Resenha: Pode beijar a noiva

Sinopse: Apenas um homem poderia propor a ela casamento… Emma Van Court, dama de uma família londrina, jamais esperava ficar viúva e sem vintém na aldeia escocesa de Faires. E quando uma fortuna lhe foi prometida, se ela tornasse a se casar, a bela professora deparou-se com um mosaico de homens solteiros lutando por suas atenções, desde o pastor local até um detestável barão. Um doce beijo selaria aquele amor… James Marbury, conde de Denham, era moderno e sofisticado… E totalmente desacostumado às estradas lamacentas e aos telhados de palha de Faires, para onde viera depois de saber do falecimento de seu primo Stuart. E sem demora ficou exasperado ao descobrir que seu amor louco e intenso pela viúva Emma continuava tão forte quanto antes. Diante de tantos homens solteiros que a cortejavam, James encontrou uma única solução: oferecer-se como marido temporário para Emma… Mesmo que secretamente ele desejasse fazer seus votos durarem para sempre. Fonte

Meu primeiro livro de Patrícia Cabot, pseudônimo de Meg Cabot. Se não me engano, foi o último livro que li em 2011, mas até agora eu adiei sua resenha. Eu vou explicar o motivo logo mais.

Esse é o típico livro que eu denomino guilty pleasure literário, pelo menos para mim. É um romance histórico previsível, porém engraçadinho, de fácil leitura e que se você tiver um pouco de paciência – esse particularmente me fez ter vontade de jogá-lo na parede várias vezes e desistir de ler – consegue lê-lo em pouco tempo (não foi o meu caso, eu travei com ele).

Gente, como eu disse, o livro é previsível. Então, é fácil adivinhar o final – é óbvio, até. Mas para desencargo de consciência, aviso que talvez eu tenha me empolgado um pouco e tenha contado algum SPOILER sem querer. Aviso também que fiz isso para poder criticar um pouquinho, viu?

Emma é uma jovem idealista e sonhadora, que foge para se casar com seu amado Stuart uma vez que suas famílias são contra a união, principalmente James Malbury, primo de Stuart. Os dois pombinhos partem em seguida para Faires, nos confins da Escócia. A aldeia, no entanto, é acometida por uma epidemia de tifo e Stuart morre 18 meses depois.

Eis que James Marbury vai à Faires para buscar o corpo de Stuart quando fica sabendo de sua morte, 6 meses depois. Ele ficou surpreso por encontrar Emma ainda morando na aldeia e, ainda por cima, sendo cortejada por todos os homens solteiros da aldeia. Todos atrás da fortuna que ela herdaria apenas se casasse novamente, condição imposta no testamento do assassino de Stuart – pois é, Stuart morreu assassinado.

Apesar de saber que Emma o desprezava pelo comportamento que teve no passado em relação a Stuart, James consegue convencê-la a aceitar um casamento de conveniência, apenas para herdar a fortuna. Mas quando se beijam… O coração de Emma bate mais forte e Stuart, percebendo sua mudança, sente que tem esperança de finalmente conquistar o coração de Emma, como queria há muito tempo.

Certo, abaixo tem os motivos pelos quais eu queria jogar o livro na parede. Aqui tem algum spoiler, portanto, se não quiser ler, leia apenas o texto após o terceiro motivo.

Primeiro motivo para querer jogar o livro na parede: o juiz que incentivou o assassino a colocar essa condição no testamento achava errado que uma mulher cuidasse de suas próprias finanças, porque gastaria tudo em caridade (no caso de Emma) e continuaria sem um vintém. Eu sei que naquela época havia um machismo muito forte em relação ao dinheiro, mas foi difícil engolir que… o juiz estava certo.

Segundo motivo para querer jogar o livro na parede: Emma e seu orgulho e idealismo cego. Ela desprezava James por ele não ter aprovado seu casamento e ainda quase ter matado Stuart na época. Mas ela reconhecia que o casamento com Stuart não foi feliz como ela achou que seria. Só que recusava dar o braço a torcer. A síndrome de super-heroi também era de dar nos nervos algumas vezes . Tudo bem, ela queria proteger as crianças e tal, mas mencionar isso várias vezes cansava DEMAIS!

Terceiro motivo para querer jogar o livro na parede: A súbita atração de Emma por James pouco depois de ele chegar a Faires. Provavelmente impulsionada pela carência que ela sentia desde o primeiro casamento – sim, desde o primeiro. A autora bem que tentou explicar a fascinação antiga de Emma por Stuart, mas não me convenceu nem um pouco. Um personagem insosso, que tinha todo um ar de “mistério”, segundo Emma, mas era puro tédio! Aí chega James e de repente… uow! Lamento, não colou.

A leitura é leve e a história despretensiosa e bem humorada, até. Não tem um grande mistério, nem mesmo a história sobre o barão da região ou o motivo pelo qual Emma não queria que o corpo de Stuart fosse exumado chamou tanto a atenção – eu até tinha esquecido desse assunto no final, até que “nossa, é mesmo! Ela tem que explicar isso”.

A teimosia de Emma, mesmo depois de casada, foi o pior. Pense em uma pessoa fazendo “doce” mesmo depois de viúva e novamente casada – legalmente, diga-se de passagem. Aquela velha situação da mocinha que fala “não posso, mas eu quero, mas não posso, ele não me ama de verdade, eu não deveria amá-lo, mas amo…” Argh! E essa ladainha repetida continuamente, quase sem ter fim!

Por isso considero o livro um romance bem sessão da tarde. Você assiste, você gosta, mas… Sabe, faltou alguma coisa. Acho que quem salvou o livro de ser colocado de lado de vez foi James – e não apenas por ser o mocinho, mas porque ele foi o personagem que mais demonstrou sensatez em muitas partes (tudo bem, ele recebeu um conselho de alguém bem inusitado, mas bastou meia palavra e pronto).

Acho que fui um pouco infeliz ao escolher esse livro da Patrícia Cabot. Já vi outras recomendações dela, mas sinceramente… Estou com receio de me decepcionar de novo. Eu também vi que muitas pessoas gostaram. Vendo por esse lado, talvez eu seja muito exigente com um romance ou apenas me desacostumei com esse tipo de história. Se tiverem alguma indicação, da Patrícia Cabot ou de alguma outra autora de romance, por favor, indiquem!

É isso.

Ficha técnica:
Título: Pode beijar a noiva
Título original: Kiss the Bride
Autor: Patrícia Cabot
Editora: Planeta (Selo Essência)
Páginas: 238
Onde comprar: Livraria Cultura

Minha avaliação:

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Comments

  1. Ri muito lendo seus motivos para jogar o livro na parede… tem livro que simplesmente não dá certo com a gente. Nunca li nada da Meg como Patricia Cabot, mas acredito no que você colocou na sua resenha exatamente por conhecer a Meg. Ah, e você nem colocou muitos spoilers, e como sei que isso é difícil pra você, não posso deixar de te dar parabéns! hahaha

  2. Fiz e refiz a resenha e tirei um monte de coisa! hahahaha

    Fala sério, eu li Insaciável e Ela foi até o fim da Meg e não achei tão meloso quanto esse. E o pior é que realmente é um guilty pleasure, pq a gente não para de ler até terminar o livro, mesmo tendo raiva! hahahaha

  3. Acredita que eu ainda não li nenhum livro da Meg como Patrícia? Pois é…
    Eu entendo totalmente esse tipo de guilty pleasure, até porque eu não consigo parar de ler os livros da Nora Roberts. E maior guilty pleasure que esse, não há!
    Bem, como eu não li os livros da Patricia, eu não sei se é verdade, mas a impressão que eu tenho é que eles são mais do tipo “romance de banca”. E os motivos que te levaram a querer jogar o livro na parede reforçam essa ideia. Parece que realmente a forma que ela trata o romance é diferente do que dos livros que ela assina como Meg.
    Da Patrícia, já me falaram que “Aprendendo a Seduzir” é muito bom. Eu até ia comprar esse, mas sempre acabo enrolando rs!
    E a sua resenha não teve muitos spoilers hahaha!

  4. Então, foi o que me pareceu tb, Lany! O conceito de “livro de banca” é um tanto esteriotipado, eu acho, mas na boa… Vc tem razão! hahahaha Ainda mais pelas características: mocinha linda maravilhosa e sofredora, mocinho tudo de bom e lindo de morrer, o lance dos sentimentos dos dois, mas que ninguém fala o que sente, porque acha que não será correspondido, cenas hots mais pro final… hahahah
    Parece que aprendendo a seduzir e Rosa do inverno tem mais conteúdo… Quem sabe um dia, né? XD
    Bjos bjos

  5. Adorei sua resenha revoltadíssima, Lu! hahahahahaha
    Ri muito com os motivos pra jogar o livro longe… E com certeza não lerei MESMO o livro. Do jeito que eu sou, não conseguiria terminar.

  6. Eu li porque suspeitei que fosse aquela que você falou no twitter que estava revoltadíssima com o livro e a resenha tinha saído mucho louca! hahahahahahaha Aí fiquei curiosa!

  7. Então, eu não gosto de livros assim. Acho difícil uma história dessas me convencer justamente por se parecer com um “romance de banca”.

  8. Kakazinha, era esse mesmo! hahaha
    Ah, Mel, não sei. Eu acho que existem livros de banca e livros de banca (sim, muitos são bem clichê e a maioria tem cenas hots), mas confesso que alguns ainda se salvam. Um dia talvez eu fale mais sobre esses romances por aqui. hehehe

  9. Eu também não acredito nos estereótipos de livros de banca. Mind you, não é muito o tipo de livro que eu procuro pra ler, mas não tenho problemas com eles. Pra cada caso, uma sentença né? Mas realmente Lu acho que tudo que você citou como irritante na resenha me irritaria também. Demais hahaha. E como as meninas já disseram, parabéns pelo controle nos spoilers 🙂

  10. Eu tinha preconceito com romance de banca, exatamente por causa daquelas capas super bregas hahaha! Mas aí eu comecei a ler a série Mortal, da Nora Roberts e depois acabei caindo nos livros dela que eu acho que se enquadram em “romance de banca”. E eles são MUITO bons, então eu parei com esse preconceito rs!

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