Resenha: Paixão ao Entardecer


E chegamos ao final da série! Como vocês sabem, ano passado eu li por acaso o primeiro livro e acabei devorando! Então eu resolvi adquirir a série e acabei devorando todos os livros, super ansiosa pelo lançamento do último. Então, no começo do ano, a Arqueiro finalmente publicou o último livro, que fala da irmã mais nova dos Hathaways, Beatrix!

PAIXAO_AO_ENTARDECERSinopse: Mesmo sendo uma família nada tradicional, quase todos os irmãos Hathaways se casaram, até mesmo Leo, que era o mais avesso a essa ideia. Mas para a caçula Beatrix, parece não haver mais esperança.
Dona de um espírito livre, apaixonada por animais e pela natureza, Beatrix se sente muito mais à vontade ao ar livre do que em salões de baile. E, embora já tenha frequentado as temporadas londrinas e até feito algum sucesso entre os rapazes, nunca foi seriamente cortejada, tampouco se encantou por nenhum deles.
Mas tudo isso pode mudar quando ela se oferece para ajudar uma amiga.
A superficial Prudence recebe uma carta de seu pretendente, o capitão Christopher Phelan, que está na frente de batalha. Mas parece que a guerra teve um forte efeito sobre ele, e seu espírito, antes muito vivaz, se tornou bastante denso e sombrio.
Prudence não tem a menor intenção de responder, mas Beatrix acha que ele merece uma palavra de apoio – mesmo depois de tê-la chamado de estranha e dito que a jovem é mais adequada aos estábulos do que aos salões. Então começa a escrever para ele e assina com o nome da amiga. Beatrix só não imaginava o poder que as palavras trocadas teriam sobre eles.
De volta como um aclamado herói de guerra, Phelan está determinado a se casar com a mulher que ama. Mas antes disso vai ter que descobrir quem ela é. Fonte

Beatrix sempre foi uma pessoa deslocada, a mais excêntrica da família Hathaway, avessa aos salões e bailes. Embora tenha graça e beleza e saiba se portar, em sua quarta temporada ela ainda não encontrou um pretendente (que valesse a pena). O problema também é que, embora tenha alguns corações suspirando por Beatrix, a família dela não é nada convencional – principalmente a própria Beatrix – o que afasta pretensos pretendentes. Na verdade, ela não se importa tanto com isso, uma vez que preferiria se casar por amor e ainda não havia se apaixonado.

Beatrix se via dominada por uma sensação irritante de insatisfação, uma ansiedade cada vez mais frequente. O problema era que nunca conhecera um homem que parecesse certo para ela. (…) Ela sonhava com alguém cuja determinação se comparasse com a dela. Queria ser amada com paixão… ser desafiada… surpreendida.

Sendo de uma família excêntrica, não foi surpresa para Beatrix saber que Christopher Phellan a achava mais adequada aos estábulos do que aos salões. Ela sequer se ofendeu, mas desde então evitava o jovem por não suportar seu ar arrogante. Quando sua amiga Prudence recebe uma carta de Christopher, agora capitão de um regimento na guerra da Crimeia, Beatrix se interessa ao saber que ele estava cuidando de um cachorro.  Uma vez que Prudence se recusava a responder, Beatrix se ofereceu para escrever no lugar dela, sentindo uma grande compaixão pelo capitão Phellan e seu cachorro.

A partir daí, os dois passam a trocar cartas, porém sem Christopher suspeitar que na verdade era Beatrix quem as escrevia. Imaginem, então, a bola de neve que se formou, uma vez que ambos iniciaram um laço maior que a amizade por meio dessas correspondências. Uma vez que Beatrix se descobriu apaixonada, decidiu não mais escrever para Phellan, evitando assim aumentar seu sofrimento e o dele. Claro que isso foi em vão.

Ao voltar da guerra, porém, Christopher já não era mais o mesmo homem, transformado pelos horrores que presenciou. Incapaz de voltar a ser o que era, ele só se importava de encontrar Prudence, para que ela esclarecesse porque subitamente parou de escrever a ele. Tanto que seu primeiro reencontro com Beatrix foi um verdadeiro desastre, uma vez que ele teve a audácia de ofender seu ouriço de estimação. Mesmo assim, ele passou a nutrir certa simpatia por ela, talvez até atração, mesmo estando cego por Prudence.

Um sorriso sem o menor humor curvou os lábios de Christopher quando ele chegou à conclusão de que ao menos uma coisa tinha em comum com Beatrix Hathaway: nenhum dos dois estava em sintonia com o resto do mundo.

Não preciso dizer que logo que ele encontrou Prudence, bastou um breve convívio para saber que ela não era a verdadeira autora das cartas e acaba chegando à conclusão de que alguém brincava com seus sentimentos.

Ele amara e fora traído por alguém cujo nome desconhecia. E ainda amava aquela pessoa… essa era a parte imperdoável.

 A história flui rapidamente, como nos outros livros da série e, apesar de um final previsível, não se resume apenas ao fato de Christopher tentar descobrir quem escrevera as cartas, na verdade, eu diria que essa foi apenas metade da história. A forma como Beatrix e Christopher construíram um relacionamento teve até mais destaque, uma forma que a autora encontrou para nos colocar a par do verdadeiro espírito de Beatrix e sua forma de lidar com a vida, como ela e Christopher lidam com os problemas relacionados um ao outro e como ambos se completam.

Esse foi o segundo livro mais romântico da série, na minha opinião. De certo modo, não consigo dizer que foi o meu favorito, porém foi muito divertido, tendo em vista e personalidade peculiar de Beatrix e a forma como ela lida com as pessoas, naturalmente as associando a bichos, e Christopher, que acabou se apaixonando por ela completamente, quando achava que já não restava um traço de humanidade em si mesmo.

Esse livro fecha com chave de ouro a série e, confesso, estou curiosa para saber se, em alguma série futura, a autora irá mencionar os Hathaway, como ela fez com personagens de uma série anterior a esta nos primeiros livros.

Ficha técnica:

Nome: Paixão ao Entardecer
Autor: Lisa Kleypas
Páginas: 272
Editora: Arqueiro
Onde comprar: Livraria CulturaSaraiva / Submarino / Amazon
Minha avaliação:

 

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  • Douglas Fernandes disse:

    Falando de capas.. essa foi a que mais gostei, deve ser por causa da cor verde… Amo verde… kkkkkkkkk
    Mas como eu ja disse em outras resenhas da série, ainda nao li e nem tenho nenhum livro dessa série, e no começo nem tava interessado, mas vi muita gente falando bem, muitos blogueiro com as resenhas super positivas que fui me interessante e ja quero pelo menos ler o primeiro livro pra saber como é, apesar de não fazer o estilo que sou acostumado a ler acho que vou gostar sim.

  • Lucy disse:

    Douglas, para falar a verdade, se dependesse das capas dos livros anteriores, eu não teria lido nenhum, porque achei todas (menos Tentação ao Pôr do sol) muito apelativas! kkkk
    Bem, essa é a última resenha da série, eu super recomendo que você dê uma chance. Se você não gostar, bem… Pode sempre dar o livro de presente para sua irmã ou alguma amiga. XD
    Bjos!

  • Queridinhos do mês: Família Hathaway « Por Essas Páginas disse:

    […] Assim como os cinco irmãos, seus pares também são carismáticos e apaixonantes. A começar por Cam Rohan, que se apaixona por Amelia em Desejo à meia-noite. Dou mais crédito à ela por me fazer gostar tanto dessa família, já que assumiu o papel de líder da tribo desde o início. Merripen vem em seguida, em Sedução ao amanhecer, quando descobrimos toda a sua história e seu amor por Win. Em Tentação ao Pôr do Sol, conhecemos o enigmático Harry Rutledge, com seu fascínio por Poppy e em Manhã de Núpcias, Leo tem que de desdobrar para conseguir conquistar a arisca Catherine Marks, então governanta da família. E não vamos esquecer de Christopher Phellan, um homem que teve sua redenção nos braços da querida Beatrix em Paixão ao Entardecer. […]

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