Resenha: O Jardim de Inverno

jardim de invernoMeredith e Nina Whiston são tão diferentes quanto duas irmãs podem ser. Uma ficou em casa para cuidar dos filhos e da família. A outra seguiu seus sonhos e viajou o mundo para tornar-se uma fotojornalista famosa. No entanto, com a doença de seu amado pai, as irmãs encontram-se novamente, agora ao lado de sua fria mãe, Anya, que, mesmo nesta situação, não consegue oferecer qualquer conforto às filhas. A verdade é que Anya tem um motivo muito forte para ser assim distante… Meredith e Nina vão, finalmente, conhecer o passado secreto de sua mãe e descobrir uma verdade tão terrível que abalará o alicerce de sua família… E mudará tudo o que elas pensam que são. [fonte]

 

Jardim de Inverno foi o primeiro livro da Kristin Hannah que eu li. A Vania é muito fã dela (e inclusive resenhou esse livro na edição original) e por isso eu sempre tive muita curiosidade de conhecer alguma obra dela. É claro que eu não perdi a oportunidade quando recebemos esse livro na parceria com a Novo Conceito!

Anya é uma mãe distante das suas filhas, Meredith e Nina. Mas, um pouco antes de seu pai morrer, ele faz um pedido bem peculiar. Quando as meninas eram crianças, Anya sempre contava um conto de fadas para elas. O que ele quer é que elas convençam a mãe a contar a história completa. Meredith, sempre com os pés no chão, acha melhor não forçar a mãe a fazer o que ela não quer. Mas Nina não desiste até Anya começar a contar a história…

Jardim de Inverno é um livro sobre o amor de uma mãe para os seus filhos e sobre os sacrifícios que ela faz. Ele é um livro muito lento no início porque ele basicamente nos apresenta a família e todos os seus problemas.  E por isso eu fico me perguntando: quantas pessoas não devem ter desistido no início e não leram essa linda história? Talvez a forma que a Kristin Hannah tenha escolhido para narrar os acontecimentos não tenha sido a melhor opção…  Eu já li alguns outros livros com uma temática parecida, mas que os autores usaram outras formas de narração e que me chamaram mais atenção.

Mas quando Anya começa a falar sobre o seu passado, não tinha como parar de ler. Não tinha como não sentir o seu desespero enquanto ela narrava o que aconteceu há tanto tempo atrás. Sim, é uma história triste, mas ao mesmo tempo nos passa uma mensagem de esperança que não tem como esquecer. Conforme as filhas vão descobrindo o passado da mãe, elas também começam a analisar se as escolhas que elas estão fazendo também são corretas…Eu queria colocar vários quotes LINDOS aqui mas eles podem acabar sendo considerados spoilers, infelizmente!

Um fato interessante na edição da Novo Conceito é que o tradutor colocou algumas notas de rodapé durante o livro. Eram explicações de certas características culturais que nós não temos muito acesso, como por exemplo, alguns pratos típicos. Eu achei isso muito interessante porque muitas vezes eu leio esses nomes diferentes mas nunca procuro saber o que é. Com as notas, os mais curiosos podem aprender – mas se a pessoa quiser, também pode ignorar e continuar a história sem interrupções.

Enfim, Jardim de Inverno é um livro lindo! Ele é uma jornada de reflexão e auto-conhecimento para Anya, Meredith e Nina – e tenho certeza, para os leitores também.

Livro gentilmente cedido em parceria para resenha pela Editora Novo Conceito.

Ficha técnica

Nome: Jardim de Inverno
Autor: Kristin Hannah
Editora: Novo Conceito
Páginas: 416
Onde comprar: Livraria CulturaLivraria Cultura (e-book)
Avaliação: 

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  • Lucas Grima disse:

    Gente, estes dias estava passando a reprise da série da “Casa das sete mulheres” (que eu super recomendo para quem quer saber sobre o conflito dos farrapos no Rio Grande do Sul, destacando é claro que a série foi baseada num romance e que alguns acontecimentos apresentados nela NÃO aconteceram), indo direto ao ponto, um dos personagens mais frios da série é uma mãe. Essa mãe é tão rígida com as suas filhas, que suas atitudes nos fazem pensar: O QUE? Como ela é capaz disso? (como por exemplo tentar verificar literalmente se uma de suas filhas permanece virgem). A conclusão que chego fazendo essa associação dessa resenha e a história do livro, é que por trás das nossas atitudes feitas no presente, são frutos de vivências do nosso passado. E o interessante é que ao longo da série, nós percebemos que essa personagem, interpretada pela Nívea Maria, ama de verdade suas filhas, por mais que suas atitudes sejam exageradas. Ela não que que suas filhas passem, pelo que ela passou.

    Só uma observação: A capa da edição original é muito mais bonita. D:

  • Lany disse:

    Eu ainda não assisti “A casa das sete mulheres” (mas agora quero assistir!). Pelo o que você relatou, a mensagem é bem parecido com a do livro!
    Eu também gosto mais da capa da edição original!

  • Jullyane Prado disse:

    Nossa Lany, a resenha saiiuuuuuu, rsr. Eu li esse livro e simplesmente amei. Só que é como você falou ele é um pouco lento no inicio,, eu por exemplo lia, depois de uns 2 dias li mais um pouco, mas depois que a Anya começo contar sua história não consegui mais parar de ler e nossa é tão emocionante, derramei lágrimas em várias partes da história e nossa a Kristin conseguiu me surpreender nunca me passou pela cabeça que o passado de Anya era do jeito que foi….. rrsrsr. E o que mais me cativou foi ver que a Meredith com a Nina foram se ajustando no decorrer da história!!! É um livro lindo!!! Bjooos!! Amei sua resenha!!

  • Lany disse:

    Algumas coisas eu imaginei que tivessem acontecido com a Anya (principalmente por saber que a história se passava na guerra), mas outras eu realmente não imaginava! Realmente ela sofreu muito, e como já disse Dumbledore, há cicatrizes que s]ao difíceis de serem apagadas.
    Eu também adorei que a Nina e a Meredith foram mudando conforme foram conhecendo a história da mãe. E o final me pegou completamente de surpresa!

  • ana paula ramos disse:

    Oi

    Eu me interessei pelo livro, não sou de desistir tbem e mesmo quando é meio parado no começo (posso levar dias) mas chego ao fim.
    Toda essa historia deve ter aproximado mae e filhas? Fico imaginando o segredo do passado dela, e que ela escondeu por tanto tempo…
    Quero confessar mais uma coisa: dificilmente eu leio as notas de rodape… eu acho que a leitura da uma quebrada… mas acho legal a atenção da editora quando fazem isso

    bjos

  • Lany disse:

    Isso de notas de rodapé realmente depende muito da pessoa. Eu normalmente leio, principalmente depois que li “Fiquei com o seu número” (a narradora adorava notas de rodapé hahaha!).
    Eu tenho que realmente não gostar muito do livro para poder parar a leitura, porque eu fico sempre imaginando “Será mesmo que ele não melhora?”

  • Franciely Bortoski disse:

    Muito interessante. Não é bem o meu tipo de livro, o que me deixou curiosa e fez eu querer ler a resenha foi a capa =P Mas acho válidos os livros que nos acrescentam alguma reflexão.

  • Lany disse:

    Apesar de gostar mais da capa original, essa ficou bem bonita!

  • Gladys Sena disse:

    Estou muito curiosa para conhecer essa trama emocionante.

  • Michelle Agda disse:

    Se esse livro é uma história de mãe para filha, eu preciso ler! Algo me diz que a Kristin Hannah já se tornou uma grande escritora :]

  • Caroline Centeno disse:

    Haha!
    Tenho certeza que alguém quer que eu leia um livro de reflexão porque é a terceira vez que comento em resenhas de temas fortes.Não sei se estou preparada para ler uma história que parece tão triste,mesmo que não seja depressiva e que te dê uma “esperança”.
    Esse tipo de livro me deixa muito indecisa mesmo com sua ótima resenha,então fico entre a cruz e a espada para decidir >_<
    Enfim,maravilhosa resenha.

  • Mylene Leme disse:

    Livro lento? Acho que mais lento que o nome da rosa não é rsrs… Sempre que leio uma resenha aproveito e já dou um pitaco nos comentários (sempre tem mais opiniões ali), gostei do comentário sobre a casa das sete mulheres, é realmente uma bela série… Voltando ao livro, ainda não li, mas parece ser bem interessante sobre convivência com família, mãe e irmãs. Eu tinha uma mãe (faleceu em 2.000) bem rígida também, mas devo tudo a ela, no fim descobri que ela só queria o meu bem e não queria que eu passasse pelo que ela passou. E tenho uma irmã mais velha, o meu oposto, mas quando era mais nova, eu imitava e queria ser ela em tudo e isso a irritava… Acho que o livro pode nos responder alguns porques sobre relacionamentos assim mesmo se passando na guerra e tals…

    E que lindo seria se todos os filhos e filhas descobrissem o passado de seus pais e descobrissem o quão heróis eles são não é?

  • Aline de Carvalho disse:

    Fui uma que começou e devolveu pra amiga =(

    Agora me arrependo de não ter chego até a parte mais interessante. Preciso encontrá-lo novamente!

  • Tâmara Moya disse:

    Nunca li nada da autora, mas já vi ela receber muitos elogios. Parece que esse livro aborda pontos sobre a Segunda Guera…nossa eu amo livros assim. Até eu fiquei curiosa para saber os motivos de Anya para ser assim com as filhas.
    De cara já me apaixonei pela capa.
    Geralmente duas irmãs, com vidas diferentes, mundos diferentes, fazem rir e chorar.
    Adorei a resenha
    Bjus

  • Cris Aragão disse:

    Esse livro parece ser muito lindo mesmo, será por que história tristes são as melhores?
    Também acho interesante quando o tradutor coloca notas de rodapé explicando certas expressões ou costumes que não fazem parte da nossa realidade, pode nos poupar uma visita ao dicionário ou uma consulta ao Google. Ajuda a não quebrar o ritmo a leitura.

  • Jakeline Lima Silva disse:

    Adoro livros que abordam a relação familiar, sempre há segredos ou alguma mágoa do passado que acabam sendo resolvidas de alguma forma. Parabéns pela resenha!

  • Andressa Nunes disse:

    Resenha inteligente, resumindo de forma simples o conteúdo, trazendo os leitores para dentro da estória, aumentando o interesse pela leitura.

  • ELIZABETH MACHADO SALLES disse:

    O que mais chamou minha atenção primeiro foi a capa, depois a história. Fiquei apaixonada por essa família e seus dramas e segredos. vou adorar ler esse também.

  • REBECCA DE SALLES NEWBOLD disse:

    Um livro intenso e cheio de segredos. Adorei os personagens e a história . Sua resenha me deixou empolgada e ansiosa pra ler mais dela.

  • Shadai disse:

    Gosto de histórias tristes, mas com mensagens positivas que acabam marcando nossas vidas mais do que a história em si.
    Acho interessante também quando aborda sobre um passado sofrido.
    Só acho uma pena a leitura ser lenta, eu não desisto do livro, mas faz ficar meio sofrível continuar infelizmente.

  • Adriana Balreira disse:

    Adoro histórias envolvendo mães e filhas. Sempre me emocionam. Pena que o começo seja tão lento que muitas pessoas desistiram. Bom saber e persistir na leitura de uma história tão linda. A capa é fascinante!
    Beijos
    Adriana

  • Nardonio disse:

    Confesso que não é o tipo de livro que geralmente leio, mas as reflexões passadas me parecem ser tão intensas, que acabei ficando curioso pra ler. O que me prejudicaria um pouco é esse início um pouco devagar, mas se a história só tende a crescer com o decorrer da narrativa, terei mais paciência. Espero ler em breve

    @_Dom_Dom

  • Márcia Sonoita disse:

    Não gosto do gênero e também não me identifiquei com a história, pelo que li da resenha , não tem aquele algo a mais que nos prende. Mas se algum dia eu puder vou ler o livro.

  • Ellen Veras disse:

    Quando comecei a ler a resenha me lembrei do livro “A Casa Das Orquídeas” (recomendo) e os livros em si são bastantes parecidos porem muito diferentes. e essa resenha me deixou bastante curiosa com a historia toda.

  • chirlene santana dos santos disse:

    essa resenha me deixou super curiosa em relação ao livro estou ansiosa pra ler..

  • daciel disse:

    boa resenha me prendeu, agora to querendo ler o livro.

  • Dudinha disse:

    Acho essa capa belíssima! ^.^
    O bom é que eu sou paciente: tive dificuldade para ler o início de O Casamento (Nicholas Sparks), porém valeu muito a pena ter continuado, o desfecho foi lindíssimo! Enfrentei esse mesmo problema com o começo de Desculpa Se Te Chamo de Amor, mas foram só os primeiros capítulos. Acabou se tornando meu livro preferido.
    Para mim, os livros que marcam são esses que mexem com a nossa emoção, que nos fazem refletir, e é o que esse livro aparente propor.
    Parabéns pela resenha!

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