Resenha: Tarântula

“Um cirurgião plástico renomado e a bela mulher prisioneira de suas vontades, a adolescente que se automutila em um hospício, o jovem acorrentado no porão obscuro depois de uma perseguição implacável, o assaltante fugitivo, condenado pelo próprio rosto. Um erro fatal do passado reunirá Richard Lafargue, Ève, Viviane, Vincent Moreau e Alex Barny na mesma teia. Neste thriller vertiginoso do francês Thierry Jonquet, não há limites para o horror e o desejo, construindo um romance que captura e envolve como uma aranha à sua presa.” Fonte

Essa é uma daquelas situações em que você vê um filme muito bom e no final descobre que ele na verdade é um livro – também muito, muito bom, talvez até muito melhor. Mas, nesse caso, posso dizer que ambos me satisfizeram: filme e livro, os dois são igualmente fantásticos, assustadores, perturbadores… apesar de algumas diferenças entre as duas obras.

Tarântula é um daqueles casos patológicos da literatura em que você se vê preso a um livro e não consegue pensar em mais nada até terminá-lo. Para se ver o grau dessa patologia, eu mesma o terminei em apenas algumas horas. Está certo que ele é curto, porém, além disso, é uma trama vertiginosa e hipnotizante, que obriga o leitor a continuar virando as páginas. E olha que, quando eu li, já tinha assistido ao filme A Pele que Habito, de Pedro Almodóvar. Então, tecnicamente, eu já sabia o final (ou pelo menos, a grande surpresa da trama, porque os finais foram sensivelmente diferentes, e eu não consigo escolher um preferido) e mesmo assim, fiquei fascinada com o livro.

Richard Lafargue, interpretado de maneira impecável por Antonio Banderas no filme, é um cirurgião plástico renomado, que tem um pequeno segredo: ele mantém dentro de sua casa, em uma prisão de luxo, como uma cobaia, uma bela mulher. Após a morte de sua esposa, ele tenta encontrar a pele perfeita, indestrutível. A história parte daí e toda a trama se entrelaça com os demais personagens, em uma verdadeira teia de suspense, horror e vingança. Não há como negar que o tema principal da história seja a loucura. Todos, sem exceção, nesse livro, tem uma boa dose de loucura e vão até as últimas consequências para satisfazer seus desejos.

Não tem muito como falar desse livro sem soltar acidentalmente alguns spoilers. Então, vou me ater ao fato de que ele é sensacional e principalmente, surpreendente. Ele é daquele tipo de história que, se você estiver lendo ou vendo o filme, quando descobrir a terrível verdade que o aguarda, inevitavelmente soltará um sonoro palavrão, em choque. E já vou avisando: não é para estômagos fracos. Tanto o filme, quanto o livro, são extremamente perturbadores.

Do jeito que eu gosto!

Ficha Técnica:

Título: Tarântula

Autor: Thierry Jonquet

Editora: Record

Páginas: 160

Onde comprar: Livraria Cultura

Avaliação: 

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  • Rita Neves disse:

    Olá! Eu evito ler resenhas de livros que ainda não li, mas como vi o filme, resolvi ler a tua. Eu não sabia que a história vinha de um livro, uma pena, se soubesse gostaria de ter lido antes de assistir. Quando terminei de ver esse filme, a única palavra que me veio a mente foi: perturbador! Tens razão, não é para qualquer um. Eu adorei!

  • Karen disse:

    Pois é, comigo foi o mesmo, Rita! Eu vi o filme e só depois descobri que era um livro (quando fui procurar mais do filme na net…). Mas mesmo assim ler o livro foi uma ótima experiência (e claro, sempre tem coisas diferentes). Nesse caso as duas obras me agradaram muito. Nas duas é preciso ter estômago.
    Perturbador do jeito que eu gosto!
    Obrigada pelo comentário! 🙂

  • Lany disse:

    Eu ainda não assisti o filme (mesmo todo mundo falando super bem), mas eu também não sabia que tinha um livro! Nossa, fiquei super curiosa agora! Esse é um tipo de suspense que eu acho que daria uma chance…

  • Carolina disse:

    Oi Karen, tudo bem com você?
    Ainda não li o livro, mas tenho muita curiosidade! Parabéns pela resenha!
    beijos

  • Karen disse:

    O livro é muito bom, e recomendo também o filme. 🙂
    Obrigada, Carol!
    Beijos

  • Vania disse:

    Passo longe… mas adoro quando filmes ficam à par com os livros. É uma sensação tão gostosa não conseguir escolher um preferido!!

  • Nivia Fernandes disse:

    Nossa, eu pulei essa resenha por que raios mesmo? rs
    Caramba, tem um livro desse filme!!! \o/ Preciso ler e ver! Porque é o tipo de perturbação que me agrada. Tipo, é pior do que algumas cenas de AHS?

    Bom, é complicado falar de um mistério sem revelar alguma coisa, mas só por saber do que se trata já dá para perceber que as coisas saem dos trilhos facilmente. O perfil das pessoas já sugere. Já está na lista!
    Eu ainda não vi o filme, porque pra baixar tá dose…

    Beijos!

  • Karen disse:

    Nik, por que você pulou essa resenha?! hahaha
    Menina, esse livro é muito tenso. Tua cara!!! Psico mesmo. Quer dizer… não quero dizer que tu é psico, é só que tu é que nem eu e gosta de ler coisas tensas! hahahahahahahha Ooopss.
    Meow, eu aluguei A Pele que Habito. É um filme muito difícil de achar para baixar. Valeu cada centavo.

  • Melissa de Sá disse:

    Vou com a Ily: passo longe também, justamente porque sei que não dou conta de coisas tão fortes assim. Minha mãe me contou a história do filme e eu quase passei mal só de ouvir. Tenho estômago fraquinho, fraquinho.

  • Karen disse:

    Ai, gente, que isso, que isso… É um livro ÓTEEEMOO!!! Como assim todo esse estômago fraquinho? Olha, treinem seus estômagos porque logo mais vem meu livro aí sendo lançado! UHUUUUUUUUULLLL!!

  • Top Ten Tuesday: Os dez melhores livros para ler na praia « Por Essas Páginas disse:

    […] Um livro um pouco pesado e indigesto, como aquele camarão estragado que você come na praia. Mas nem sempre a vida é bela como um pôr-do-sol no mar, não é mesmo? Esse eu também li na praia. Fininho e confortável, é perfeito para colocar na bolsa de praia junto com o protetor solar e a canga. Também tem resenha no blog. […]

  • Top Ten Tuesday: As dez melhores/piores adaptações « Por Essas Páginas disse:

    […] depois li o livro. A Pele que Habito é a adaptação de Pedro Almodóvar para o livro Tarântula (resenha aqui). Eu gostei muito dos dois, mas já adianto que, como Dexter, livro e filme são entidades […]

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