Resenha: Os Homens que Não Amavam As Mulheres

Hola muchachos e muchachas, Felipe de volta com uma resenha para curar a ressaca e gosto horríveis deixados por Grey. Saí do lixo ao luxo lendo Os Homens que Não Amavam as Mulheres – primeiro livro da saga Millenium e que faz parte da nova coleção com novas capas + quarto livro! Viva! Leve meu dinheiro!

Importante lembrar que o livro já foi resenhado aqui pela linda Lucy, então eu estou fazendo uma reprise, ou um cover/revival/tributo/whatever. Vamos ao que interessa.

OS_HOMENS_QUE_NAO_AMAVAM_AS_MU_143716845647SK1437168456BVem da Suécia um dos maiores êxitos no gênero de mistério dos últimos anos: a trilogia Millennium – da qual este romance, Os homens que não amavam as mulheres , é o primeiro volume. Seu autor, Stieg Larsson, jornalista e ativista político muito respeitado na Suécia, morreu subitamente em 2004, aos cinqüenta anos, vítima de enfarte, e não pôde desfrutar do sucesso estrondoso de sua obra. Seus livros não só alcançaram o topo das vendas nos países em que foram lançados (além da própria Suécia, onde uma em cada quatro pessoas leu pelo menos um exemplar da série, a Alemanha, a Noruega, a Itália, a Dinamarca, a França, a Espanha, a Itália, a Espanha e a Inglaterra), como receberam críticas entusiasmadas.

O motivo do sucesso reside em vários fronts. Um deles é a forma original com que Larsson engendra a trama, fazendo-a percorrer variados aspectos da vida contemporânea, da ciranda financeira feita de corrupção à invasão de privacidade, da violência sexual contra as mulheres aos movimentos neofascistas e ao abuso de poder de uma maneira geral. Outro é a criação de personagens extremamente bem construídos e originais, como a jovem e genial hacker Lisbeth Salander, magérrima, com o corpo repleto de piercings e tatuagens e comportamento que beira a delinqüência. O terceiro é a maestria em conduzir a narrativa, repleta de suspense da primeira à última página.

Os homens que não amavam as mulheres é um enigma a portas fechadas – passa-se na circunvizinhança de uma ilha. Em 1966, Harriet Vanger, jovem herdeira de um império industrial, some sem deixar vestígios. No dia de seu desaparecimento, fechara-se o acesso à ilha onde ela e diversos membros de sua extensa família se encontravam. Desde então, a cada ano, Henrik Vanger, o velho patriarca do clã, recebe uma flor emoldurada – o mesmo presente que Harriet lhe dava, até desaparecer. Ou ser morta. Pois Henrik está convencido de que ela foi assassinada. E que um Vanger a matou. Fonte: Skoob.

Millenium é um thriller fantástico que não sei como não tinha caído na minha mão ainda. Já tinha ouvido falar de algumas cenas memoráveis dos filmes por parte dos coleguinhas do trabalho, mas não foi suficiente pra inserí-lo na infinita lista de livros para ler. Mas estou enrolando.

Os Homens que não amavam as Mulheres possui como protagonistas Mikael Blomkvist, um jornalista que se encontra.. bem.. na fossa, depois de descobrir que os fatos e dados de uma denúncia contra um importante financista (Wennerstrom) não eram confiáveis e ser sumariamente processado por utilizá-los em uma matéria. Após seu julgamento e devido a notoriedade do mesmo, ele é abordado por um advogado representando o Sr. Henrik Vanger com uma proposta para investigar o misterioso assassinato/desaparecimento de sua neta Harriet.

Paralelamente a esta história temos a fascinante Lisbeth, uma hacker fantástica e super estranha que é contratada para investigar Michael a pedido do advogado, e acaba investigando também o financista prejudicado por ele. Os caminhos de Lisbeth e Mikael eventualmente se cruzam e ela acaba ajudando-0 a investigar o mistério dos Vanger.

A leitura é bem dinâmica e fluída. O único porém é que temos muito Mikael no começo do livro e pouca Lisbeth e é realmente ela quem detona no livro.

A investigação dos Vanger também tende a ser um pouco enfadonha. Mikael demora horrores para conseguir chegar em algum lugar, mas essa parte é compensada pela própria família Vanger que realmente é sinistra e misteriosa, cheio de personagens interessantes que vão interagindo com o jornalista durante suas investigações.

Enquanto isso, Lisbeth só tem que lidar com um novo guardião legal abusivo (Christian Grey, é você?). Não vou revelar muito sobre este plot por que ele é intenso e a vingança da menina é demais.

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Quando Lisbeth finalmente une forças com Michael o livro que já estava bom, fica assim – Masterchef. As investigações de Mikael tomam uma guinada, os dois tem um romance, começa a rolar tiro porrada e bomba pra todo lado.

O mistério que cerca a morte de Harriet também se revela muito sinistro. Oque parecia inicialmente ser um bando de anotações sem sentido revela ser uma investigação da própria Harriet sobre a família e – argh- spoilers – não comentarei sobre o mesmo pra não dar muito brecha. Só posso dizer que a família Vanger realmente é podre.

E quando você acha que o livro acabou, após a resolução do plot de Harriet, você é surpreendido! Lisbeth une forças com Mikael para coletar evidências contra Wennerstrom e realmente expô-lo. É a vingança de Mikael pela humilhação de sua carreira no fórum e uma colher de chá a mais para o leitor.

Um fato importantíssimo e que não pode ser esquecido, o tema central deste livro é exatamente seu título- homens que não amavam as mulheres, homens que abusavam de mulheres. Entre as quatro partes do livro, estão dados sobe o abuso de mulheres na Suécia. Não bastante temos a situação da própria Lisbeth que por simplesmente não ser considerada uma adulta capaz de lidar com suas próprias finanças e ser responsável por sua vida, possui um guardião legal nojento e explorador, apoiado por um sistema arcaico do governo.

Já recebi aqui em casa o segundo livro da série – A Menina que Brincava com Fogo. Nem preciso dizer que ele já foi incluso na lista para ler e está no topo! Recomendadíssimo.

Livro gentilmente cedido para resenha pela Editora Companhia das Letras.

Ficha Técnica

Título: Os Homens que Não Amavam as Mulheres
Autor: Stieg Larsson
Editora: Companhia das Letras
Páginas: 528
Onde comprar: Livraria Cultura / Livraria Cultura (e-book) Amazon / Submarino / Americanas
Avaliação: 

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  • Kamylla Cavalcanti disse:

    Já assisti o filme e fiquei arrepiada. Achei um suspense de tirar o fôlego e com uma história bem enraizada, não aquele suspense que no fim a gente descobre que a história em si não faz muito sentido, nesse filme tudo fez muito sentido! Então é irrelevante dizer que estou super curiosa pra ler o livro!!!! ótima resenha, parabéns. Abraços!

  • Milena Soares disse:

    Amei o filme, thriller fantástico memo, super eletrizante, essa resenha me deixou ainda mais interessada em ler o livro.

  • Fran Ferreira disse:

    Olá Felipe.
    Essa ressaca de ‘Christian Gray” foi boa.
    Eu sinceramente achei o nome do livro lega e não dei bola achando que só era mais um. Estou viajando com os detalhes e imaginando sua sequência. Agora posso dizer que além de minha lista ter aumentado, eu estou mega curiosa em saber mais sobre o assassinato; sem contar que amei a descrição de Lisbeth, super liberal kkk.
    Amei.

    Bjsss

  • Douglas Fernandes disse:

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk coitado, Grey ninguem merece kkkk
    Eu fui ver o filme no cinema, eu gostei muito *-*
    Já fiquei super interessado em ler o livro, sabe como é né, sempre tem uns detalhes diferente nos livros, mas eu ainda nao tenho o primeiro livro, acredita que tenho o segundo ? 🙁
    Mas eu quero muito ler essa trilogia, pq é um gênero que curto muito.

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