Resenha: O Pintassilgo

O_PITASSILGO_1401829128BO Pintassilgo – Theo Decker, um nova-iorquino de treze anos, sobrevive milagrosamente a um acidente que mata sua mãe. Abandonado pelo pai, Theo é levado pela família de um amigo rico. Desnorteado em seu novo e estranho apartamento na Park Avenue, perseguido por colegas de escola com quem não consegue se comunicar e, acima de tudo, atormentado pela ausência da mãe, Theo se apega a uma importante lembrança dela – uma pequena, misteriosa e cativante pintura que acabará por arrastá-lo ao submundo da arte. Já adulto, Theo circula com desenvoltura entre os salões nobres e o empoeirado labirinto da loja de antiguidades onde trabalha. Apaixonado e em transe, ele será lançado ao centro de uma perigosa conspiração. ‘O pintassilgo’ é uma hipnotizante história de perda, obsessão e sobrevivência, um triunfo da prosa contemporânea que explora com rara sensibilidade as cruéis maquinações do destino.

Já faz algumas semanas que terminei de ler O Pintassilgo, mas estou com dificuldades para fazer a resenha.

Eu não diria que este é um livro de entretenimento pura e simplesmente. Pelo menos não foi pra mim! Ele me fez pensar em questões profundas e complicadas da vida.

Theo Decker perde a mãe em um atentado enquanto esperam a chuva passar abrigados em um museu, um dos locais favoritos da mãe. E ali, naquele momento confuso, onde tudo ao redor está destruído, um senhor que foi atingido pela explosão e está morrendo convence Theo a salvar uma das pinturas, O Pintassilgo de Carel Fabritius (sim, a pintura é real! Pode pesquisar no Google pra vê-la!), lhe entrega seu anel e lhe dá um endereço. E a partir daí passamos a acompanhar a vida de Theo às voltas com a pintura salva/roubada. Enquanto a assistência social tenta encontrar sua família e decidir o que será feito da vida de Theo, ele fica na Park Avenue, um dos melhores endereços de Manhattan, na casa de um amigo. Os avós não demonstram o mínimo interesse por ele e o pai sumiu há algum tempo. Nesse meio tempo Theo vai atrás do endereço dado pelo homem misterioso e encontra Hobie, amigo e sócio de Welty, o homem que lhe deu o anel. Eles eram sócios em uma loja de antiguidades, principalmente móveis.

Não vou perder tempo aqui contando a história do livro. Quero passar para vocês as minhas impressões.

É uma obra profunda sobre o caráter humano e seu desenvolvimento. Fiquei pensando o tempo todo como seria Theo se a mãe não tivesse morrido em um atentado, se ele não tivesse roubado o quadro, se não tivesse um pai sacana, viciado em jogos e drogas, não fizesse as amizades que fez.

O livro não é nada leve. É um livro complexo e profundo. E acho que é, principalmente, uma experiência única. Acho que a impressão que se tem do livro varia muito de acordo com a bagagem do leitor.

Não é a toa que recebeu o Pullitzer!

Houve críticos que disseram que o prêmio não foi merecido, que não é uma obra literária de valor por sua linguagem simples e enredo nada realista… mas por outro lado, acho que justamente pela linguagem simples é que a gente consegue ter essa experiência única ao lê-lo sem ter que ficar analisando a escrita ou procurando palavras no dicionário. Quando ao enredo… realmente há partes nada realistas… mas é uma obra de ficção. Na boa, sempre achei que o autor inventa seu mundo e nos convida a entrar. Se não é realista, mas ele consegue passar sua mensagem, ótimo!

Enfim, vamos acompanhando ao longo das 719 páginas o desenrolar da vida de Theo Decker. Tudo aquilo que o leva a se tornar o homem que acompanhamos até o final desta obra. E a influência do quadro, O Pintassilgo, que o acompanha ao longo de sua vida.

Quer uma leitura que te faça filosofar e pensar um pouco mais? É essa!!!!

Para mim, foi uma experiência incrível!

Este livro foi gentilmente cedido pela Companhia das Letras para resenha.

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Ficha Técnica

Título: O Pintassilgo
Autor: Donna Tartt
Páginas: 719
Editora: Companhia das Letras
Onde comprar: Livraria Cultura / Livraria Cultura (e-book) / Amazon / Saraiva / Submarino
Minha Avaliação: 

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  • Douglas Fernandes disse:

    Não sei o que pensar sobre esse livro, to em um momento de querer ler livros mais simples e fácil, nao quero por enquanto algo que me faça filosofar… kkkkkkkkkkkkkkk e o livro é bem grandinho heim…

  • Gustavo disse:

    Quando eu vi esse livro na submarino eu quase comprei uma vez, mas quando eu vi o numero de paginas me desesperei e comprei um outro kkkk Esse ano esta me batendo uma preguiça de ler livros grandes, nem sei o porque, mas esta até me atrapalhando kkkk. Sinceramente eu não sei muito o que pensar desse livro, eu queria muito ler, apesar do tamanho, principalmente porque achei que ele seria profundo. Mas ainda sim, tenho lá minhas duvidas, principalmente depois que vi uma pessoa falando que detestou o livro, mesmo com todo o falatorio em cima dele.

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