Resenha: Os homens que não amavam as mulheres

Sinopse: Primeiro volume de trilogia cult de mistério que se tornou fenômeno mundial de vendas, Os homens que não amavam as mulheres traz uma dupla irresistível de protagonistas-detetives: o jornalista Mikael Blomkvist e a genial e perturbada hacker Lisbeth Salander. Juntos eles desvelam uma trama verdadeiramente escabrosa envolvendo a elite sueca (…). Fonte

Quem me conhece sabe que eu sou uma spoiler-queen. Leio spoilers dos livros, leio o parágrafo final do livro e geralmente não atrapalha a minha leitura. Deste livro, porém, eu me segurei. Não sei bem por que, acho que foi porque me disseram que o começo era embromação e só depois de umas 200 páginas é que eu conseguiria ler com mais entusiasmo. Talvez tenha sido esse fator que me fez deixar essa trilogia parada na minha estante por mais de dois anos. Ganhei o primeiro livro em 2010 de aniversário e depois comprei logo os outros dois, já que contraditoriamente me indicaram que era uma leitura ótima e os deixei lá parados.

Como ano passado a minha meta de leitura foi um completo fiasco, esse ano eu decidi priorizar os livros da minha estante (expliquei aqui e aqui), principalmente os de série e, aproveitando a deixa da estreia do filme americano, resolvi começar a leitura com a trilogia Millennium.

Certo, deixando de ladainha sobre minha meta de leitura e etc., vamos ao que interessa:
Mikael Blomkvist é o editor-chefe da Revista Millennium e acabara de ser condenado por difamação contra a empresa de Hans-Eric Wenneström por ter publicado uma matéria de crime financeiro sem provas concretas. Com sua condenação, seus dias como jornalista estavam contados. Paralelamente, Lisbeth Salander, uma jovem considerada juridicamente incapaz, faz uma investigação sobre Mikael para a empresa em que trabalha (com uma função desconhecida por seu tutor).
Pouco tempo depois, Mikael é convidado para trabalhar com o industrial Henrik Vanger e escrever sua biografia. A biografia, porém, era um disfarce para a verdadeira função de Mikael: ele investigaria toda a família Vanger para descobrir quem foi o responsável pelo desaparecimento e suposta morte de Harriet Vanger, sobrinha neta de Henrik, que desaparecera há 40 anos. Embora o corpo nunca tenha sido encontrado, Henrik estava convencido de que um dos membros de sua família a matou e tentava enlouquecê-lo nos últimos 40 anos, mandando todos os anos um presente que Harriet costumava dar a Henrik em seu aniversário: um quadro com uma flor seca – a cada ano a flor sempre mudava.
A partir daí, Mikael decide deixar seu estado depressivo pra lá e encarar o desafio, mesmo acreditando que fosse um mistério sem solução. Quando suas investigações chegam à conclusão de que o desaparecimento de Harriet envolvia um mistério muito maior e macabro envolvendo assassinatos de mulheres desde os anos 60, Mikael pede ajuda e é aí que os caminhos de Mikael e Lisbeth se cruzam.

O livro é chocante, confesso que as 200 páginas foram cansativas, mas não ao ponto de me fazer parar a leitura. Acredito que como estou acostumada com histórias policiais, sei que algumas narrativas são mais cansativas, porém necessárias para em seguida conseguir ligar todos os pontos da história. O livro não me decepcionou de forma alguma, muito pelo contrário, em muitas partes me chocou com a forma realista – e bem brutal, diga-se de passagem – como toda a história foi abordada. Acho que fazia um tempo que eu não sentia tanta necessidade de pegar um livro no meio do meu trabalho e folheá-lo e tentar terminar de ler um capítulo entre um trabalho e outro.

Os personagens são muito bem construídos. A princípio, Lisbeth Salander não fede nem cheira, mas seu papel na história passa a ser imprescindível. Eu lia e ficava imaginado quando Mikael tomaria conhecimento da existência de Lisbeth e, quando isso aconteceu, eu não me decepcionei. Quanto a Mikael, gosto muito dele – embora ele seja um garanhão em todos os sentidos, característica que achei exagerada – um jornalista inteligente e que soube amarrar todas as pistas com brilhantismo.

Estou lendo o segundo volume da série e não vejo a hora de terminar. A série é mais do que recomendada – para maiores de 18 anos, aliás.

O livro teve duas versões cinematográficas, uma sueca e outra americana. Até agora só vi a americana e gostei bastante, apesar das mudanças que geralmente fazem quando se faz uma adaptação para cinema. Quero assistir a versão sueca para um tira-teima.

Os trailers:
Filme sueco

Filme americano

Ficha técnica:

Título: Os homens que não amavam as mulheres
Título original: Män Som Hatar Kvinnor
Autor: Stieg Larsson
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 522
Onde comprar: Livraria Cultura

Minha avaliação: 

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