Resenha: Um caminho para a liberdade

Nós fomos presenteados pelo livro do Intrínsecos, mas só agora conseguimos colocar a resenha no ar. Segue a capa que virá na livraria!

Um Caminho Para a LiberdadeFicha técnica:

Nome: Um caminho para a liberdade

Autor: Jojo Moyes

Tradutoras: Ana Rodrigues, Catharina Pinheiro, Julia Sobral Campos e Maria Carmelita Dias

Páginas: 368

Editora: Intrínseca

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Sinopse:

Os sonhos de Alice Wright se transformam numa estranha realidade quando ela descobre que se casar e partir rumo aos Estados Unidos não significa exatamente o que imaginava. Não demora para a inglesa perceber que a liberdade que teria ao se afastar da família e ir morar com o marido se torna, na realidade, uma prisão – grande parte por conta de um sogro incapaz de perceber as mulheres como seres pensantes e autônomos. Um caminho para a liberdade tem como cenário o Kentucky rural pós-Depressão, mas o drama vivido por Alice e outras quatro mulheres, inconformadas com o lugar de submissão que lhes é imposto, é um problema dos dias de hoje.

Na história, a reação de Alice vem sob a forma de um projeto de biblioteca itinerante a cavalo, liderado por Margery, mulher abominável e rebelde do ponto de vista daqueles que defendem “a moral e os bons costumes”, mas que logo se mostra uma amiga fiel e inspiradora.

Ao levar entretenimento e informação aos lares mais remotos, Alice e suas companheiras logo entendem que quem mais se beneficia com esse esforço são elas mesmas. O preconceito, o racismo e o obscurantismo persistente se mostram frágeis quando confrontados com o poder do conhecimento. Mas como resistir à pressão daqueles que lutam pela manutenção dos velhos costumes e preferem permanecer nas sombras? É o que esse grupo de mulheres vai descobrir, em uma história por vezes romântica, por vezes engraçada, mas que também é a obra mais política de Jojo Moyes, como ela própria afirma em entrevista à revista intrínsecos. A mais recente obra de Moyes é, a um só tempo, tanto uma ode à literatura quanto uma viagem de autoconhecimento que emancipa aqueles que a escolhem. (Fonte)

Em 1935, enquanto os Estados Unidos se recuperavam da Grande Depressão, o Presidente Franklin Delano Roosevelt lançou o New Deal, um pacote de programas, projetos, reformas e regulamentações, visando ajudar o país a se recuperar, oferecendo empregos e formas para melhorar a economia. Um dos projetos era o Works Progress Administration (posteriormente chamado Work Projects Administration) (WPA). A biblioteca a cavalo no Kentucky fazia parte desta iniciativa e era defendida publicamente pela mulher do presidente, Eleanor Roosevelt, ativista dos direitos humanos e embaixadora da ONU.

Neste cenário histórico acompanhamos as personagens fictícias de Jojo Moyes, que poderiam muito bem ser personagens reais. Mulheres de diferentes vindas de diferentes status sócio-econômicos inicialmente unidas por um projeto e, depois, pela sororidade. Aliás, seu eu fosse resumir este livro em uma palavra, seria essa: SO-RO-RI-DA-DE!

Alice era uma mocinha espevitada da Inglaterra que conheceu um galante rapaz norte-americano e resolveu se casar com ele e partir para os EUA. Mas a aventura acabou sendo muito mais tediosa do que ela imaginava. Sem filhos e compartilhando a casa com o sogro – um homem mandão, dono de uma mina de carvão, e que se achava muito esperto e superior – ela se sentia entediada e sem propósito. E claro, ainda havia toda a sociedade da pequena cidade de Baileyville, Kentucky, que estava de olho nela o tempo todo por ser alguém “de fora”.

Em uma reunião com os moradores da cidade é apresentado o projeto, muito apreciado e defendido pela primeira-dama dos EUA. E aos poucos o grupo de mulheres que seriam responsáveis por levar os livros aos moradores da cidade é formado.

O terreno é difícil, através dos Apalaches (cordilheira norte-americana), mas aos poucos cada uma destas mulheres destemidas vai se acostumando e se apegando a seu papel e a suas rotas.

Este é o pano de fundo da história que se desenvolve ao redor principalmente de Margery O’Hare e Alice Van Cleve, mas conta também com outras mulheres incríveis.

Margery O’Hare é uma alma livre e apesar de amar muito Sven, não pretende se casar com ele e não se importa com o que podem pensar sobre sua relação “desavergonhada”. E bate de frente com qualquer um que quiser desafiá-la seja qual for o motivo.

Alice tenta muito ser feliz com seu adorável Bennett, mas ele se torna cada vez mais distante e por mais que ela tente, as coisas não parecem melhorar. E tudo piora de vez quando seu sogro mostra quem realmente é. Ele se sente profundamente incomodado pela destemida Margery, que tenta ajudar as pessoas que são exploradas pelo Sr. Van Cleve, esta briga fica cada vez pior e Van Cleve aproveita cada coisinha que pode para tentar colocar a cidade contra Margery e contra a biblioteca.
Mas acho que seria muito difícil retratar aqui as mulheres fortes e incríveis que encontramos neste livro!

É uma leitura muito gostosa e rápida. Daquelas que conforme as coisas se desenrolam até dá vontade de dar uma puladinha nas páginas pra ver spoilers.

Apesar da história se passar em 1937 e muitas questões sobre o comportamento da mulher estarem relacionados àquele momento histórico, é um livro muito atual, que retrata mulheres que buscam sua liberdade, que querem ser respeitadas por homens e mulheres, que querem seguir seus propósitos.

E há também aqueles momentos em que dá tanta raiva das pessoas que dá vontade de jogar o livro longe. Isso pra mim é uma qualidade louvável em um escritor, quando consegue trazer o leitor para dentro de seu mundo e causar emoções profundas, sejam elas alegria ou ódio profundo.

Achei este livro beeem diferente de outros que li de Jojo Moyes. Em alguns momentos até esqueci que era dela! O que é bom, pois mostra a versatilidade da autora!

E apesar de trazer romance, a busca pelo amor, etc., ele fala muito mais sobre mulheres apoiando outras mulheres, mulheres desafiando a sociedade para terem voz e espaço.

E se você, como eu, também adora história, este é um bom livro para buscar as referências sobre o assunto na internet e estudar um pouquinho mais sobre o projeto. Adorei pesquisar sobre o WPA e sobre o projeto específico da biblioteca a cavalo.

Esta é uma leitura que eu super recomendo!!!

Este livro foi gentilmente cedido pela editora para resenha.

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  • Rayanni Kellsin disse:

    Olá, tudo bem? Eu já desisti das obras da Jojo há um ano, não sei se leria esse, mas confesso que é uma das capas mais lindas já feitas para suas obras e sua resenha deixou uma leve curiosidade em mim.

  • Carolina Trigo disse:

    Oi, Drika!
    Eu só estou vendo críticas positivas sobre esse livro e isso me deixou bem curiosa sobre a história.
    Já li uma vez a Jojo e não tinha gostado muito, e depois disso, perdi um pouco a vontade de ler outras coisas dela. No entanto, com esse a situação mudou.
    Achei muito interesse todo o contexto (que inclusive, eu não conhecia) e toda essa relação de sororidade entre as mulheres.
    Adorei a sua resenha. Está maravilhosa e só me deixou com mais vontade de ler.
    Bjss

  • Larissa Dutra disse:

    Olá, tudo bem? Li um livro da Jojo Moyes e gostei muito, então tenho bastante vontade de ler as outras obras dela, inclusive essa. Parece ser uma história linda e emocionante, além de trazer um tema super importante. Adorei a resenha!

    Beijos,
    Duas Livreiras

  • PS Amo Leitura disse:

    Li esse livro alguns meses atrás e confesso que para mim não foi uma leitura fluída. Achei que demorou um pouco para desenrolar alguns acontecimentos, maaas… valeu a pena. A escrita da Jojo é realmente ótima e deixa aquela vontade de saber mais sobre os personagens e como tudo vai acabar. Sem contar que a autora aborda questões bem importantes durante a narrativa!

    Beijos,

  • Marijleite disse:

    Olá, achei bem interessante essa ligação com um momento histórico que há na trama, e gostei mais ainda de ela trazer personagens femininas interessantes e que desafiam as normas da sociedade. Certamente lerei esse livro quando puder!

  • Michelle disse:

    Olá, esse livro esta mexendo com o coração dos leitores, eu tenho ele aqui na edição do clube intrínseco e to pensando em coloca-lo em um projeto de leitura para 2020, adorei sua resenha espero gostar ta obra!

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