Resenha: Persuasão, Jane Austen

Capa da Editora Martin Claret

Este é o terceiro livro de Jane Austen que eu leio. Orgulho e Preconceito foi o primeiro e eu o li em inglês (depois consegui reler em português, o que sempre ajuda na hora daquelas palavrinhas mais difícieis no original rsrs), seguido por Razão e Sensibilidade.

Sobre os dois primeiros, preferi Orgulho e Preconceito, achei Razão e Sensibilidade mais lento e extenso nos acontecimentos e fiquei com medo de que os outros fossem assim, então peguei Persuasão.

Sinopse: O enredo deste empolgante livro gira em torno dos amores de Anne Elliot que se apaixonara pelo pobre, mas ambicioso jovem oficial da marinha, capitão Frederick Wentworth. A família de Anne não concorda com essa relação e a convence romper seu relacionamento amoroso. Anos após Anne reencontra Frederick, agora cortejando sua amiga e vizinha, Louisa Musgrove. (…).  (Fonte: Skoob)

Quando comecei a ler Persuasão, eu logo simpatizei com a história. Não sei se porque me identifiquei com a Anne, ou se porque odiei o descaso que a família lhe dá.

A história começa quando a família Elliot resolve se mudar para Bath e alugar a casa em Kellynch para evitar problemas financeiros. Por coincidência, eles alugam a casa para os Croft. A Sra Croft é ninguém menos que a irmã do capitão Frederick Wentworth, por quem Anne se apaixonou oito anos antes, mas foi persuadida pela amiga da família, Lady Russell, a romper o relacionamento, devido a origem humilde do capitão.

Mary, que é a irmã mais nova de Elizabeth e Anne Elliot (e única casada), pede para que Anne lhe faça companhia, fazendo com que esta adie sua ida à Bath. Então Anne volta a ter contato com o capitão Wentworth, os dois usufruindo da companhia de amigos em comum, ela percebendo uma certa frieza e distância nos modos dele (não é pra menos). Somente após um determinado acontecimento é que eles tem um convívio mais ameno. Anne sempre lutando para parecer o mais natural possível diante do nervosismo de estar frente a frente com o homem que nunca deixou de amar.

Eu gostei muito do livro, a história, os personagens… A forma como Jane Austen usou para descrever cada um deles, sempre com suas críticas sobre seus comportamentos e também incrementando com comentários engraçados. Mary é uma figura irritante, mas muito engraçada, assim como suas cunhadas. O Sr. Elliot é muito superficial! Ele e a filha mais velha, Elizabeth, são duas pessoas bem no estilo de “comer mortadela e arrotar caviar”. A indiferença com que tratam a Anne me chateava demais. Quando Mary pede para Anne ficar com ela um tempo, Elizabeth é muito rude e direta “(…) tenho certeza de que é melhor Anne ficar, pois ninguém vai precisar dela em Bath.” (página 38) Argh!

O capitão Wentworth simplesmente me conquistou, não apenas pelo final, mas desde o início. A personalidade e o carisma dele são tudo.

Além do livro, existe o filme que a BBC produziu, se não me engano em 2007. Ainda não assisti, embora já tenha o filme disponível comigo. rsrs

Eis o trailer do DVD (sem legenda) no youtube.

Ficha técnica:
Nome: Persuasão
Nome original: Persuasion
Autora: Jane Austen
Editora: Martin Claret
Páginas: 229
Onde Comprar: Livraria Cultura
Avaliação: 

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  • Lany disse:

    Eu tenho Persuasion aqui comigo, mas como já disse em outros posts, estou lendo primeiro Pride and Prejudice! Eu não sei se é porque estou lendo em inglês, apesar de gostar da forma da narrativa, estou achando a história um pouco lenta. Assim, eu acabo não conseguindo ler tão rápido… Mas eu não vou desistir e vou ler todos os livros da Jane Austen que tenho aqui!XD

  • Lucy disse:

    Na verdade, eu acho as histórias um pouco lentas sim. rsrs Acho que de todas, Persuasion foi a que fluiu mais rápido. Mas Pride and Prejudice acelera um pouco depois de um determinado encontro da Elizabeth com Mr. Darcy, e depois quando a irmã mais nova da Lizzy mete o pé na jaca (ñ acho que tenha falado spoiler, espero q não te atrapalhe o.o”’).

    A narrativa é boa, mas às vezes a gente tem impressão de que os capítulos são longos demais. rsrs Em todo o caso, tudo o que ela escreve é pertinente. Em Persuasion teve uma parte que eu fiquei “nossa, mas por que ela escreveu isso?”, mas que depois entendi no final o motivo. rsrsrs

  • Vania disse:

    Eu AMO Persuasão!! Não é o meu favorito de Jane Austen, mas gosto demais! Comigo foi diferente, Lucy, eu li a primeira vez e achei super lento, não simpatizei de cara com o Cap. Wentworth e mesmo depois do final, achei que ele tinha sido muito grosso com a Anne e tudo mais. Mas depois de um tempo peguei pra reler, e boom, apaixonei hahaha. Na releitura, a história fluiu muito mais rápido, e eu pude analisar/entender melhor as ações de todo mundo. E depois assisti ao filme, claro, e bem não tem como não simpatizar com o Cap. Wentworth depois do filme hahaha. Assista, é muito legal. Um pouco diferente em alguns aspectos, e o final deixou um pouco a desejar pra mim (do tipo “Anne Eliott JAMAIS faria isso) mas é muito bom. Ahhhh você me deixou com vontade de ler Persuasão novamente!!

    PS: Qual parte você ficou “mas por que ela escreveu isso?”?

  • Lucy disse:

    Foi na parte que de repente aparece a amiga de longa data da Anne. Ela tava preocupada com outras coisas e aí do nada surge essa amiga. Eu fiquei meio assim com isso, mas depois acabei gostando mto dela. rsrs

  • Vania disse:

    Aaahhh sim!! Mas além da função principal dela ali, eu acho que ela foi inserida na história também pra mostrar que apesar de não ter mais dinheiro e/ou posição social, ela realmente se importava com a Anne, muito mais do que a própria família Eliott. Achei bem interessante a maneira como Austen retratou isso, do tipo, olha tem essa viúva pobre e doente e ela se importa muito mais com a Anne do que as próprias irmãs e o próprio pai. Outra coisa que adoro nesse livro é a ironia da irmã dela, de sempre se sentir excluída e sempre estar doente pra chamar a atenção, eu queria bater nela às vezes hahaha. E também adoro o diálogo entre a Anne e o amigo do Cap. Wentworth em que eles falam sobre a longevidade do amor; é uma das minhas passagens preferidas de todos os livros de Jane Austen!

  • Sabrina Inserra disse:

    Oi Lucy!
    Adoro “Persuasão”!! Até pouco tempo atrás, esse era o meu segundo livro preferido da Jane Austen (o primeiro lugar será sempre “Orgulho e Preconceito”), mas confesso que “A Abadia de Northanger” acabou surrupiando o lugar. Mas mesmo assim, acho que esse é um dos melhores livros dela!
    Também acho “Razão e Sensibilidade” um pouco lento…
    Beijos!!

  • Lucy disse:

    Eu acho que é porque Razão e Sensibilidade foi um dos primeiros livros, não sei bem o motivo pro livro ser tão lento. rsrs

    Ainda não li A abadia de Northanger, quero ler ainda Mansfield Park esse ano… rsrs Muita coisa pra ler, devagar e sempre. hehehe
    bjos!

  • Lucy disse:

    Pessoas, mais um meme que eu indiquei pro nosso blog lá na chocolateria!
    bjos

  • Vania disse:

    Respondido Lu! Thanks!!!

  • Meu Autor de Cabeceira: Jane Austen | Por Essas Páginas disse:

    […] para ser publicado, Austen escreveu The Elliots (mais conhecido como Persuasão – leia a resenha aqui); revisou A Abadia de Northanger (cujos direitos foram novamente adquiridos após Austen pagar o […]

  • Lisa disse:

    Adorei sua iniciativa de escrever sobre o livro, Lucy!
    Persuasão é o meu favorito de Jane Austen, apesar de toda a importância que Orgulho e Preconceito teve na minha vida e evolução. Considero uma das história de amor mais linda da literatura mundial sempre foi o meu meio de fuga das decepções, amorosas ou não. Já perdi a conta de quantas vezes li, só sei que é uma espécie de poção da cura pra mim.
    A minha história com Persuasão é ainda mais antiga que com Orgulho e Preconceito, no entanto. Não sei se você sabe Lucy, mas há uma outra adaptação pro cinema do livro, feita em 94, se não me engano, que me marcou muito porque era um filme que minha mãe gostava de assistir e só me dizia “eles esperaram muito pra ficarem juntos, é de um livro que tenho aqui em casa em Inglês, depois você lê”. Eu gosto das duas adaptações, mas prefiro a de 94 por ser mais fiel, parece que estou lendo e não assistindo a história (embora as atuações da última adaptação sejam mais intensas).
    Nunca vou esquecer que na primeira vez que li o livro, provavelmente com meus 15 anos, ou por volta disso, dei pulos de alegria pelos corredores da casa com a cena de ciúmes do Captain Wentworth, haha.

    Beijos!

  • Iolanda disse:

    Olá Lucy (:
    Estou lendo Persuasão pois vou fazer uma apresentação sobre a história. Se não se importa, vou fazer-lhe uma pergunta.
    Qual o tipo de amor entre Anne e Frederick em sua opinião. Como você o descreveria?

  • Lucy disse:

    Oi, Iolanda!
    Nossa, complicado agora, viu? rsrs

    Eu acho que é um tipo de amor que ultrapassa o tempo. No que diz respeito à recusa de Anne ao Frederic oito anos antes, ele ficou magoado, mais por pensar que ela não correspondia ao sentimento dele, do que pelo orgulho ferido por ter sido rejeitado. Em todo o caso, ele continuou nutrindo esse amor, assim como ela, que só recusou a oferta não simplesmente pelas origens dele, mas por pensar que não fosse fazê-lo feliz, se bem me lembro. A partir do momento em que eles voltaram a ter contato, ambos sofriam por não saber se o sentimento entre eles era mútuo ou unilateral e a pequena vingança que o capitão aprontou com Anne, cortejando outra moça, dificultou um pouco mais a vida dela. rsrs

    Espero ter ajudado. ;-)
    bjs

  • Resenha: Orgulho & Preconceito « Por Essas Páginas disse:

    […] Jane Austen somente teve seu nome reconhecido após sua morte, quando seu irmão Henry publicou Persuasão e A Abadia de Northanger (1817) e em uma nota biográfica, identificou sua irmã como autora […]

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    […] Anne e Capitão Wentworth (Persuasão): Precisou de oito anos para que Anne reencontrasse o homem que nunca deixou de amar, mas que mesmo […]

  • Nivia Fernandes disse:

    Ah, finalmente voltei aqui! huahuahuahua

    Fiquei enrolando com Persuasão não porque achei lento: simplesmente fiz a besteira de pegá-lo na biblioteca com outro romance junto. E eu não consigo ler mais de um romance sem intercalar com coisas pesadas ou nada a ver. Daí ele foi ficando para trás… Até que tomei vergonha na cara e terminei.

    Adorei!!! Bom, eu não vou dizer que me identifiquei com a Anne porque estaria mentindo – entendi mais o Cap. Wentworth do que outra coisa. Porém, realmente o descaso que fazem com a Anne era absurdo. Ela sempre solícita, bondosa e sincera, com os outros ao redor desprezando suas opiniões e até sua existência, porque não sentiam falta dela para nada. Mary mesmo mal notava que existia gente no mundo além dela, mesmo requisitando a companhia da irmã para… atormentar.
    As regras da sociedade nunca nos surpreendem para o bem, né? Quanta hipocrisia.

    Eu achei linda a conversa de Anne com o Cap. Harville sobre amor. Ali e em outras passagens a gente percebe como o machismo era ferrenho naquela época. As opiniões que não se podia ter, os conceitos que até hoje nos fazem refletir sobre quem sofre mais, quem desapega dos sentimentos, que os livros não provavam nada porque era escritos por homens (pois é!)… Brilhante. E descreveu um romance muito terno.

    Adendo: Benwick é um sem vergonha come quieto. Desculpem a sinceridade. huahuahuahua

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