Resenha: Pachinko

Ficha técnica:

Nome: Pachinko

Autor: Min Jin Lee

Tradutor: Marina Vargas

Páginas: 528

Editora: Intrínseca

No início dos anos 1900, a adolescente Sunja, filha adorada de um pescador aleijado, apaixona-se perdidamente por um rico forasteiro na costa perto de sua casa, na Coreia. Esse homem promete o mundo a ela, mas, quando descobre que está grávida ― e que seu amado é casado ―, Sunja se recusa a ser comprada. Em vez disso, aceita o pedido de casamento de um homem gentil e doente, um pastor que está de passagem pelo vilarejo, rumo ao Japão. A decisão de abandonar o lar e rejeitar o poderoso pai de seu filho dá início a uma saga dramática que se desdobrará ao longo de gerações por quase cem anos.

Neste romance movido pelas batalhas enfrentadas por imigrantes, os salões de pachinko ― o jogo de caça-níqueis onipresente em todo o Japão ― são o ponto de convergência das preocupações centrais da história: identidade, pátria e pertencimento. Para a população coreana no Japão, discriminada e excluída — como Sunja e seus descendentes —, os salões são o principal meio de conseguir trabalho e tentar acumular algum dinheiro.

Uma grande história de amor, Pachinko é também um tributo aos sacrifícios, à ambição e à lealdade de milhares de estrangeiros desterrados. Das movimentadas ruas dos mercados aos corredores das mais prestigiadas universidades do Japão, passando pelos salões de aposta do submundo do crime, os personagens complexos e passionais deste livro sobrevivem e tentam prosperar, indiferentes ao grande arco da história.

Talvez este não seja um livro muito popular. Talvez só chame a atenção daqueles que tem algum tipo de interesse ou curiosidade em relação à cultura oriental. Mas é um livro muito bom!

Tive a sorte de receber uma caixa Intrínsecos (o clube de assinatura mensal da Intrínseca). Graças a estas caixas Intrínsecos tive a oportunidade de ler muitas coisas boas e que me surpreenderam!

Pachinko é um livro profundo, interessante, que nos mostra a relação entre Coreanos e Japoneses do início a meados do Século XX, acompanhando uma família por 4 gerações durante a colonização japonesa, a guerra, a busca por uma vida melhor no Japão.
Já devo ter contato pra vocês que eu sou super curiosa e a todo momento lá estava eu, acessando o Google para pesquisar sobre a história da Coreia, a invasão japonesa, e outras questões históricas que não aprendemos na escola e que podem parecer países e culturas tão distantes.

Em busca de meios de sobrevivência, muitos coreanos foram para o Japão, mas lá eram discriminados como inferiores e um dos empregos mais comuns para estes imigrantes eram as casas de Pachinko, uma mistura de fliperama com caça-níquel. Apesar de jogos de azar serem proibidos no Japão, Pachinko é considerado uma forma de entretenimento.

Além da aula de história e cultura que o livro traz, infelizmente vemos também a discriminação e injustiças que os coreanos sofriam no Japão. Muitos que haviam partido em busca de recursos, quando finalmente conseguiam ter suas economias para voltar para sua terra natal, na verdade, não tinham mais para onde voltar. A Coreia foi dividida entre Coreia do Norte e Coreia do Sul. E como vemos até hoje, a Coreia do Norte se tornou um país comunista, de fronteiras fechadas, para o qual aqueles que haviam partido não poderiam retornar. E no Japão, essas pessoas não tinham direito à cidadania, se tornando pessoas sem pátria.

Mesmo sendo um livro de ficção, ele nos mostra claramente o que foi a vida das pessoas, ao longo das décadas abordadas pela história, de forma bem real.

O livro é dividido em 3 partes, cada uma abrangendo algumas décadas. Li algumas outras resenhas e pessoas que comentaram que talvez a terceira parte deveria ser um outro livro. Mas eu concordo em discordar. Ele é um livro longo, com muitas personagens, muitas décadas, acontecimentos e momentos  históricos diferentes, mas com um ponto central a partir do qual se segue a linha temporal. A narrativa vai evoluindo junto com as décadas apresentadas. Foi uma coisa que me chamou a atenção.

Mas gente, é difícil escrever uma resenha mais resumida deste livro. Estou me segurando para não detalhar cada uma das gerações e suas personagens. Mas aí a resenha viraria um pequeno livro.
Então, o que eu posso dizer é: apesar de longo, entrei tanto na história que me sentia “assistindo” a vida dessas pessoas quase reais.

Se gosta de livros que te trazem conteúdo histórico e cultural, se joga! Se essa não é muito sua praia, dê a ele uma chance!
Vale a pena!

Este livro foi gentilmente cedido para resenha pela editora Intrínseca.

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  • Bianca Ribeiro disse:

    Oi!!

    Eu tô LOUCA pra ler Pachinko, eu vi muita gente falando que esse livro é super triste e ao mesmo tempo super real, eu tô bem curiosa pra essa leitura e espero poder ler em breve de tanta gente que ue vejo falando bem desse livro!
    Adorei tua resenha, me deu até vontade de começar agora mesmo!!

  • Alisson Gomes disse:

    Oie!!

    Eu vi a divulgação desse livro, mas, não tinha parado para de fato ler a sinopse dele sabe? E achei ele super interessante e pertinente.
    Como você mesma disso a gente não aprende sobre isso na escola e eu só soube porque cursei alguns períodos de Relações Internacionais e esse foi um dos temas que estudei.

    Beijos!
    Eita Já Li

  • Maria Luíza Lelis disse:

    Oi, tudo bem?
    Eu vi essa capa por aí, mas confesso que não chamou minha atenção e eu não fazia a menor ideia do que se tratava. Achei a premissa muito interessante, ainda mais por ser um assunto muito discutido. Confesso que sei muito pouco sobre a Coreia e sobre a história do Oriente de um modo geral, então, acho legal o livro trazer mais sobre isso. Parece ser uma leitura bem intensa e gostei de saber que você gostou tanto. Amei a resenha!
    Beijos!

  • Leticia Rodrigues disse:

    eu quero muito ler esse livro, eu conheço um pouco dessa história do japão e da coreia e de como essa relação se dá até hoje (não sendo muito boa) e adoro a cultura oriental então quero muito ler esse livro <3

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