Resenha: Queda de Gigantes

QUEDA_DE_GIGANTESSinopse: Queda de gigantes é o novo épico de Ken Follett. O primeiro romance desta trilogia segue o destino de cinco famílias durante a Primeira Guerra Mundial e a Revolução Russa. TÍTULO ORIGINAL: FALL OF GIANTS. Aos 13 anos de idade, Billy Williams entra em um mundo de homens nos poços de mineração da Gália. Gus Dewar, um estudante de direito norte-americano sem sorte no amor, encontra uma carreira nova e surpreendente. Dois irmãos órfãos russos, Grigori e Lev Peshkov, embarcam em caminhos radicalmente diferentes separados por metade do mundo quando seus planos de emigrar para os Estados Unidos falham por causa da guerra e da revolução. Estes e muitos outros personagens têm suas vidas intimamente entrelaçadas em uma saga que se desdobra em drama intrigante e complexo. Queda de gigantes vai de Washington à São Petersburgo, da sujeira e do perigo de uma mina de carvão aos candelabros brilhantes de um palácio, dos corredores do poder para os quartos dos poderosos. Como sempre acontece com Ken Follett, o contexto histórico pesquisado é brilhante e a ação processada em movimentos rápidos. Os personagens são ricos em nuances e emoção. Está nascendo um novo clássico. (Fonte: Skoob)

Me apaixonei perdidamente por Ken Follett desde o primeiro livro que li (Mundo Sem Fim – Aguardem Resenha).

Ele tem uma forma única de escrever romance histórico que cativa o leitor de forma que você até se esquece que o livro tem umas 600 e tantas ou mais páginas e quando você chega ao final, gostaria que tivesse mais 600 e tantas páginas.

No caso de Queda de Gigantes, a linha que une toda a história é a 1ª Guerra Mundial. Graças a este livro aprendi muito mais sobre a Revolução Russa e sua importância em relação à 1a Guerra, e principalmente, sobre o estopim da 1a Guerra Mundial, a morte de Francisco Ferdinando, qual a importância da Guerra dos Bálcãs e muitos outros fatos históricos (como, por exemplo, o Domingo Sangrento de 22 de janeiro de 1905 em São Petersburgo).

O livro aborda a vida de cinco famílias diferentes, de diferentes níveis econômicos e classes sociais, em cinco países diferentes (EUA, Reino Unido, Rússia, Gales e Alemanha) que, em algum ponto da história, se cruzam, durante o período de mais ou menos 1 década (de 1911 a 1924). Achei muito interessante o autor utilizar cinco nacionalidades diferentes, diretamente envolvidas nos fatos que levaram à 1ª Guerra como personagens principais. É um canal interessante para apresentar os fatos ocorridos em cada um dos 5 países através das experiências pessoais destes personagens no desenrolar dos acontecimentos.

Mesmo com tantos personagens, é comum o leitor ter seu preferido. No meu caso foi Maud Fitzherbert, uma mulher decidida, inteligente e de personalidade forte, que se torna uma sufragista.

Sou muito curiosa e saber que o livro é um romance histórico me fez querer saber mais detalhes, por isso, cada vez que pegava o livro pra ler abria minha Wikipedia no celular e ficava acompanhando o livro caçando personagens e acontecimentos históricos para aprender ainda mais.

Para aquelas pessoas que não são muito fãs de história, por favor, não fiquem mal impressionadas… prometo que vale a pena ler e que irão se apaixonar. Não tem como! A escrita de Ken Follett é consistente, precisa, sua profunda pesquisa é quase perfeita.

Como todo autor de romances históricos, Ken Follett às vezes é bastante criticado por estudiosos ou apreciadores da história. Dizem que ele faz uso de muitos estereótipos, que sua pesquisa histórica não é perfeita, que ele é previsível e permeia suas obras de opiniões próprias (essas observações podem ser encontradas no book review do NY Times, em alguns comentários do site goodreads.com e outros veículos similares).

Antes de mais nada… é claro que ele exprime opiniões próprias, ele é o autor, ele pode sim tomar esta liberdade. Seus livros não são biografias, não são livros de história… são romances históricos, ou seja, ficção histórica. Ele utiliza fatos e personalidades da história como palco para desenvolver sua ficção. Pode ser que os fatos históricos não sejam perfeitos, mas se você tiver curiosidade em saber mais, pode pesquisar. Minha leitura pode ter demorado mais, mas adorei parar e pesquisar quando me deparava com um fato ou personalidade e queria saber mais. (Muito nerd?!?! rsrs)

Independentemente de fatos históricos, curiosidade excessiva ou do lado nerd à flor da pele, o romance, por si só já cativa. Como os capítulos trazem os personagens meio que de forma intercalada, a curiosidade vai aumentando, porque você pode querer saber o que aconteceu com este ou aquele personagem e pode demorar alguns capítulos para ter notícias dele. Não sei com vocês, mas comigo isto funciona maravilhosamente bem! rsrs

Espero ter causado uma pontinha de curiosidade!

Enfim, aproveitem a Bienal que está chegando e que tem a presença confirmada de Ken Follett para se jogarem na leitura. Ah, e aproveitem já para continuar a acompanhar a vida destes mesmos personagens de Queda de Gigantes e de seus descendentes em “O Inverno do Mundo”, o segundo livro da trilogia “O Século”. O terceiro livro está previsto para agosto.

Ficha Técnica

Título: Queda de Gigantes
Autor: Ken Follett
Editora: Sextante
Páginas: 912
Onde comprar: Livraria Cultura/Livraria Cultura (e-book)/Amazon
Avaliação: 

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  • Douglas Fernandes disse:

    Nuuu 912 páginas… O.o *-*
    Eu não li nada do autor, mas parece que é bom né
    Achei que fosse da editora Sextante
    as vezes assusta esses livros grandes né, eu to lendo A dança da morte – Stephen King, o livro tem 1248 páginas, passei das 900 ontem, mas ja faz um tempo que comecei a ler ele, mas o problema é que ja li outros livros, acho que ja li uns 6 ou 7 livros… hahahahaha
    mas agora eu peguei ele firme e promeri a mim mesmo que terminaria de ler.

  • Drika disse:

    Oi Douglas
    Desde 2011 os livros de ficção da Sextante são publicados sob o selo Arqueiro. E o selo Sextante desde então publica somente livros de autoajuda.
    Quanto ao número de páginas, sei que assusta, mas não dá mesmo pra perceber.
    A leitura é bastante dinâmica, sempre há coisas interessantes acontecendo e não deve demorar tanto não.
    Eu confesso que devorei! rsrs
    Se preferir começar com outros livros indico “O Buraco da Agulha” e “A Chave de Rebeca”. São bem menores, muito interessantes e você já se familiariza com o autor.

  • Fabiana Strehlow disse:

    Uma pontinha de curiosidade, Drika?
    Chega até a me dar coceira de vontade de ler essa trilogia.
    Só não li ainda, porque gosto de terminar um livro e já engatar no seguinte para não perder a linha de raciocínio. Estou guardando ansiosa o lançamento do terceiro livro para dar início ao meu encontro com Ken Follett.
    Amo tudo o que diz respeito à história e geografia!

  • Drika disse:

    Oi Fabiana
    Não vai ter que esperar muito mais. O 3o livro deve sair agora em agosto. E tenho certeza que você vai querer ler na sequência e rapidinho!
    Sou suspeita porque Ken Follett é um dos meus autores favoritos. Mas realmente é uma ótima leitura!

  • Nayara disse:

    Drika!!!
    Fiquei super animada em ler esse livro! Por que, no colegial, nós não liamos esses livros para ajudar nas provas de história?? Hahaha. Pra mim seria ótimo, e um jeito bem mais legal de aprender! hahaha.
    Adorei a resenha – parabéns! – e com certeza colocarei aqui na minha lista!
    Beijos

  • Drika disse:

    Obrigada Nayara
    Pois é, seria tão mais fácil aprender história assim. rs
    Tenho certeza que você vai curtir.
    Beijos

  • Shadai disse:

    comecar pelo fim: 912 paginas??? meu deus, nao conseguiria encarar esse livro, nem se fosse uma historia que me chamasse muita atencao.
    e, como nao sou fa de romance historico, e com muitos personagens e muitos acontecimentos, nao me interessei.
    mas, minha mae, professora de historia certeza iria gostar!

  • Drika disse:

    Oi Shadai
    Olha, o número assusta, né! Mas vou te dizer… não dá pra perceber. A história é tão interessante e bem escrita que você não percebe!
    Mas realmente é uma questão de gosto, senão fica parecendo que tem o dobro de páinas! rsrs

  • ana maria disse:

    Linda resenha. Para quem já leu o livro, a resenha caiu como uma luva.
    Para quem não leu, chamou a atenção e aguçou a curiosidade (espero…)
    Eu já li há tempos e fiquei com vontade de rever alguns tópicos.

  • Drika disse:

    Obrigada, Ana Maria
    Com o lançamento do 3o volume chegando, também fiquei com vontade de rever algumas partes.

  • Resenha: A Rainha Branca e A Rainha Vermelha « Por Essas Páginas disse:

    […] já contei pra vocês no post de Queda de Gigantes, sou fãzona de romances históricos. O interessante, pra mim, nestes romances é que os fatos em […]

  • Michele Lopez disse:

    Nossa, se soubesse que os livros do autor seriam tão bons, teria comprado em uma promoção da submarino que vi rsrs
    Gostei bastante da resenha e realmente a forma que o autor escreve parece ser muito cativante, prendendo o leitor até o último ponto final do livro.
    Pretendo procurar para ler e espero que os livros dele entrem em promoção novamente.

  • Cristyan disse:

    O melhor da trilogia, em minha opinião foi o Inverno do mundo. Esse abordara com mais radicalismo os fatos, por mais que com o toque de pessoalidade do autor. No entanto, quase perfeitos são também os demais da trilogia!!!

  • Luiz Fernando Verginio disse:

    Li Queda de Gigantes, Inverno no Mundo e As Espiãs do Dia D. Me apaixonei pelas três obras e estou ansioso para conhecer e devorar outras obras de Ken Follet. Parabéns ao autor que consegue cativar da primeira a última página, sempre deixando aquele gostinho de quero mais….

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