Resenha: A Culpa é das Estrelas

Quando fiz a resenha de Mockingjay – quase um ano após tê-lo lido – eu disse que era muito difícil falar sobre as obras pelas quais nós caímos de amores. Quatro meses depois, aqui estou eu novamente para provar a teoria. Desde que terminei de ler The Fault in Our Stars (A Culpa é das Estrelas, no Brasil) eu tenho essa página aberta, tentando encontrar as palavras certas, escrevendo parágrafo atrás de parágrafo somente para apagá-los logo em seguida. Hoje, folheando meu livro e observando as frases que marquei com post-its enquanto o lia, eu finalmente me convenci de que nunca serei capaz de fazer uma resenha à altura de The Fault in Our Stars: ele é um livro que você tem que ler e viver e sentir, guardar tudo dentro de você e depois explodir, insistindo para que todos os seus amigos leiam, mas sem nunca conseguir explicar exatamente o motivo pelo qual isso é tão importante. Simplesmente é.

The Fault in Our Stars conta a história de Hazel Grace, uma garota que foi diagnosticada com câncer de tireóide aos 13 anos. Quando tudo já era considerado perdido, um novo tratamento foi capaz de estender sua vida por algum tempo. Tempo, no entanto, é algo que ela não tem em abundância: o câncer é mantido longe por conta da quantidade de remédios que ela toma, mas mais cedo ou mais tarde, ele vai superar e crescer. Ela frequenta as aulas online de uma faculdade e anda com um tanque de oxigênio o tempo todo. Para agradar sua mãe, Hazel também participa de um grupo de apoio. É lá que conhece Augustus Waters, paciente em remissão que teve sua perna amputada, e para a surpresa de Hazel, se interessa por ela. Mas Hazel tem aquilo que nós costumamos nos referir como “síndrome de Remus Lupin“: ela não quer que as pessoas sofram por sua causa, e por isso tenta se afastar delas, ou no caso de Augustus, manter seu relacionamento estritamente platônico.

I’m a grenade  and at some point I’m going to blow up and I would like to minimize the casualties, ok?

Explorando vida, morte e heroísmo de maneira sincera e tocante, The Fault in Our Stars é o melhor trabalho de John Green até hoje. Hazel e Augustus são personagens reais, com defeitos, medos e inseguranças, tentando fazer o melhor de uma situação horrível. Você vai rir, chorar e virar as páginas rapidamente, torcendo para que o final não seja aquele que você imagina quando leu que se tratava de uma história sobre pacientes com câncer. The Fault in Our Stars vai te fazer sentir todas as coisas, e te deixar querendo mais! Ele vai te fazer – como diria Hazel Grace – se apaixonar “da maneira que se pega no sono: devagar, e então de uma vez só”.

Vale destacar que poucos dias após o lançamento de TFioS, a Fox 2000 comprou os direitos para fazer uma adaptação cinematográfica do livro. Nada é certo – Looking for Alaska também teve seus direitos adquiridos e nunca saiu do papel – mas na minha opinião, se existe um livro de John Green que tem tudo para dar certo nas telonas, esse livro é TFioS.

Você também pode conferir  aqui o relato do evento de lançamento de The Fault in Our Stars que eu tive o privilégio de estar presente.

Ficha Técnica

Título: A Culpa é das Estrelas (The Fault in Our Stars)
Autor: John Green
Editora: Intrínseca / Dutton Juvenile (em inglês)
Páginas: 288
Avaliação: 
Onde Comprar: Livraria CulturaLivraria Cultura (em inglês)

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