Resenha: Toda luz que não podemos ver

TODA_LUZ_QUE_NAO_PODEMOS_VER_1426788848440816SK1426788848BMarie-Laure vive em Paris, perto do Museu de História Natural, onde seu pai é o chaveiro responsável por cuidar de milhares de fechaduras. Quando a menina fica cega, aos seis anos, o pai constrói uma maquete em miniatura do bairro onde moram para que ela seja capaz de memorizar os caminhos. Na ocupação nazista em Paris, pai e filha fogem para a cidade de Saint-Malo e levam consigo o que talvez seja o mais valioso tesouro do museu. Em uma região de minas na Alemanha, o órfão Werner cresce com a irmã mais nova, encantado pelo rádio que certo dia encontram em uma pilha de lixo. Com a prática, acaba se tornando especialista no aparelho, talento que lhe vale uma vaga em uma escola nazista e, logo depois, uma missão especial: descobrir a fonte das transmissões de rádio responsáveis pela chegada dos Aliados na Normandia. Cada vez mais consciente dos custos humanos de seu trabalho, o rapaz é enviado então para Saint-Malo, onde seu caminho cruza o de Marie-Laure, enquanto ambos tentam sobreviver à Segunda Guerra Mundial.Uma história arrebatadora contada de forma fascinante. Com incrível habilidade para combinar lirismo e uma observação atenta dos horrores da guerra, o premiado autor Anthony Doerr constrói, em Toda luz que não podemos ver, um tocante romance sobre o que há além do mundo visível.

Uma jovem francesa cega e seu pai amoroso, um adolescente que entra para a Juventude Hitlerista e um diamante.

Esse é o coração do enredo desta obra.

Acompanhamos a história de Marie-Laure e de Werner desde os anos anteriores à guerra até seu fim. E seguimos de perto o cerco à cidade de Saint-Malo, que realmente foi destruída na 2a Guerra. Pra quem tiver a curiosidade, no Google há imagens da cidade destruída e de como ela é hoje. É bem interessante!

Marie-Laure fica cega ainda na infância e seu pai faz o que pode para deixá-la cada vez mais independente. Ele cria uma maquete bem detalhada de Paris (até com bancos da praça) para que Marie-Laure possa aprender a se locomover na cidade. E sempre em seu aniversário ele cria alguma forma de quebra-cabeças para que ela decifre, como um cubo com algum segredo para abertura, e o presente dentro.

Ela cresce cercada por um mundo curioso e cheio de coisas incríveis no Museu Nacional de História Natural. E é lá que o diamante Mar de Chamas entra em sua vida pela primeira vez. O diamante é o maior tesouro do museu e envolve uma história de maldição e imortalidade.

Ela e o pai fogem de Paris quando a cidade começa a ser invadida pelo exército alemão e vão para a casa do tio-avô de Marie-Laure, Etienne. Etienne é um homem atormentado pelo passado, que enfrenta muitos momentos de depressão, mas que conta com os cuidados e a atenção de Madame Manec, que podemos dizer que é a governanta da casa. A paixão de Etienne são os rádios, que desempenham um papel importante na história. Marie-Laure passa parte de sua infância e sua adolescência na cidade de Saint Malo, onde se apaixona pelo mar, até o fim da guerra, quando a cidade é completamente destruída.

Werner Pfennig vive em um orfanato com sua irmã, Jutta, sob os cuidados de Frau Elena. Seu pai morreu nas minas de carvão em uma cidade da Alemanha. Desde pequeno era muito curioso. Queria saber como as coisas funcionavam, por que aconteciam. E um dia encontra um rádio que alguém jogou fora por não funcionar mais. Ele se dedicou a desmontar e remontar o rádio até que o fizesse funcionar. E neste rádio Werner e Jutta ouviam a transmissão de um professor de ciências que explicava, por exemplo, como se forma o carvão. Infelizmente o único futura que parece aguardar Werner é o trabalho nas minas. Até que ele começa a ficar conhecido por seu dom em lidar com rádios. O que o leva à Juventude Hitlerista.

E assim segue a história. Um pouco sobre a vida de Marie-Laure antes e durante a guerra, e um pouco sobre a vida de Werner, até que as histórias se cruzam. Mas não vou entrar em detalhes pra evitar spoilers.

Este é mais um livro sobre a Segunda Guerra. Mas há tantos deles! O que torna este diferente? As sensações. As descrições do autor do cenário, dos cheiros, dos locais são tão ricas que o leitor pode praticamente senti-los. Fiquei bastante impressionada com esta qualidade do livro. Aliás, acho que foi o que mais me marcou.

As idas e vindas entre presente e passado separam o livro em partes e o leitor vai juntando as peças. É legal porque exige um pouco de atenção, o que faz com que o leitor faça uma leitura mais cuidadosa pra não perder detalhes.

Há momentos de bastante tensão que me fizeram grudar no livro e me sentir dentro dele.

Super recomendado para aqueles que gostam do tema Segunda Guerra, mas também para aqueles que gostam de se sentir parte da história.

Este livro foi gentilmente cedido pela editora Intrínseca para resenha.

SELO_INTRINSECA_BLOGSPARCEIROS_2015

Ficha Técnica

Título: Toda luz que não podemos ver
Autor: Anthony Doerr
Editora: Intrínseca
Páginas: 526
Onde comprar: Livraria Cultura / Livraria Cultura (e-book) / Saraiva / Saraiva digital / SubmarinoAmazon
Avaliação: 

 

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  • JeanneM. disse:

    Desde que vi esse livro fiquei com muita vontade de ler. Não sei pq, mas essas histórias que tem a segunda guerra como plano de fundo sempre chamam a minha atenção. Depois dessa resenha fiquei mais interessada ainda!

  • Milena Soares disse:

    Estou doida pra ler esse livro, curto muito uma história que tem segunda guerra como plano de fundo, parece ser bem emocionante e cada resenha que leio dele me deixa ainda mais ansiosa em conferi essa história.

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