Resenha: Um Beijo e nada mais

Ficha técnica:

Nome: Um Beijo e nada mais

Autor: Mary Balogh

Tradutor: Lívia de Almeida

Páginas: 288

Editora: Arqueiro

Desde que testemunhou a morte do marido durante as Guerras Napoleônicas, Imogen, lady Barclay, se isolou em Hardford Hall, na Cornualha. O novo dono da propriedade ainda não apareceu para reivindicá-la, e ela torce desesperadamente para que ele nunca venha acabar com sua frágil paz.

Percival Hayes, o novo conde de Hardford, não tem nenhum interesse na região distante da Cornualha, tanto que, desde que recebeu o título, nunca quis conhecer o lugar. Mas em seu aniversário de 30 anos ele está tão entediado que decide impulsivamente fazer uma visita às suas terras.

Ao chegar lá, fica chocado ao descobrir que Hardford não é o monte de ruínas que imaginou. Fica perplexo também ao constatar que a viúva do filho de seu predecessor é a mulher mais linda que já viu.

Em pouco tempo, Imogen desperta em Percy uma paixão que ele jamais pensou ser capaz de sentir. Mas será que ele conseguirá resgatá-la da infelicidade e convencê-la a voltar à vida?

De todos os livros da série, acho que esse foi o melhor e mais emocionante.

O Clube dos Sobreviventes conta com sete integrantes, todos sobreviventes da guerra napoleônica, cada um com um trauma diferente que é tratado em cada volume. O Duque de Stanbrook não participou da guerra, mas seu filho não sobreviveu e sua esposa se suicidou, então ele decidiu acolher sobreviventes da guerra em Penderris Hall, na Cornualha, para que se recuperassem. De todos, os sete protagonistas acabaram se aproximando e formando um laço de amizade e companheirismo muito forte.

Nesse livro, encontramos Imogen, lady Barclay, que testemunhou a morte do marido. Ao conseguir retornar, ela passou por uma depressão muito grande e foi para a Cornualha, sendo acolhida e tratada. Sete anos depois, ela só quer permanecer vivendo em seu chalé, sem ser incomodada.

Percy Hayes havia se tornado o conde de Hardford, título do falecido sogro de Imogen, dois anos antes, mas nunca deu muita importância às terras dele. Em um arroubo de uma noite de  bebedeira em celebração aos seus 30 anos, ele decide ir até essa propriedade para decidir o que fazer com ela.

Claro que ele não esperava encontrar uma parenta que gostava de adotar animais abandonados e uma jovem que ele considerou, à primeira vista, uma “dama de mármore”. Imogen tinha uma melancolia frequente e pouco sorria. Ela, por outro lado, o considerou impertinente e grosseiro (ele foi, mesmo. rsrs), e assim os dois se conheceram.

Aos poucos, Percy e Imogen criam um laço de amizade que se desenvolve para algo mais. Percy se viu logo encantado pela jovem viúva, mas ele pouco sabia do trauma que ela carregava, sendo Imogen uma pessoa muito reservada. Ele vai descobrindo suas camadas pouco a pouco, ao mesmo tempo que Imogen começa a pensar que ainda é possível ser feliz.

Essa série da Mary Balogh nos apresenta personagens quebrados, com uma história de superação, amizade, cumplicidade e amor. A história de Imogen foi a mais emocionante para mim, porque a dor dela ao falar de seu trauma foi muito palpável, muito realista. E o amor que Percy ofereceu a ela também foi muito real.

Eu li esse livro ainda em 2020 e é difícil falar de algo que a gente gosta muito, porque às vezes não é o suficiente. Eu recomendo muito essa história para os fãs da autora e para quem gosta de romances de época. Não vão se arrepender!

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  • Fernanda disse:

    Olá
    Já fiz a leitura desse livro e confesso amar o estilo de escrita da autora, ainda mais por ser de um gênero que eu ame tanto. Romance de época é sempre uma ótima pedida mesmo né?! Sua resenha conseguiu descrever bem os elementos dessa trama maravilhosa.
    Beijos, Fê
    http://modoliterario.blogspot.com/

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  • Ivi Campos disse:

    Eu amo histórias de superação e que envolvem romance com amizade e já sei que vou amar esse universo aqui. Amei a dica.
    Beijos

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  • Gisele disse:

    Eu já li algumas resenhas desta obra e todas falam extremamente bem. Mas confesso que sobreviventes de guerra são um assunto delicado, minha avó foi uma e sempre é algo devastador, então evito este tipo de leitura, ainda assim, achei bem bacana ver que deste universo, nasce o amor.
    Beijos

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  • Ana Caroline Santos disse:

    Olá, tudo bem? Estou doida para chegar nesse volume. Não fui tão fã com a série Os Bedwyns da autora, mas essa tem me surpreendido demais. Adorei o que disse sobre, e espero também amar o volume!
    Beijos

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  • Maria Luíza Lelis disse:

    Oi, tudo bem?
    Eu ouvi o audiobook desse livro em inglês, antes de sair no Brasil e chorei horrores lendo. Fiquei muito emocionada com tudo que a Imogen passou e achei o romance tão lindo e sensível. Amei ler sua resenha e pretendo reler esse livro em breve, já na edição da Arqueiro.
    Beijos!

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  • Gustavo (Leitura Enigmática) disse:

    Histórias de superação são incríveis, essa obra deve possuir uma narrativa que conquista o leitor a cada página. Para quem gosta desse estilo de leitora é uma excelente indicação.

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  • Renata Cezimbra (Lady Trotsky) disse:

    Oi Lucy, tudo bem?
    Achei muito interessante a ideia de um clube de sobreviventes das Guerras Napoleônicas. Ainda mais que não se vê muitos romances de época enfatizando a guerra e menos ainda falando de quem sobreviveu a tanta barbárie junta. Acharia interessante que mais autores se aprofundassem nisso porque a História tem muitas guerras a serem contadas às gerações atuais.
    Um beijo de fogo e gelo da Lady Trotsky…
    http://wwww.osvampirosportenhos.com.br

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