Resenha + Promoção: Sonhe Mais

“Jai Pausch passou por um trauma: a perda do marido para um câncer de pâncreas. A enfermidade de Randy Pausch também destruiu as verdades e as certezas em que Jay acreditava. Pega de surpresa pela doença, que avançou rapidamente, Jay Pausch precisou inverter suas prioridades. Acostumada a cuidar da família, percebeu que aquele era, também, o momento de cuidar de si mesma, porque, do contrário — caso fraquejasse —, sua família não sobreviveria. E, apesar de todas as alterações pelas quais passou, foi capaz de registrar a maior parte de suas experiências, dúvidas e medos.

Este registro acabou se constituindo num relato vigoroso sobre como a morte muda o relacionamento entre as pessoas e sobre como é possível sobreviver, passo a passo, a essas mudanças.

Sonhe Mais é referência para todos os que estão vivendo uma fase de transição e é leitura obrigatória para aqueles que passaram, ou estão passando, por um momento de dor.” Fonte

Essa resenha hoje vem em um dia bastante especial: 8 de abril é o dia mundial de combate ao câncer. É também o dia que a minha avó materna faria aniversário; ela faleceu devido a um câncer há quase 16 anos e, há quase um ano, minha mãe se foi com o mesmo câncer que levou anteriormente sua própria mãe. Portanto, quando vi esse livro na lista de solicitações da Novo Conceito percebi que precisava lê-lo. Como é dito na sinopse, Sonhe Mais é um livro perfeito para as pessoas que estão passando – ou já passaram – por um momento de dor e de perda. Se você se enquadra em qualquer um dos casos, corra e leia esse livro; se não, leia-o também: Sonhe Mais é um relato sensível, real e emocionante que merece ser lido.

Como eu descrevi acima, Sonhe Mais é nada mais nada menos que um relato. Se você espera um livro com uma história e diálogos, pense de novo. Eu também imaginei que seria isso que encontraria nesse livro, mas mesmo quando encontrei um relato não me decepcionei. O livro não perde nem por um instante a emoção em seus muitos parágrafos longos nos quais Jai conta sua história e sua percepção dos fatos; há muito dos seus sentimentos e as interações entre as pessoas acontecem sob a ótica da autora. Porém, ainda assim, o livro é tocante, tanto que em muitos momentos as palavras ficam embaçadas devido às lágrimas inevitáveis.

Jai Pausch é a viúva de de Randy Pausch, autor do livro A Lição Final. Nesse livro – que me interessei bastante em ler também – Randy fala sobre a vida em um momento que sabe que está morrendo. Randy era professor e pesquisador nos EUA; ele foi convidado para fazer uma palestra na universidade e, apesar de já ter sido diagnosticado com um agressivo tumor no pâncreas, Randy decidiu falar sobre esse tema belo e controverso naquele momento: a vida.

E é sobre isso que Sonhe Mais fala também: sobre a vida, apesar de tocar tanto no assunto da morte. Isso porque, quando nos deparamos com ela – a morte – é justamente quando percebemos o quanto a vida é preciosa. Vivemos nossas vidinhas tão despreocupados (ou tão preocupados com bobagens) que esquecemos o quanto ela é frágil: a verdade, meus caros, é que não somos absolutamente nada. Somos um ponto muito pequeno no universo e, apesar de nos sentirmos às vezes dessa maneira, não somos imortais; pelo contrário, somos irremediavelmente mortais. Basta uma pequena mudança no curso da nossa rotina e a vida escorre por nossos dedos sem que tenhamos tempo para nos dar conta disso.

Através dos olhos de Jai enxergamos o outro lado da história de Randy; a história da triste batalha dos dois e, principalmente, da solitária caminhada de Jai. Quem olha de fora tem a impressão errada que pacientes diagnosticados com câncer e seus cuidadores são heróis estoicos, que sempre enfrentam as adversidades que a vida os impõe com coragem e altruísmo. A realidade não é bem assim. Pacientes e cuidadores são humanos, frágeis e muitas vezes se cansam dessa jornada imposta pela vida; o único problema desse tipo de jornada é que o câncer não dá pausa para respirarmos, para ficarmos cansados. Ele exige tudo e mais um pouco do paciente e, em especial como é descrito nesse livro, do cuidador.

“(…) presos às entranhas do labirinto do câncer, onde não havia luz do sol e o tempo era medido pelas gotas caindo das bolsas de medicamento. O câncer faz mais do que se apossar do corpo; ele tira o tempo, controla a agenda, toma conta do dia. O paciente e o cuidador estão completamente nas mãos dele.”

Quando Randy fora diagnosticado com câncer de pâncreas – um tipo agressivo que dificilmente tem cura – o casal estava no auge de sua vida. Eles tinham acabado de ter sua terceira filha e ainda tinham os outros dois meninos mais velhos que eram jovens demais para entender o que estava acontecendo com o pai. Ou seja, para Jai, esposa, mãe e cuidadora, a vida ficara um milhão de vezes mais complicada. Ela precisava apoiar e cuidar do marido, educar e dar atenção aos filhos pequenos, aprender a gerir a casa e, mais que tudo isso, conviver com o fato de que era muito provável que, em breve, precisaria fazer tudo isso sozinha. Eu não sei dizer – e acho que nem a autora conseguiu isso – o que é pior: conviver com a perspectiva da perda, do fato triste e irrevogável que uma pessoa querida vai ser tirada de você e que ela jamais vai acompanhar certos momentos como o nascimento ou o crescimento de seus filhos, as suas conquistas e alegrias, e tantas outras coisas que você gostaria de dividir com ela; ou a perda de fato, a ausência fria e silenciosa do ente querido após sua partida, a saudade e o vazio que ele deixa após a morte.

Jai precisou deixar – por algum tempo – seus filhos sob o cuidado de parentes para poder se dedicar ao difícil tratamento de Randy; ela precisou manter a calma nos momentos em que gostaria de gritar e ficar ao lado do marido. Ela sentiu a falta dos filhos pequenos assim como os filhos sentiram dela. Ela viveu por tempo demais – tempo que ninguém deveria viver – dentro de hospitais sentada em cadeiras desconfortáveis observando a vida do amor de sua vida se esvair nas mãos do câncer. Como sempre acontece, em algum momento, o câncer fingiu partir e Randy pareceu melhor; a família teve um período de alívio, acreditando que a doença poderia ter realmente partido para sempre, que as nuvens negras tinham finalmente passado. Porém, foi aí que veio a reincidência e as metástases (quando o câncer se alastra para outros órgãos do corpo) e, quando essa fase chega, a morte é um encontro certo no final de um túnel muito escuro, no qual caminhamentos lentamente ao lado do nosso ente querido para, no final, soltar com relutância sua mão e deixá-lo partir através daquela luz branda e ofuscante.  E aí que a luz se apaga, o túnel se fecha, e continuamos seguindo nossa própria caminhada, em nosso próprio túnel escuro, sozinhos.

“Eu não entendia que , mesmo que Randy vencesse o câncer, nossa vida nunca mais voltaria a ser o que era antes, pois a doença sempre estaria à espreita, nas sombras, escondendo-se nos cantos.”

Uma vez que o câncer passa pela vida de alguém ele jamais vai embora, não importa se a pessoa venceu a doença e se curou, não importa se ela partiu após a dura batalha. No primeiro caso, sempre há o temor que a doença retorne; o câncer pode voltar a qualquer momento, em qualquer lugar. Já no segundo caso, quando a morte chega e leva a pessoa, o câncer também continua à espreita, como uma sombra ou um fantasma, como uma espada que sempre está sob nossas cabeças. Jai também fala sobre isso quando lembra que seus filhos poderiam um dia cair na armadilha da doença do pai devido à hereditariedade. Esse é um alerta que fica ao ler o livro: se você teve algum parente que sofreu de câncer, procure um médico e realize os exames preventivos periodicamente. Não importa o quão longe o câncer pode parecer distante de nós, ele sempre pode nos alcançar.

Além de falar sobre o câncer, o marido, a família e sobre seu trabalho de cuidadora, Jai também fala com sensibilidade sobre o luto. Com a certeza que a morte os alcançaria, Jai e Randy cuidaram juntos de todos os preparativos para esse dia. Pode até parecer um pouco mórbido: os dois escolheram antes da morte desde o caixão até detalhes do funeral. Mas esse foi um cuidado que Randy teve para que Jai se preocupasse apenas com sua dor quando ele se fosse. E isso é importante: quando uma pessoa querida morre, nós queremos apenas sentir nossa dor. Jai toca em muitas feridas – dela e dos leitores – quando descreve o próprio luto e a reconstrução de sua vida. Muita gente à nossa volta diz para simplesmente “seguirmos em frente”. Sinto muito, mas esse é o tipo de conselho óbvio, irritante e até mesmo insensível; não é algo que precise ser dito porque é simplesmente o que é preciso fazer. Não há caminho a seguir senão em frente. Não há como voltar no túnel escuro e recuperar a pessoa amada, a felicidade perdida. Isso é impossível.

“Quando um sonho se despedaça, devemos recolher os cacos e criar um novo. Não será o mesmo que aquele que quebrou, mas podemos esperar que seja tão vibrante e tão fascinante quanto o anterior.”

O que é possível sim é encontrar outra felicidade, um pouco diferente daquela que estávamos acostumados, mas ainda felicidade; o que é possível é construir uma nova vida, com novos sonhos, e, infelizmente, isso não é uma fórmula com um tempo pré-determinado. Cada pessoa tem seu tempo; Jai teve o dela, ela ficou triste, ela se sentiu sozinha, ela teve depressão. Os filhos dela também tiveram seu próprio tempo. Jai fala sobre o primeiro ano, que sempre é o mais difícil. O primeiro ano após a partida da pessoa amada é aquele em que você pensa “há um ano atrás ela estava comigo e fez isso e isso e aquilo…”. Dizem que depois desse ano as coisas melhoram sensivelmente apesar da saudade nunca nos abandonar. No primeiro ano não existem festas nem feriados; não existe Natal, Ano Novo, Páscoa, Dia das Mães, Dia dos Pais, aniversários. E não adianta a família e os amigos dizerem que essas datas precisam ser comemoradas porque simplesmente não há o que comemorar. Um dia haverá, mas não hoje. Um dia serão criadas novas tradições, mas não agora. Um dia haverá novos sonhos e isso é outra mensagem que Sonhe Mais deixa para o leitor: continuar sonhando, mesmo que nossos antigos sonhos tenham sido despedaçados. Sonhar novos sonhos, remendar os antigos, mas jamais perder a capacidade de sonhar, pois é isso que move a vida.

Abaixo, confiram um belo vídeo falando um pouco sobre Sonhe Mais  e autora Jai Pausch (em inglês).

http://youtu.be/bTe-FuwuU3w

E também um vídeo mostrando um pouco mais de Randy Pausch e algumas cenas que aparecem no relato de Jai como o abraço e o beijo do casal na última palestra de Randy, a viagem da família à Disney e um pouco da entrevista de Randy à BBC (legendas em português).

Ficha técnica:

Nome: Sonhe Mais
Autor: Jai Pausch
Páginas: 256
Editora: Novo Conceito
Onde comprar: Livraria Cultura / Amazon (e-book)
Minha avaliação: 

Livro gentilmente cedido em parceria para resenha pela Editora Novo Conceito.

E quem leu essa resenha até aqui será recompensado por uma promoção valendo o livro Sonhe Mais + marcador. Participem!

 

a Rafflecopter giveaway

 

Regras gerais: sonhe_mais_kit

– O sorteio vale de hoje 08/04/2013 até o dia 22/04/2013;
– O envio do prêmio será feito em até 30 dias, via correios;
– Caso o ganhador não responda ao nosso contato em 48 horas, o sorteio será refeito;
– É preciso ter um endereço de entrega no Brasil;
Não serão aceitos perfis fakes/criados somente para promoções;
– Comentários na resenha que não sejam pertinentes ao conteúdo da mesma não serão aceitos e o participante será desclassificado do sorteio. Não serão aceitos comentários do tipo “participando” ou “adorei sua resenha” ou qualquer comentário raso que demonstre que o participante não leu minimamente o conteúdo do post;
– A promoção é válida em todo território nacional, exceto para a equipe do blog Por Essas Páginas.

 

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Comments

    1. Perdi minha mãe e sei o quanto é terrível. O livro retrata bem essa situação horrível que muita gente já sofreu ou está sofrendo. É uma leitura cruel, porém tocante.

  1. Acho que esse é um assunto delicado, todo mundo já teve ou tem alguém com câncer na família.
    Acho que o mais importante é estar preparado emocionalmente para lidar com isso e com pessoas com essa doença.

    1. Infelizmente, Erica, nós jamais estamos preparados emocionalmente para lidar com essa situação e com essa doença, mesmo que já tenhamos casos na família anteriormente. Ela sempre nos pega de surpresa, sempre arrasa toda a família por completo, deixando um rastro de destruição e de dor. A única coisa que podemos fazer é realizar os exames preventivos, não importa se já tivemos ou não casos na família – mas se tivermos, é ainda mais urgente realizar esses exames. Mas se preparar para essa dor… infelizmente é impossível.

  2. Karen,
    Eu vi algumas das entrevistas do Randy na Oprah e via a esposa dele que ela deveria estar sofrendo horrores com isso. E já li o Lição Final em 2 horas de tão bom que achei o livro. Esse Sonhe Mais deve ser mega emocionante, saber como lidar mesmo com tudo isso que o cancer atropela. E como foi ela lidar com a perda do marido. Já quero muito ler esse livro. Lembro bem no dia que ele morreu. Muito triste, pois formavam uma bela familia.
    Beijos
    Adriana

    1. Oi Adriana!
      Pois é, procurei entrevistas e vídeos da época que Randy estava doente e, em algumas delas, a Jai parecia mais abatida até mesmo que ele, esgotada após tamanho sofrimento. Eu quero muito ler A Lição Final, acabei fazendo o caminho contrário, mas no meu caso foi melhor, pois tudo o que a Jai disse no livro foram várias coisas que passei, de maneira que seu relato me tocou profundamente. Eram uma família mesmo muito bonita… Os filhos eram muito pequenos quando Randy faleceu, é triste demais conhecer essas histórias.
      Acho que você vai gostar muito do livro, Adriana!
      Beijos!

  3. Que legal que a autora é esposa do autor de Lição final, eu li esse livro e é tão lindo, tão tocante…com certeza Sonhe Mais nos traz uma historia linda e triste, mas pelo que li na resenha, também nos traz belas lições de vida, vou le-lo assim que possível…parabéns pela linda resenha, bjão!

    1. Adriana, o livro é mesmo lindo e traz lições muito importantes, seja para quem já passou por algo semelhante, seja para quem não passou por isso. Quero muito ler A Lição Final, pelo que Jai fala em Sonhe Mais e pelas entrevistas que vi parece ser fascinante, assim como era Randy.
      Beijos!

  4. Já imaginava que esse livro seria emocionante, mas não tanto assim!!
    A dor de perder quem amamos é terrível e leva um tempo para cicatrizar. Gostaria de ler essa trama em breve.

    1. É um livro muito emocionante mesmo e também muito cruel. A ferida não cicatriza rápido, posso garantir, e isso nós vemos no livro também.

  5. Só de ler a resenha dá para perceber que o livro tem uma história bem intensa e emocionante! Já tinha ouvido falar sobre o Randy mas só agora fiquei sabendo de sua ligação com a autora. É triste mas de certa forma sua memória está sendo honrada com este livro e pode servir de inspiração para milhares de outras pessoas =]

    Bjs
    @Tibiux

    1. Pois é, eu acabei conhecendo a história do Randy através da Jai e agora estou com vontade de ler A Lição Final também. O trabalho de Jai – com esse livro – e também nas instituições é inspirador, ela realmente ajuda no que pode no combate ao câncer e no apoio aos pacientes e cuidadores.

  6. Achei muito bom esse livro. Por se tratar de vida e de morte exatamente, ele parece ser humano e bonito de um modo meio triste. Gostei desse livro e fiquei querendo ler. Essa parte de ler relato é que achei mais interessante, fica diferente de ler, mais legal talvez. Bacana esse livro heim? Acho que vale a pena mesmo a leitura.

    1. O livro é muito bonito e muito cruel, Cristina. A parte de ser um relato é exatamente por ser uma história real, então a autora não quis transformar o livro em um romance, mas sim desabafou o que sentiu em sua trajetória com o marido à beira da morte. Uma situação terrível.

  7. Li o livro de Randy e me emocionei demais. Acho que agora, com Jai falando de sua dor e sofrimento e de como encarou a vida – que continua, independente de sua dor – com seus filhos. acho que é uma catarse, para que ela vire a página e prossiga.

    1. Eu quero muito ler o livro do Randy! Acho que o livro da Jai complementa muito o dele, mostrando o lado mais íntimo da história dos dois. E realmente é como você disse, o livro é uma ajuda para quem já passou ou está passando por isso, e também para a própria Jai, para que ela prossiga.

    1. Natália, como está descrito nas regras no post e no aplicativo, comentários que não são pertinentes ao conteúdo da resenha serão desclassificados.

  8. Será que consigo ler esse livro sem me matar de chorar ou desenvolver minha hipocondria mais ainda?! Espero que sim! Livros assim são lições de vida.

    Miquilis

    1. Não, a gente não consegue ler esse livro sem chorar, Bruna… Pior ainda quando se passou pela situação e sofreu como Jai e Randy sofreram.

  9. Câncer realmente é uma doença que muda a vida de toda a família. Sei disso porque já passei por isso. Enfim, esse livro parece ser realmente tocante. Aqueles livros que você ler com a mão no coração e entra fundo na história. Lindo!

    1. Pois é, Alyne… só quem viu de perto essa doença horrível realmente entende o quanto ela dilacera as pessoas, a família… Ela muda a vida de todos. Esse livro mostra isso profundamente.

  10. Ai esse livro tem uma temática bem espinhosa, e embora eu não costume evitar leituras difíceis não sei se é o livro indicado para mim nesse momento. Acho que preciso de algo que não me faça chorar pois venho de uma sequência de leituras um tanto pesadas.

    1. Pois é, Cris, é uma leitura difícil mesmo. Bem pesada. Mas, se quiser leituras mais leves – às vezes a gente precisa! – recomendo esperar mais alguns dias, logo começaremos outras promoções de alguns livros mais leves, alguns da Novo Conceito mesmo!

  11. Que história mais linda e emocionante. Acho que no momento gostaria de ler algo inspirador e e motivador, algo que dê esperança mesmo para as situações mais difíceis. Adorei o quote agora tenho certeza de que irei adorar.

  12. As pessoas costumam fugir de algo assim mas vai acontecer com todos nós alguma hora.
    Parece ser um livro maravilhosa e gostei da capa, gosto de livros que nós fazem pensar e refletir sobre a vida e a perda que está o tempo todo nós rondando .

    1. É, infelizmente é o caminho da vida. Uma hora inevitavelmente perdemos algum ente querido. O livro é bastante reflexivo mesmo, Cristiane.

  13. assunto delicado. a mãe da mulher do meu tio teve cancer de mama e sofreu muito, ela pensou em quase desistir, mas esta melhor agora mesmo sem um dos seios. com certeza uma guerreira. o livro deve ser forte…

    1. Que bom que ela conseguiu se curar, Kathlleen! Essa doença é horrível, mas é muito bom saber que algumas pessoas conseguem vencê-la. Existem alguns tratamentos plásticos que ela pode fazer para cuidar desse seio… Para as mulheres é muito difícil, é perder uma parte do corpo. Mexe muito com a nossa auto-estima.

  14. Histórias que fala sobre tais doença acaba sendo super triste. Lembro-me de Como Viver Eternamente. Uma história terrível. Com uma criança, principalmente. Quero mesmo ler o livro, sou fascinado por histórias assim, mesmo sabendo que o conteúdo do livro irá me deixar um pouco abalado. A resenha acaba ajudando a aguçar a curiosidade. Mas há tempos eu tento ler esta obra.

    1. Geralmente histórias sobre essa doença deixam marcas profundas na gente. Já li “A Culpa é das Estrelas” e também vi aquele filme “Uma prova de amor”, ambos são dilacerantes, mas muito bons. Só que “Sonhe Mais” é uma história real, o que ainda nos afeta mais. Mostra como isso pode também nos abater.

  15. Eu li A Lição final e foi um livro que eu gostei bastaste da forma como Randy tratou sua doença e viveu sua vida, uma pessoa bastante criativa, prática e inteligente, quando terminei de ler o livro sempre me perguntei como ficou a família dele, achei bem legal a esposa dele escrever esse livro, com certeza irei ler.

    1. Eu quero muito ler A Lição Final, Cinthia! Pelo que a Jai fala do marido, Randy era brilhante e eu gostaria de ler suas palavras sobre o assunto e sobre a vida. Ler a outra parte da história é sempre bacana.

  16. livros que falam sobre esse tema sempre mexem muito comigo, afinal, quem nunca perdeu um ente querido pra essa terrivel doença.

  17. Que resenha linda, Parceira. Impossível não me emocionar ao ler suas palavras e pensar no que você passou, no que você ainda passa. Eu tenho vontade de ler o livro do Randy há anos, e inclusive me recuso a ver o vídeo da palestra dele enquanto não tiver meu exemplar em mãos. Mas é o depois que eu mais tenho medo: porque enquanto você está ali com a pessoa doente, por mais difíceis que as coisas sejam, ainda há esperança mesmo que ela seja mínima… eu não consigo sequer começar a imaginar o que é isso, o que é perder alguém tão importante, tão especial. Parabéns pela resenha!

    1. Ah, Parceira… É muito difícil. A morte e a saudade começam no momento em que você se dá conta de que não existem mais esperanças. Algumas vezes isso é bem no fim, algumas vezes é muito cedo. Mas nada é tão irremediável quando a verdadeira ausência de uma pessoa que você ama. Às vezes fico imaginando que a minha mãe ainda está lá, sei lá, em algum lugar (sei que ela está, mas é de outro jeito, o jeito que imagino é a forma física, material…). É tão estranho admitir que ela não está mais presente.
      Eu vi alguns trechos da palestra do Randy, mas como você, resolvi que vou ler o livro antes de ver tudo. Mas o livro da Jai é incrível, é a visão contrária. É a visão do Randy que ele insistia em não passar para os outros: é a visão frágil, íntima e familiar do que eles passaram. Recomendo muito a leitura.

  18. Esse livro foi um dos melhores que já li. O jeito como ele fala que encarou a vida, toda a dor e o sofrimento, muito emocionante,e eu que nem sou sensível, quase não chorei haha

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