Resenha: Uma proposta e nada mais

 Ficha técnica:

 Nome: Uma proposta e nada mais

 Autor: Mary Balogh

 Tradutor: Lívia Almeida

 Páginas: 272

 Editora: Arqueiro

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 Sinopse: Primeiro livro da série Clube dos Sobreviventes, Uma Proposta e Nada Mais é uma história intensa e cativante sobre segundas chances e sobre a perseverança do amor.

Após ter tido sua cota de sofrimentos na vida, a jovem viúva Gwendoline, lady Muir, estava mais que satisfeita com sua rotina tranquila, e sempre resistiu a se casar novamente. Agora, porém, passou a se sentir solitária e inquieta, e considera a ideia de arranjar um marido calmo, refinado e que não espere muito dela.

Ao conhecer Hugo Emes, o lorde Trentham, logo vê que ele não é nada disso. Grosseirão e carrancudo, Hugo é um cavalheiro apenas no nome: ganhou seu título em reconhecimento a feitos na guerra. Após a morte do pai, um rico negociante, ele se vê responsável pelo bem-estar da madrasta e da meia-irmã, e decide arranjar uma esposa para tornar essa nova fase menos penosa.

Hugo a princípio não quer cortejar Gwen, pois a julga uma típica aristocrata mimada. Mas logo se torna incapaz de resistir a seu jeito inocente e sincero, sua risada contagiante, seu rosto adorável. Ela, por sua vez, começa a experimentar com ele sensações que jamais imaginava sentir novamente. E a cada beijo e cada carícia, Hugo a conquista mais – com seu desejo, seu amor e a promessa de fazê-la feliz para sempre. Fonte

Embora eu tenha todos os livros da série Os Bedwyns (menos os dois prequels que não lembro de já terem sido publicados no Brasil), eu ainda não tinha criado coragem para ler nada da autora. Aí a Arqueiro anunciou o lançamento dessa nova série e acabou que eu não quis esperar ler todos os livros da série anterior para conferir essa. E foi uma experiência totalmente diferente de qualquer outro romance de época da atualidade.

Sabe quando você se depara com personagens maduros? Eles não são maduros em idade, necessariamente, mas de espírito. Gwen é uma jovem viúva que teve seus desencantos com a vida, além de um casamento um tanto conturbado. Depois de anos de viuvez, ela pensa em se casar. Hugo, Lorde Trentham, é um homem simples e comum e por causa de seus feitos na guerra acaba recebendo um título.

Hugo faz parte de um grupo de amigos bem eclético. São pessoas que se conheceram em uma propriedade que servia para ajudar os enfermos da guerra. Quando a guerra acabou, esse grupo acabou solidificando uma amizade e eles se reuniam todos os anos nesse mesmo local, como se fosse um santuário para eles. E é nesse local, mais propriamente, numa praia, que Hugo e Gwen se conhecem.

Desde o início, Hugo sente atração por Gwen, ao mesmo tempo em que ele sabe que ela não é pro seu bico, principalmente porque ele procurava uma esposa de sua própria classe, não uma aristocrata. Então, ele acaba sendo grosseiro algumas vezes, deliberadamente, para tentar afastá-la e se convencer de que os dois não são compatíveis para um relacionamento duradouro como um casamento. Gwen, por sua vez, não se intimidava com os modos rústicos de Hugo, mas tinha consciência que uma união com ele não seria tão favorável.

No entanto, aos poucos, ambos começaram a buscar a companhia um do outro, e depois de um pedido um tanto inusitado, Gwen decide desafiar Hugo a lhe fazer a corte. Então, Hugo deve adentrar ao mundo da aristocracia, um mundo que ele não gosta, para tentar conquistar Gwen, ao mesmo tempo em que ela também tenta ver o mundo do ponto de vista de Hugo.

Esse livro, como eu disse, foi bem diferente dos romances de época que estou acostumada. Ele tem uma carga emocional e dramática maior, além de não ter aquele frenesi de paixão à primeira vista. A autora trabalhou muito bem na relação do casal, embora isso tenha se prolongado bastante devido às dúvidas que ambos tinham sobre os sentimentos que nutriam um pelo outro e os prós e contras de uma união entre eles. Aliás, Hugo às vezes era tão grosseiro, que eu tinha vontade de bater nele, mas só depois eu percebi que ele não era grosseiro de forma deliberada – não o tempo todo, mas era de sua própria natureza expressar o que pensava, da forma que pensava, a verdade nua e crua.

É um livro mais comedido no que diz respeito também à cenas mais ousadas, mostrando que o foco não é a sensualidade, mas sim a construção de um relacionamento e também um tipo de processo de cura que ambos os protagonistas tinham que passar. Gwen se sentia mal pela morte do marido, mesmo depois de muitos anos. A história dela é realmente muito triste e sua experiência a tornou uma mulher forte, o que eu gostei muito. Hugo participou de uma missão suicida que custou a vida de muitos soldados sob seu comando e ainda foi condecorado, mas ele se sente tudo, menos um herói de guerra.

O interessante desse livro é que ele mostra dois protagonistas de um prequel de Os Bedwyns. Eu fiz uma pesquisa e não encontrei esses livros lançados no Brasil, mas foram lançados em Portugal, se não me engano. Além desses personagens (são dois casais, que tem uma relação muito próxima à Gwen), alguns personagens de Os Bedwyns também dão as caras, o que me fez ter vontade de ler essa série.

Recomendo a leitura, acho que para fãs da autora e fãs de romance de época, é uma ótima pedida. A escrita da autora é fluida e os diálogos entre os personagens são chegam a ser engraçados e inteligentes. Adorei os demais componentes do clube e espero ansiosamente pelos próximos lançamentos!

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  • Fran Ferreira disse:

    Olá Lucy.
    Já iria perguntar se era melhor começar a ler por essa serie antes de Os Bedwyns, mas já percebi q mesmo sendo “diferente” é melhor começar pela outra kkkk. Olha, acho q é a primeira vez q leio falando q um romance de época é mais dramatico do q sensual, isso me chamou atenção, gosto dos dramas e romances de epoca e isso me deixou bem curiosa. Hugo me pareceu um tanto cansado pela vida e Gwen uma mulher q cansou de ficar cansada entende?? Bom, só lendo pra confirmar minhas suspeitas.

    Bjsss

  • Aline Martins de Oliveira disse:

    Amo romances de época, eu quero muito ler este livro! O que mais me surpreendeu é que os personagens já são maduros, já passaram por situações complicadas, normalmente esse gênero de livros sempre traz casais descobrindo a vida, o amor, e nesse não, por mais que os dois sejam bem opostos e claro que deve ter tido aquelas briguinhas que a gente ama, os dois já passaram por muita coisa e amadureceram!
    Hugo parece apaixonante, imagina esse homem procurando uma esposa? Quero ler agora!

    Bjoxx ♥

  • Fabiana Scola de Azevedo disse:

    De um tempo para cá estou correndo de romances de época, embora gosto da linguagem e costumes em sim, as historias sao sempre as mesmas e isso cansa. Mas essa me pareceu diferente, gostei da maneira como tu apresentou o “romance” deles, acho que vai ser divertido e segundas chances me agradam muito. já tinha visto essa capa e nao dado muita coisa por ele, mas se tiver oportunidade vou ler sim.

  • Bruna Costabeber disse:

    Olá Lucy, tudo bem?
    Eu li o primeiro livro de Os Bedwyns e gostei muito do que encontrei. Adorei a escrita da autora e construção dos personagens, então, não tenho dúvidas que vou amar esse livro.
    Fiquei muito contente por esse livro ter te agradado. Gostei muito da questão de o livro ter uma carga dramática maior que outros livros desse gênero. Também gostei da personalidade do Hugo, que parece ser diferente do esperado e muito interessante.
    Vou anotar a dica de leitura, sem dúvidas.
    Beijos

  • Milena Soares disse:

    Olá! Estou doida pra ler esse livro, curto muito um romance de época e gosto muito da escrita da Mary Balogh, cada resenha que leio desse livro me deixa ainda curiosa em começa a conferi a série.
    Bjs

  • Carolina Durães de Castro disse:

    Oi Lucy, tudo bem com você?
    Gostei bastante desse primeiro livro, mas confesso que fiquei mais curiosa com a história dos demais membros do clube do que com o romance em si dos protagonistas.
    Bjkas

  • Bruna Eduarda disse:

    Olá! Tudo bom?
    Eu já li esse livro e confesso que amei, principalmente por essa questão de focar na construção do relacionamento. Outro ponto que me conquistou foi os integrantes do clube dos sobreviventes, fiquei muito curiosa para saber mais sobre cada um deles. Adorei a resenha, espero que o próximo lance logo 🧡

    Beijos

  • Camila de Moraes disse:

    Olá!
    Ahh eu adorei essa leitura. Mary como sempre traz personagens cativantes e o casal Hugo e Gwen apesar da diferença são lindos juntos.
    Mal posso esperar pra ler os próximos livros da série e conhecer mais dos integrantes do Clube dos Sobreviventes.
    Beijos!

  • Caroline Oliveira disse:

    Oie!
    Não conhecia essa série ainda e Os Bedwyns por algum motivo até hoje eu não terminei de ler a série! Mas como adoro romances de época já vou colocar esses como próximos na lista de leitura!

    Ótima resenha, me deixou com vontade de conhecer o casal!

    Beijos
    Carol
    http://www.thereviewbooks.com.br

  • Ana Luz disse:

    Olá, tudo bem?

    Esse livro foi a primeira e única obra da autora que li até o momento, estou ansiosa esperando pela continuação. Confesso que adorei o enredo, o fato dos personagens serem mais maduros e da forma com que o romance se desenvolveu, adorei o “clube” dos amigos, enfim, adorei o livro. Claro que tenho algumas ressalvas, mas, assim como você, 4 estrelas, sem dúvidas!

    Beijo!
    Ana Luz.

  • Dani disse:

    Oi

    Eu li este livro e adorei. Para começar, eu amo romances de época, e quando vi esse livro, me apaixonei pela sinopse. Eu adorei a narrativa, os personagens e a escrita da autora. Estou louca para os próximos livros e ansiosa pelo lançamento de cada um deles.

  • Tamara Padilha disse:

    Oi! Adorei as suas observações sobre o livro e fiquei com vontade de ler, mesmo dispensando romances de época há um certo tempo. Gostei de saber dessa carga dramática maior e desse comedimento nas cenas hots, isso muito me agrada

  • Dayhara disse:

    Eu acho que o grande diferencial desse livro é isso, ele não tem aquela pegada desesperada de amor a primeira vista, é tudo bem maduro, sincero e tem uma carga emocional que de fato sensibiliza o leitor. Essa capa nao me chamaria a atenção na prateleira, mas o teor dessa história certamente sim.

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