Resenha: Super desapegada


Tem um tempinho que a Jaqueline me mandou seu livro de estreia para ler e, se possível, resenhar. Eu não me fiz de rogada e claro que aceitei. Demorei um pouco para ler, mas enfim eu consegui e gostei bastante da leitura! Então vamos ver aqui a minha opinião sobre o livro.

SUPER_DESAPEGADASinopse: Raquel faz o maior sucesso na internet. Seu blog “Super Desapegada” motiva mulheres a se valorizarem e prega a autoestima sem a presença constante e essencial de um companheiro. Mas fora da web, Raquel não é tão descolada assim… Ela sempre teve um amor platônico por seu melhor amigo de infância, Alan. Mas no aniversário de 30 anos de Raquel, ela descobre que ele está noivo de Bianca, a irmã caçula de seu rival nos tempos de escola, Eric. Para conseguir acabar com o casamento, e conquistar de vez seu grande amor, Raquel precisa se aliar ao sarcástico Eric. Mas logo ela começa a perceber que a união pode render muito mais do que ela imaginava e a aprender que para praticar o tão estimado “desapego” é preciso abrir seu coração para novas experiências… e quem sabe para um novo amor. Fonte

A história começa com uma lembrança de Raquel de seus quinze anos e descreve o momento em que ela se apaixona perdidamente por Alan. No capítulo seguinte, já partimos para um post de seu blog “Super desapegada”, mostrando inclusive a tela em forma de corpo de texto, simulando mesmo uma postagem de blog, mostrando as tags e tudo o mais.

“A decepção não te mata. Quem te mata, amiga, é você mesma, que fica se remoendo, andando para frente com o olhar por cima do ombro. (…) Temos que ter em mente que nascemos para vencer. E se uma pedra aparecer no nosso caminho para tentar nos impedir… ah, a gente passa por cima!”

Raquel, agora com seus trinta anos, continua apaixonada por Alan. Mesmo tendo saído e conhecido outros caras, ele é o que chamamos de “the one”, é o amor da vida dela. E nesses quinzes anos que se seguiram de amor platônico, ele meio que virou seu melhor amigo.

Aí já vemos um primeiro defeito da Raquel: Ela não se tocou da forma como Alan a via – e isso tem quinze anos! Eu percebia muito que ela era do tipo “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”, porque em seu blog ela treina o desapego, mas na vida real isso é mais complicado do que pensa. Além do mais, muito do que ela dizia era com base no que seus amigos a aconselhavam também.

“As pessoas escolhem demais, eliminando possibilidades, e depois reclamam da vida. Elas não deixam o destino agir. Por isso digo que com tanta gente no mundo, solidão é uma questão de escolha”.

Eis que no seu aniversário de trinta anos ela resolve FINALMENTE se declarar para seu amado, mas… Ele chega em sua festa acompanhado e simplesmente anuncia, em primeiríssima mão, que está noivo. E não de alguém desconhecida, está noivo da irmã mais nova de Eric, seu colega de infância, a doce Bianca.

Para completar o cenário, Raquel, que trabalha com assessoria de imprensa, é escalada para trabalhar em um evento de uma empresa de games que pertence ao próprio Eric. Unindo o útil ao agradável, apesar de não tolerar os comentários sarcásticos de Eric – que também não gostou nem um pouco da ideia do casamento – ela decide se aliar  a ele e tentar acabar com o casamento.

Com o aparecimento de Eric na história, temos também alguns capítulos sob seu ponto de vista. Ele gostou de reencontrar Raquel, que foi sua paixonite de adolescência, mas não correspondida, uma vez que ele sabia dos sentimentos dela por Alan e nunca se declarou. Em todo o caso, Eric ainda tinha o poder de fazer Raquel se irritar facilmente.

“Raquel era adoravelmente ingênua e a maneira como o tratava, com xingamentos e palavras atravessadas, era de uma sinceridade quase infantil.”

A partir daí, temos o desenrolar de uma trama muito gostosa de ler e com um plano para acabar um casamento que ficou longe de ser o foco da história. Confesso que gostava bastante dos conselhos da Raquel, embora ela mesma não seguisse a maioria (ou todos). Eric era mais pé no chão e a interação dos dois me lembrou muito Rony e Hermione e os frios na barriga quando os dois se encontravam e o clima esquentava e de repente aquela vontade de se ver quando reparavam em pequenos detalhes, enfim, adorei.

“Tudo era mais difícil com ele, mas, mesmo assim, parecia mais certo de alguma forma.”

Alan me pareceu certinho demais para a Raquel e me irritava como ela insistia em querer gostar dele. Inclusive, Raquel adota uma gata com intenção de permanecer perto de Alan, porque ele é veterinário! Isso eu achei bem injusto com a gatinha, mas vi que a Raquel pelo menos não era indiferente à gata (não apenas no quesito de cuidar, como pensei inicialmente, mas  de se apegar a ela). Menos mal.

Já o melhor amigo da Raquel, Ian, deu um show à parte. Ele foi meio que um anjo da guarda ali na história, sempre dando puxão de orelha quando Raquel precisava e tentando abrir o olho da amiga por várias vezes.  A outra amiga da Raquel, Gabriela, teve um papel mais secundário, sempre ouvindo, apoiando, aconselhando, mas não teve tanto destaque pra mim quanto o Ian.

Os demais personagens secundários também foram bem situados na história, gostei bastante da Bianca, que me pareceu um doce mesmo, mas sem ser falsa ou a “pura inocência”. A chefe da Raquel me lembrou a Umbridge de Harry Potter (urgh!), que mulher mais chata! Já a mãe da Raquel é a típica mãe que quer a filha bem casada e com família, mas que preza e respeita a independência da filha mesmo assim.

“Ser feliz requer esforço, já que a alegria muitas vezes está fora da nossa zona de conforto. (…) Se apegar não é o problema. É bom contar com a proteção e a sensação de segurança que algumas coisas nos dão. A questão, querida, é se apegar a algo sem sentido só por rotina.”

Quando eu li a sinopse do livro, eu avisei a Jaque: “Já sei como seu livro termina, mas já sei que vou gostar também”. A sinopse entrega um pouco o ouro, mas ela também dá a entender que se trata de uma coisa, quando na verdade se trata de outra coisa. Sabem o título? Então, se apeguem a isso.

Pouca coisa me incomodou na leitura: alguns erros de revisão que já repassei para a autora e também algumas partes da narrativa que achei que estendiam demais determinado assunto. Sabe quando você tem aquela conversa filosófica com você mesmo analisando seus sentimentos? Quando isso é descrito no livro, seja no ponto de vista da Raquel ou do Eric, principalmente no ponto de vista da Raquel (que no começo me pareceu obcecada e não apaixonada por Alan, pelo tempo que essa “paixão” durou), em algumas partes eu achei um pouco exageradas, a autora se estendeu demais na explicação. Mas isso não dificultou nem prejudicou a minha leitura, até complementava alguns pensamentos, mas talvez essa explicação pudesse ter sido mais objetiva,  menos extensa. Outra coisa que quero falar… É que o beijo que aconteceu no livro foi um dos mais bonitos que já li e me deixou arrepiada. Sem exagero.

Eu gostei da forma como os textos do blog foram colocados no livro, simulando mesmo a postagem de um blog. Uma coisa que me incomodou é que os capítulos ficaram “colados” uns nos outros, eu estou acostumada a terminar um capítulo e o começo do outro estar na página seguinte. Agora também não sei se foi algum erro na hora de mudar o formato do arquivo, provavelmente foi isso.

É um livro com um final previsível? Talvez sim, mas eu sempre achei mais interessante o recheio de um bolo e o desenrolar da trama de um livro, por isso recomendo a leitura, que é leve e divertida. Um prato cheio para quem gosta de romance e chick-lit.

Ficha técnica:

Nome: Super desapegada
Autor: Jaqueline de Marco
Páginas: 230
Editora: Independente
Onde comprar: Amazon
Minha avaliação: 

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Compartilhe:
  •  
  •  
  •  
  •  
  •  


  • Karen disse:

    Ai, adorei a capa! =) Que legal que a Jaque lançou um livro! É bem a cara dela, e eu já li um conto dela na época do Resort, ela tem uma escrita bem delicinha.
    O negócio dos capítulos grudados pode ser só falta da tag quebra de página do Word. =) O arquivo .mobi pega essas coisas.

  • Lucy disse:

    Sim, a Jaque tem mesmo esse toque pra Chick-lit, adoro!
    Ah, deve ser isso mesmo, Kakazinha! Já passei pra ela, ela vai dar uma olhadinha.
    Bjos!

  • Nivia Fernandes disse:

    Jaque, parabéns!!! =D Então, é romance leve, e o importante na maioria dos romances é isso mesmo, o desenvolvimento. O duro é que é verdade, damos bons conselhos para os outros, mas seguir é outra coisa.
    Eu não vou zoar a Raquel porque já fiz coisa semelhante sobre amor platônico… rs

  • Lucy disse:

    Oi, Nik! Hahaha
    Realmente, a gente dá bons conselhos, mas às vezes não conseguimos segui-los. Dureza!
    Bjs

  • Jullyane Prado disse:

    Essa capa é muito fofa!!! E a trama parece ser mais ainda!! é uma pena que a Raquel não siga seus próprios conselhos! mas de certa forma achei isso super interessante!!!! Gosto de ler livro que além de me fazerem dar boas gargalhadas e me emocionarem, transmitam reflexão pra mim! Também tive a impressão que a leitura flui bem gostosa e que autora tem uma boa escrita!!!

    meudiariojk.blogspot.com.br

  • Lucy disse:

    Oi, Ju!
    Uma pena mesmo, os conselhos são bem legais e a gente para pra pensar.
    Recomendo a leitura, está bem baratinho na Amazon! ;)
    Bjos!

  • Leka M. disse:

    Ai, que máximo! Quero muito ler! *_*
    Está a venda na Amazon?

  • Lucy disse:

    Oi, Leka! Está sim! Dá uma olhadinha.
    bjos!

  • Isa Aragão disse:

    Achei o livro super interessante.. E a capa é um amor <3 <3 haha

  • Lucy disse:

    Oi, Isa!
    A capa é lindinha! hahaha
    Dá uma olhada, capaz de você gostar.
    bjs!

  • Vanessa Meiser disse:

    Bem, eu sempre gostei de romances/chick -lit, então provavelmente fosse gostar deste livro… Os amores e seu encontros e desencontros, adoro isto , hehe.

    Beijo,Van – Blog do Balaio
    balaiodelivros.blogspot.com.br

  • Lucy disse:

    Oi, Vanessa!
    ADORO chick-lits, mais um motivo para eu ter certeza de que ia gostar do livro hahaha!
    Bjos!

  • Gabriela S. disse:

    PRECISO ler esse livro. HUSAHSUAHSA
    Me identifiquei demais na frase “Ela sempre teve um amor platônico por seu melhor amigo de infância” :xxxxx opsss haha
    Beijocas!

  • Lucy disse:

    Oi, Gabriela!
    É bem fofinha a história, espero que goste!
    Bjs

  • Shadai disse:

    Nunca faço isso, mas tenho que ser sincero e contar: nao consegui ler a resenha toda!
    E nao foi por culpa da resenha, mas sim, os quotes.
    Achei os quotes ruins do tipo “auto-ajuda rasa para mulheres nao ficarem na fossa”
    Sem sombra de dúvida, nao é um livro para mim.

  • Lucy disse:

    Hahaha! Que coisa, Shadai!
    Bem, acho que esse livro não é mesmo pra vc. rsrs (mas vai mais além do que auto-ajuda, viu? hahaha)
    Bjos

  • Juliana Mendes disse:

    Oi Lucy, tudo bem?
    Adorei sua resenha! Nunca tinha lido nenhuma resenha do livro, e confesso que fiquei bem animada! Amo chick-lits e romances, então é quase obrigatório ler este livro, pelo que parece haha

    Beijos,
    salaodelivros.blogspot.com.br

  • Lucy disse:

    Oi, Juliana!
    Recomendo muito o e-book para quem gosta de chick-lit! Acho que você vai gostar bastante!
    Bjos

  • Sandy Mayara disse:

    Acho que o menos preocupante em todo e qualquer livro é ter um fim previsivel, até por que (pelo menos eu faço isso) fico me perguntando do começo ao fim o que vai acontecer pra levar o fim ser daquele jeito, por que é esse o tempero da coisa, e nao só faz toda a diferença o desenrrolar da historia, por que pode acontecer cada coisa, tanta mudança que voce acaba vendo o mesmo final previsivel que voce achava que terminaria só que com outros olhos, isso me deita em estado de pura satisfação… é facinante!! Eu gostei gostei bastante da resenha, e me fez ter vontade de lê-lo… bastante ate! Gostei da capa tbm é bom “fofo-meigo” mas se nao fosse o titulo do livro eu pensaria que fosse um livro de apaixonites daqueles de adolescentes que adoram sofrer por amor ou que vivem uma louca poixão e acaba se decepcionando kk (como uma capa pode me fazer pensar tanto assim o-0) Enfim, obrigada meninas por mais uma otima resenha!!

  • Lucy disse:

    Oi, Sandy! Eu também faço isso, por isso não ligo para spoilers (mas ultimamente tenho evitado, até mesmo porque senão eu saio por aí contando sem querer). O livro é uma fofura e a capa até combinou. Bem, o livro fala de uma paixão que nasceu na adolescência… rsrs Mas o conteúdo é bem mais rico, pode apostar!
    Obrigada!
    Bjos!

  • Ana Paula Candido da Silva disse:

    Gostei da resenha, me interessei bastante, quero ver as tramas que a Raquel vai fazer pra conquistar o Alan e acabar o casamento

  • Quinze autoras nacionais que você precisa conhecer « Por Essas Páginas disse:

    […] recentemente na Amazon seu primeiro romance, Super Desapegada, que aliás, eu preciso ler, mas já tive boas indicações. Além disso, ela também foi publicada em antologias de contos, como Meu Amor é um Mito, […]

  • Sexta do Sebo #111 « Por Essas Páginas disse:

    […] Cada coisa mais fofa! Quanto a mim, recomendo Super Desapegada, da Jaqueline de Marco (tem resenha aqui). É tão, tão fofo, tão doce! <3 O livro foi lançado de maneira independente pela autora, […]

  • A Cuca Recomenda: Contos da Amazon #3 « Por Essas Páginas disse:

    […] histórias da Jaqueline de Marco; ela é autora de Super Desapegada, um livro fofíssimo, resenhado aqui pela Lucy. A autora tem uma escrita leve e dinâmica, e foi exatamente o que encontrei nesse […]

  • Sexta do Sebo #159 « Por Essas Páginas disse:

    […] Um livro que eu gostei e sai da minha zona de conforto? Bem, definitivamente romances saem da minha zona de conforto, e existem dois que eu realmente amei (e sempre cito em tops): O Clube dos Herdeiros: como nossos pais e Super Desapegada. […]

  • Top Ten Tuesday: Dez romances preferidos e preteridos « Por Essas Páginas disse:

    […] Super Desapegada, Jaqueline de Marco (resenha) […]

PREENCHA OS CAMPOS ABAIXO PARA DEIXAR SEU COMENTÁRIO




Mensagem