Resenha: O resgate do tigre

Olá! Eis a resenha da continuação da saga A maldição do tigre! Era para eu ter feito isso logo assim que comprei o livro, mas confesso que demorei a lê-lo. Eu comecei ano passado, larguei a leitura porque me deu uma ressaca literária, então parti para outra. Só voltei agora e vamos ver o resultado.

Ah, esse livro faz parte do Desafio realmente desafiante de 2013, item 18: Ler um livro com a capa com letras amarelas. Como ele não era a minha primeira opção para este item, eu ainda deixarei em aberto para as outras opções de leitura que listei na minha meta.

Resgate_do_tigreSinopse: Kelsey Hayes nunca imaginou que seus 18 anos lhe reservassem experiências tão loucas. Além de lutar contra macacos d’água imortais e se embrenhar pelas selvas indianas, ela se apaixonou por Ren, um príncipe indiano amaldiçoado que já viveu 300 anos. Agora que ameaças terríveis obrigam Kelsey a encarar uma nova busca – dessa vez com Kishan, o irmão bad boy de Ren –, a dupla improvável começa a questionar seu destino. A vida de Ren está por um fio, assim como a verdade no coração de Kelsey. Em O Resgate do Tigre, a aguardada sequência de A Maldição do Tigre, os três personagens dão mais um passo para quebrar a antiga profecia que os une. Com o dobro de ação, aventura e romance, este livro oferece a seus leitores uma experiência arrebatadora da primeira à última página. Fonte

O livro começa exatamente onde termina o primeiro, então teremos alguns spoilers. Mas uma coisa que não mudou é que a Kelsey continua uma chata!

Kelsey volta ao seu lar em Portland, Oregon,  logo depois de deixar Ren na Índia, sozinho e desconsolado. Sim, ela também fica sozinha e desconsolada, mas aparentemente prefere fazer o papel de mártir e sacrificar seus sentimentos (e os dele) para que Ren possa viver como uma pessoa normal (pelo menos durante seis horas por dia) e namorar garotas que ela acha que são dignas dele.

Ao retornar, ela descobre que Ren e o Sr. Kadam providenciaram uma casa nova com direito a carro novo na garagem (só um Porsche, coisa básica…), além de ser inscrita na faculdade e em um curso de artes marciais. Bem que eu queria ser recompensada pelo meu trabalho com algo assim, não?

O fato de Kelsey ganhar casa mobiliada, carro na garagem e inscrição na faculdade é mais surreal do que a parte mitológica e aventureira do livro, e a vida pseudo-amorosa de Kelsey na fase “preciso esquecer Ren” me irritou profundamente. Primeiro porque Kelsey resolve ir a encontros com garotos (3, na verdade) que nem gosta tanto (os dois primeiros um mais improvável que o outro), para tentar esquecer Ren. OBVIAMENTE ela compara todos eles com Ren (mas até aí, normal) e É CLARO que nenhum deles chega aos pés do Ren.

Tudo bem, o garoto  número 3 é o único que merece consideração. O nome de é Li e ele é professor de wushu de Kelsey. Mas justamente quando Kelsey decide dar uma chance a ele, eis que surge Ren, estrategicamente estabelecido na casa ao lado da dela, que inclusive tem uma porta de conexão para a casa de Kelsey. Bem conveniente.

Embora dividida, todos sabemos quem ela prefere, não? (aliás, pontos para Li, que demonstrou muita maturidade – e obviedade, porque parecia que ele conhecia os sentimentos da Kelsey melhor do que ela), as coisas ficam mais interessantes, ainda mais quando Kishan aparece.

Sim, embora Kishan implique com Ren e provoque Kelsey, as coisas ficam mais interessantes porque eu sabia que a aventura começaria logo. Adeus lenga-lenga sobre romance! Uma vez que sabiam que Lokesh estava a procura dos três, eles preparam um plano de fuga. E quando o inevitável acontece, Ren é capturado para dar a chance de Kelsey fugir com Kishan.

A partir daí, Kelsey se vê diante de dois desafios: Ela tem que realizar mais uma tarefa da profecia de Durga para ajudar a quebrar a maldição dos tigres e também conseguir localizar e salvar Ren.

Eis que a aventura começa: viajamos pela Índia, Nepal, Tibete (e uma parada para um chá com o Dalai Lama) e Monte Everest até Shangri-lá, onde Kelsey, com ajuda de Kishan, tem que passar por novos desafios em busca de um dos itens necessários para quebrar a maldição.

Certo, a parte da aventura é sempre MUITO melhor. Colleen sabe descrever as cenas muito bem; ela soube construir o universo mítico de forma que conseguimos imaginar cada cena como se estivéssemos dentro do livro. Além disso, temos a chance de conhecer  várias lendas e culturas de diferentes lugares, dessa vez não se restringindo à Índia. Eu achei que isso enriqueceu muito essa série e os capítulos finais, onde temos ação para dar e vender, são de tirar o fôlego. Certo, alguns capítulos antes dos finais, porque os dois ou três últimos temos um pouco de drama, que é a ponte para o próximo livro.

Também conhecemos Kishan um pouco melhor – e convenhamos, não tinha como Kelsey não ficar balançada por ele. Quando li outras resenhas desse livro, li vários comentários sobre as semelhanças com Crepúsculo – de que ela focou o primeiro livro em um personagem masculino e o segundo em outro  (bem, eu não consegui ler a saga, abandonei o primeiro livro) mas, sendo a autora uma fã da série, eu não me surpreenderia. Ou seja, no próximo livro teremos triângulo amoroso dos brabos. Só espero que ela saiba lidar com esse triângulo de modo que não fique enfadonho, porque sinceramente eu travei na leitura quando a Kelsey estava de drama por causa de Ren.

Eu só gostaria que ela parasse de forçar a barra todas as vezes que Kelsey troca de roupa e os rapazes olham para ela com ar de quem nunca viu uma mulher na vida.  Dureza, isso. A aventura é legal, mas Kelsey definitivamente está caminhando para se tornar uma Mary Sue. Para quem nunca leu fan-fictions, o termo Mary Sue fala de uma personagem que é praticamente a perfeição em forma de gente. Mais detalhes podem ser lidos aqui e neste post que achei muito interessante.

Bem, eu recomendo a leitura! Apesar da parte dramática do romance, temos a compensação pela parte aventureira da história. De uma coisa é certa, Colleen sabe aguçar nossa curiosidade, ainda mais depois desse final.

Eu já tenho o terceiro livro em mãos, mas vou deixar para ler quando o lançamento do quarto volume estiver mais próximo – o que não deve demorar muito. Mas vai aqui o resumo do terceiro:

viagem do tigre

Perigo. Desolação. Escolhas. A eternidade é tempo demais para esperar pelo verdadeiro amor? Em sua terceira busca, a jovem Kelsey Hayes e seus tigres precisam vencer desafios incríveis propostos por cinco dragões míticos. O elemento comum é a água, e o cenário de mar aberto obriga Kelsey a enfrentar seus piores temores.Dessa vez, sua missão é encontrar o Colar de Pérolas Negras de Durga e tentar libertar seu amado Ren tanto da maldição do tigre quanto de sua repentina amnésia.

No entanto o irmão dele, Kishan, tem outros planos, e os dois competem por sua afeição, além de afastarem aqueles que planejam frustrar seus objetivos.

Em A viagem do Tigre, terceiro volume da série A Saga do Tigre, Kelsey, Ren e Kishan retomam a jornada em direção ao seu verdadeiro destino numa história com muito suspense, criaturas encantadas, corações partidos e ação de primeira. Fonte

Ficha técnica:

Nome: O Resgate do Tigre
Autor: Colleen Houck
Páginas: 432 páginas
Editora: Arqueiro
Onde comprar:Livraria Cultura
Minha avaliação:

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  • Carolina disse:

    Oi Lucy, tudo bem?
    Ainda não li nenhum livro dessa saga, mas li muitas críticas positivas.
    Quem sabe mais para frente eu não a adquira?
    Parabéns pela resenha!
    Beijos

  • Lucy disse:

    Oi, Carolina!
    A saga tem um começo bom, embora saiba que terá bastante açúcar na série devido ao romance! rsrs
    Bjos!

  • Top Ten Tuesday: Top 10 livros favoritos que acontecem em lugares imaginários « Por Essas Páginas disse:

    […] Shangri la – Apesar de não ter me entusiasmado tanto com a leitura de O resgate do Tigre, confesso que gostei muito dos cenários criados pela autora. Tudo bem que o livro não se passa […]

  • Dâmaris Carvalho Lima disse:

    Eu também a Kelsey uma chata, ela não se decidi nunca, e essa dela começar a se interessar pelo Kishan, me deixou + irritada no livro, acho que a autora exagerou no triângulo amoroso, se não fosse por isso, o Resgate do Tigre poderia ter sido melhor.

  • Lucy disse:

    Olha, Dâmaris, por causa da Kelsey eu travei nessa série! hahaha Mas esse ano vou retomar a leitura, espero que os outros sejam bem melhores!
    Bjos!

  • Top Ten Tuesday: Dez livros da minha lista para a primavera « Por Essas Páginas disse:

    […] Eu já tenho todos os livros da série, quero terminá-la, mas acabei travando no segundo livro, O resgate do Tigre, porque… a protagonista é um porre!!! O livro ganha pela aventura, mas não pela personagem […]

  • Marianna disse:

    Genteeeeee, que menina CHATA! Mais chata q ela só a facilidade com q ela consegue TUDO! Não to conseguindo fluir na leitura, muuuuito chato tudo dando certo na vida dela (estou na parte em que Kishan acabou de chegar) e ela sofrendo e dramatizando tanto! Já imaginava q ela fosse se aproximar de Kishan e até se interessar por ele, mas depois de tanto amor por Ren ela consegue pensar em outra pessoa? Porque do jeito que ela fala de Ren no início dá vontade de dar uns tapas! Aff, não ta descendo MESMO! É muito sentimento forçado, dela e de todos os homens ao redor dela. Não to aguentando ¬¬ Acho q vou alternar a leitura com outros livros, pra ver se consigo abstrair, porque ler esse livro de uma vez tá MUITO difícil.

  • Top Ten Tuesday: Dez livros que todo mundo gostou e que me decepcionaram « Por Essas Páginas disse:

    […] 1. O resgate do tigre, Colleen Houck – Já tem um tempo que percebo algumas séries que comecei e não terminei. Estou fazendo isso com Heróis do Olimpo e a próxima da lista é A Saga do Tigre. Mas saibam que foi por causa desse livro que dei um tempo (bem longo, já que li em 2013 rs) e não voltei a ler. Resenha. […]

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