Resenha: Coraline
“A história de Coraline é de provocar calafrios. Ao mesmo tempo sutil e cruel, o autor gosta de desafiar as imagens simples dos livros infantis tradicionais. No livro, a jovem Coraline acaba de se mudar para um apartamento num prédio antigo. Seus vizinhos são velhinhos excêntricos e amáveis que não conseguem dizer seu nome do jeito certo, mas encorajam sua curiosidade e seu instinto de exploração. Em uma tarde chuvosa, a menina consegue abrir uma porta que sempre estivera trancada na sala de visitas de casa e descobre um caminho para um misterioso apartamento ‘vazio’ no quarto andar do prédio. Para sua surpresa, o apartamento não tem nada de desabitado, e ela fica cara a cara com duas criaturas que afirmam ser seus “outros” pais. Na verdade, aquele parece ser um “outro” mundo mágico atrás da porta. Lá, há brinquedos incríveis e vizinhos que nunca falam seu nome errado. Porém a menina logo percebe que aquele mundo é tão mortal quanto encantador e que terá de usar toda a sua inteligência para derrotar seus adversários.” Fonte
Coraline foi minha iniciação na obra de Neil Gaiman. Podem me censurar por nunca ter lido nada dele, mas é um fato e eu escolhi esse livro para começar. E que começo!
Sempre que lia algo sobre essa história, minha curiosidade se aguçava. Em alguns lugares vi dizerem se tratar de literatura infantil, que de infantil, meus caros, não tem quase nada – talvez, exceto, a imaginação, que costuma ser algo abundante nas histórias para crianças e é algo que sempre me atrai. Esse livro na verdade é uma história de terror muitíssimo inteligente e criativa. Lembra um pouco sim Alice no País das Maravilhas, por ser tão alternativa, porém (apesar de Alice também ter alguns elementos assustadores) Coraline é bem mais aterrorizante.
“Seus olhos eram botões grandes, negros e brilhantes.”














