Resenha: Um Mundo Brilhante

“Quando o professor Ben Bailey sai de casa para pegar o jornal e apreciar a primeira neve do ano, ele encontra um jovem caído e testemunha os últimos instantes de sua vida. Ao conhecer a irmã do rapaz, Ben se convence de que ele foi vítima de um crime de ódio e se propõe a ajudá-la a provar que se tratou de um assassinato. Sem perceber, Ben inicia uma jornada que o leva a descobrir quem realmente é, e o que deseja da vida. Seu futuro, cuidadosamente traçado, torna-se incerto, pois ele passa a questionar tudo à sua volta, desde o emprego como professor de História, até o relacionamento com sua noiva. Quando a conheceu, Ben tinha ficado impressionado com seu otimismo e sua autoconfiança. Com o tempo, porém, ela apenas reforçava nele a sensação de solidão que o fazia relembrar sua infância problemática. Essa procura pelas respostas o deixará dividido entre a responsabilidade e a felicidade, entre seu futuro há muito planejado e as escolhas que podem libertá-lo da delicada teia de mentiras que ele construiu. Esta, enfim, é uma história fascinante sobre o que devemos às pessoas, o que devemos a nós mesmos e o preço das decisões que tomamos.” Fonte

Estou com esse livro há muito tempo (acho que desde o começo do ano) parado aqui na minha estante e só li agora porque meu marido insistiu (ele leu assim que chegou aqui em casa). Não foi um livro que me chamou muita atenção e realmente não é uma história fantástica, complexa, excepcional, que faça o mundo parar quando se está lendo. Porém, é um livro honesto, verdadeiro, com personagens reais e muito bem escrito.

Ben Bailey é um homem amargurado e covarde. Ele não é uma pessoa ruim, é apenas fraco. Fraco para tomar as decisões em sua própria vida, fraco para controlar seu destino, fraco para ser honesto consigo mesmo e com as pessoas ao seu redor. Não posso dizer que gostei dele, mas também não vou dizer que o odiei: odiá-lo seria hipocrisia, algo próximo a odiar Amir em O Caçador de Pipas. Mas, diferente de Amir naquele livro, Ben é um homem fraco que não evolui durante a história, não tenta se tornar melhor, não tenta consertar as coisas, mesmo quando as oportunidades aparecem. E tudo que ele precisava fazer era uma escolha, uma escolha que dependia de ser honesto consigo mesmo e com os demais. Só que ele não faz essa escolha até que seja tarde demais.

Apesar de Ben não evoluir (e quantas pessoas passam pela vida sem evoluir, não é? Outro ponto verdadeiro nesse livro), a história evolui. Reconheço que em algum momento, lá pelo começo/meio o livro estava me deixando um pouco nervosa pelo fato de simplesmente não parecer sair do lugar. Porém, percebi que essa era a ideia da autora: a vida de Ben estava presa, emperrada, e ele não conseguia se locomover, seguir adiante. Foi a ideia que o livro passou. Porém, em algum momento, as situações implacáveis não nos deixam escolha a não ser seguir, mesmo que arrastados pela corrente.

Ben foi arrastado dessa maneira. O livro trata sobre escolhas e sobre o momento certo de fazê-las. Muitas vezes, somos obrigados a tomar decisões na vida, mas quando essas oportunidades aparecem, é sempre melhor escolher a ficar em cima do muro. A apatia, na maioria das vezes, causa mais desastres do que até mesmo uma decisão errada. É isso que o livro mostra. Ben tomou sua decisão tarde demais e será necessário pagar o preço.

É um livro bastante reflexivo e recomendo para quem estiver com esse sentimento ou pronto para refletir sobre sua própria vida e suas escolhas também. Mas não é um livro dinâmico, portanto, não leiam no momento se é isso que estiverem desejando.

Ficha Técnica:

Título: Um Mundo Brilhante

Autor: T. Greenwood

Editora: Novo Conceito

Páginas: 336

Onde comprar: Livraria Cultura

Avaliação: 

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