Resenha: Sob o Véu do Tempo

Sob o Véu do TempoFicha técnica:

Nome: Sob o véu do tempo

Autor: Anna Belfrage

Tradutor: A. J. Ventura

Páginas: 438

Editora: Cherish Books BR

Em um dia abafado de agosto de 2002, Alex Lind desaparece sem deixar vestígios. Em um dia igualmente sufocante de agosto de 1658, Matthew Graham a encontra em um pântano deserto escocês. A vida nunca mais será a mesma para Alex ou para Matthew.
Devido a uma série de ocorrências extraordinárias, Alexandra Lind é lançada três séculos de volta no tempo. Ela surge aos pés de Matthew Graham, um condenado fugitivo.
Arrancada de uma vida de conforto e modernidade, Alex lida com essa nova existência, que se torna ainda mais complicada no momento em que percebe que alguém de seu tempo a acompanhou até ali e que suas intenções não são boas.
A compensação para essa mudança brutal em seu destino vem na forma de Matthew, um homem que ela nunca deveria ter conhecido, tendo nascido três séculos depois dele. Mas, apesar de tudo, Matthew rapidamente a coloca sob sua proteção. Ele tem seus próprios fardos, e há algo em seu passado que poderá levá-lo morte. Às vezes Alex acha tudo excessivamente excitante, mas, em outras, deseja retornar à vida estruturada que costumava ter.
Como ela vai voltar? E mais importante, ela quer voltar?

Esse foi um dos primeiros livros disponibilizados pela Cherish para leitura, infelizmente eu demorei para ler e acabou que demorei mais ainda para resenhar, por conta de problemas que tive que enfrentar em plena pandemia (meu computador pifou… gente, que sufoco).

Agora eu vou explicar para vocês porque, apesar de ser um estilo que gosto muito, essa leitura não me agradou tanto.

Antes de mais nada, vocês precisam saber: Eu definitivamente não gosto de romance medieval. Raras exceções, mas sinceramente se tem uma época que não consigo ver muito romantizada é a época medieval. E não me dou bem com viagens no tempo, talvez porque a maioria (ou todos) os romances que li mostram viagens no tempo do período contemporâneo até… a era medieval.

Dito isso, eu sabia que leria um romance com essa temática. E decidi dar uma chance, porque afinal, vai que dá certo, né? Vai que eu goste.

Infelizmente não foi o caso.

O romance começa nos dias atuais, quando Alex, por algum motivo inexplicável, é atingida por um raio e sugada por uma fenda temporal, sendo literalmente jogada aos pés de Matthew Graham, em 1658. Ele é um fugitivo e os dois tem que se virar para conseguirem chegar a salvo à terra natal de Matt, que também busca por vingança.

Os dois passam a se ajudar e claro que ficam intrigados um com o outro. Também vemos o que acontece com as pessoas que são deixadas no tempo atual, a família e amigos de Alex. Ela se preocupa com sua família, e tenta encontrar uma forma de voltar, ao mesmo tempo que se vê cada vez mais envolvida com Matt.

“Outlander feelings” à parte, além de todos os perigos enfrentados em uma terra desconhecida, Alex passa a aprender a lidar com Matt – e ele com ela e a se adaptar à época em que se encontra. Mas eis que ela descobre que mais alguém a acompanhou em sua viagem no tempo, o que pode complicar muito a sua vida ali.

Como eu disse ali em cima, além de ter me arriscado em uma história com um cenário e tempo que não gosto muito, me deparei com personagens que não consegui me conectar de forma alguma. O começo já foi bem arrastado, um prelúdio do que estava por vir, e foi difícil torcer para o casal sem sal até pouco mais da metade do livro, já que Alex estava muito dividida sobre se queria voltar para sua realidade ou não e Matt se mostrava solícito para com as necessidades dela (como homem honrado que era), mas, ainda assim, um tanto apático para chamar a atenção.

Mas a questão é que é muito estranho que uma mulher independente, do futuro, que já superou várias barreiras, se torne submissa da noite para o dia depois de uma noite de sexo e que o cara em questão simplesmente declara que ela pertencia a ele e que todos os bens dela eram dele! Sim, eu sei que tem esse lance de “na época medieval era assim”, mas não consigo engolir essa transformação mágica que se deu na personagem, não sei se simplesmente por estar em um período estranho, ou por estar se sentindo sozinha e abandonada e ter alguém com quem se apegar, mas não funcionou comigo.

A conexão com a viagem no tempo e Alex se deu de uma forma que mistura magia e vingança ao longo do tempo, além desse romance que achei pouco coerente.

Lamento quem leu e gostou, eu já tentei dar chance a livros de época medieval e achei alguns bem bacanas, mas esse infelizmente não entra na lista.

Se você não se incomoda com esses elementos que mencionei, então prossiga com sua leitura e seja feliz! Afinal, não é porque não deu certo comigo que não pode dar certo com você! Sei que esse livro faz parte de uma série, mas dessa vez eu não vou acompanhar os demais volumes.

Esse livro foi gentilmente cedido em formato digital pela Cherish Books BR.

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  • Bianca Ribeiro disse:

    Eu não gosto muito de fantasia medieval, acho que é um tipo de livro que demora pra passar e eu fico muito nervosa com isso, eu sempre demoro pra entrar no mundo, é dificil achar um que me fisgue logo de cara.
    Triste saber que um livro tão grande não foi tão prazeroso assim, espero que a proxima leitura seja melhor.

  • Ivy Lacerda Montiel disse:

    Oiiii

    No geral eu adoro livros de viagens no tempo e já tive umas surpresas bacanas, mas não gostei dessa mudança brusca da protagonista, acho que também sentiria tudo muito pouco crível. Por ser “do futuro” o normal seria haver pelo menos algum questionamento dela, alguma revolta… enfim, complicado essas reviravoltas meio absurdas. Não sei se leria esse livro, tb não curto muito romance medieval… acho que não é uma leitura pra mim.

    Beijos, Ivy

    http://www.derepentenoultimolivro.com

  • Lilian Farias disse:

    Oi, eu não conhecia o livro e nem a editora e o questionamento que você levanta é bem pertinente sobre a personagem se tornar submissa da noite par ao dia, a não ser que questões da personalidade dela fosse expostas no livro que levasse a tal ação, mesmo assim, ela tem uma formação localizada em determinado tempo que não é o medieval, essas coisas quando não muito bem pensadas, me causam incomodo na leitura de modo que desisto.

  • Ana Caroline Santos disse:

    Olá, tudo bem? Poxa, uma pena o romance não ter funcionado. Ao contrário de você, romance medieval é uma das minhas temáticas de romance de época, apesar de achar que viagem no tempo já tá virando um enredo bem batido. Eu cheguei a ouvir falar sobre esse livro na editora, mas não tive a oportunidade de ler. Apesar das suas ressalvas, ainda quero tentar conhecer. Ótima e sincera resenha!
    Beijos

  • Viviane Almeida disse:

    A capa desse livro me lembrou outra história muito recomendada por minhas amigas que amam romance de época, se não me engano se chama “Amor nos tempos do ouro” ou algo parecido. Esses romances históricos apesar de muito interessantes, não funcionam comigo porque não consigo aceitar as regras impostas para as mulheres daquela época, eram humilhadas e tinham que aceitar tudo caladas.

  • Thayza Fonseca disse:

    Olá!

    Nossa eu só consegui enxergar Outlander piscando na minha cara, mesmo com algumas diferenças já que a protagonista tem mais controle da própria vida. Não temos muitos problemas com o gênero, nem com a época (até curto), mas precisa ter algo a mais para chamar a atenção, talvez um choque de comportamento, que pela sua resenha teve uma oportunidade e perdeu feio. Não me interessei, pelos seus argumentos eu já sei que passaria raiva do início ao fim. Mas valeu por conhecer a editora que eu não sabia da existência, vou dar uma olhadinha no catálogo deles.

    Obrigada pela opinião sincera.

    Beijos

  • Maria Luíza Lelis disse:

    Oi, tudo bem?
    Eu amo romances de época, mas li poucos medievais. Esse tem uma premissa bem legal, que pena que não funcionou bem com você. Tem algumas questões que você citou que eu acho que também me incomodariam, especialmente a mocinha se tornar tão submissa e tão rápido. Mas adorei a sua resenha e a sinceridade com que falou sobre a obra.
    Beijos!

  • Dayhara disse:

    Olá, tudo bem? Que pena que a leitura não tenha funcionado para você, quando é assim, arrastada demais, realmente fica muito difícil. Eu também teria dificuldade para engolir essa história de transformação tão facilmente. Obrigada pela resenha sincera.

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