe possível. Gostei desse livro tratar temas sérios como a depressão de Ella, mas ainda em dúvida se darei uma chance a série. Talvez quando sair resenhas dos próximos e dependendo da evolução dos personagens eu leia.

    Bjs

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