Resenha: Sapphique

Há muito, muito tempo eu li Incarceron e simplesmente adorei! Então, quando Sapphique foi lançado, eu logo adquiri,  mas acabei postergando a leitura até agora. Esse foi o primeiro livro sorteado pelo meu projeto do TBR books Jar. Não perdi tempo e logo comecei a leitura. E ela é tão envolvente quanto o primeiro livro.

SAPPHIQUESinopse: Na escura Incarceron, os prisioneiros contam as histórias de um homem lendário: Sapphique, o único detento capaz de escapar da terrível Prisão. Há centenas de lendas a seu respeito, mas será que alguma delas é real? Attia e Keiro acreditam que sim. Quando descobrem que um mágico maluco chamado Rix estaria com a luva perdida de Sapphique, eles resolvem roubá-la. Enquanto isso, no Reino, Finn já não acha tão fácil ser um Príncipe, e se vê às voltas com dúvidas a respeito de sua própria identidade. Quem somos nós? Podemos fazer tudo aquilo que os outros esperam de nós? Podemos escapar de nós mesmos? Viva os terrores da Ala do Gelo, um duelo, um baile de máscaras e a temível ira de uma Prisão determinada a abandonar seus detentos à infinita escuridão e à morte. Fonte

A resenha contém spoilers de Incarceron, mas que praticamente já foram contados na sinopse, então leia sem culpa porque não vão prejudicar sua leitura.

Temos aqui a narrativa dividida em dois cenários, com perspectivas diferentes de vários personagens: seja no mundo exterior, com os pontos de vista de Finn, Cláudia e Jared, seja em Incarceron com o ponto de vista de Attia.

Por um lado, em Incarceron, Attia tenta conseguir a luva de Sapphique com um plano bem elaborado entre ela e Keiro, então recebem uma proposta tentadora da própria Prisão, o que divide a opinião dos dois. Por outro, temos Finn e Cláudia no Exterior, onde Finn/Giles tem que se tornar um príncipe, mas não consegue se lembrar de sua vida antes de Incarceron, o que dificulta sua credibilidade como membro da realeza. Para dificultar ainda mais, a rainha descobre um outro rapaz que reivindica o trono como o verdadeiro príncipe Giles, o que faz Cláudia e Finn terem dúvidas sobre quem ele realmente é.

Recheado de cenas de ação dignas de Matrix, Saphiqque adentra ainda mais na mitologia criada pela autora, com o mundo guiado por um Protocolo que já estava em decadência, grupos de oposição à corte dispostos a qualquer coisa para mudança, uma Prisão que quer se libertar dela própria, sem se importar com quem ficar em sua casca vazia, escura e fria. A lenda de Sapphique é o grande mistério e mesmo trunfo dessa história, envolvendo o sobrenatural/mágico com o tecnológico, de modo que não conseguimos chegar a um parecer antes do final do livro.

Não esperem um final 100% conclusivo. A autora deixou algumas partes em aberto, mas isso não tira o mérito da leitura. O choque de realidade é muito grande e talvez não agrade aos leitores, principalmente os que gostam de finais felizes e romances. Mas também traz uma mensagem de esperança e de recomeço, por isso não tinha como ser diferente.

Os personagens continuam marcantes. Nenhum deles é herói ou bonzinho, nem mesmo Finn, que poderia ser considerado ingênuo, mas muito se engana se pensam que ele pode ser levado na conversa. Cláudia é uma personagem um tanto manipuladora e com fins mais egoístas, não sei ainda dizer se gosto dela ou não. Eu diria que ela é tão vilã quanto a Rainha, mas tem mais escrúpulos. Jared mostra que é muito mais do que um simples Sapiente, arriscando sua própria vida em defesa de seus amigos. De todos, acho que ele é o personagem mais fiel.

Rix é um personagem muito curioso, introduzido nessa segunda parte, um tipo de mágico e ladrão. A participação dele no final é crucial. Keiro e Attia, embora se tratando com desprezo, parecem se completar e estão sempre entre idas e vindas – mas não esperem romance por aqui, o livro não trata disso e nem dá tempo de tratar, com tanta coisa acontecendo. A Rainha demonstra ser mais cruel do que pareceu no primeiro livro e tem mais participação e até o Guardião consegue nos surpreender com suas atitudes (nem todas boas, mas também não tão ruins).

Concluindo, eu recomendo muito essa série para quem gosta de distopias e ficção científica. Espero que não se decepcionem; eu particularmente não me decepcionei, mas sim, fiquei com gostinho de quero mais no final.

Ficha técnica:

Nome: Sapphique
Autor: Catherine Fisher
Páginas: 360
Editora: Novo Século
Onde comprar: Livraria CulturaSaraiva / Amazon
Minha avaliação:

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  • Becca Martins disse:

    Oie!
    Eu não sou tão fã de livros distópicos e nem de ficção científica, então acho que vou deixar passar, mas parece ser uma história interessante, apesar do gostinho de quero mais no final.
    Beijoss!!

  • Lucy disse:

    Oi, Becca!
    Que pena que você não curta. Poderia dar uma chance para essa série, é bem legal!
    Bjs

  • Gustavo disse:

    Ah finalmente a resenha do segundo livro, esperei por uns anos mas não decepcionou kkkk. Eu adoro esses livros, agradeço muito a indicação (sério, eu nunca saberia deles se não fosse por você kkk). Eu odeio aquela rainha, mas achei o maximo o que aconteceu no final (sabe, o Treco do “holograma” no mundo?) e queria que tivesse mais um livro para fechar com chave de ouro, mas mesmo assim esse livro vale a pena. Adoro que os personagens realmente não são totalmente bons ou ruins, e da aquela dúvida de gostar ou não deles kkkk. Também não sei, ate hoje, se gosto da Cláudia kkk

  • Lucy disse:

    Oi, Gustavo! Sim, finalmente! hahaha
    Eu fico lisonjeada por você ter levado a minha recomendação a sério e ainda ter gostado! rsrs Dá uma olhada em outras resenhas bacanas pra se motivar mais! (particularmente eu acho que você ia adorar A trilogia do Reino, dá uma olhada nas resenhas de séries). A parte final foi muito surreal, ainda não dá pra saber se era só tecnologia ou se tinha algo mais sobrenatural, sabia? Fiquei de cabelo em pé! Eu gostei do final porque deu a entender que seria um novo desafio, então tinha que terminar ali. Talvez um livro com um “anos depois” fosse bacana, porque deixa saudade. rsrs
    E acho que eu mais desgosto do que gosto da Cláudia, viu? huahauhaua
    Bjos!

  • Larissa Oliveira disse:

    Olá! Não conhecia essa série e confesso que fiquei curiosa depois da sua resenha. Eu adoro distopia, ficção científica um pouco menos, mas, pelo visto, deu uma mistura boa rs. Os personagens, pelo que percebi, são bem desenvolvidos e deixam o leitor meio que confuso em relação ao seus sentimentos por eles. Gosto disso haha. A capa do livro é linda! Adorei a resenha e a dica de leitura!

  • Lucy disse:

    Oi, Larissa! Confere também a resenha de Incarceron, que é o primeiro livro! :D As capas dessa série são maravilhosas e a capa tem MUITO a ver com a história! Espero que se você der uma chance para a série você goste!
    Bjos!

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