Posts com a tag ‘biografia’


Resenha: Três Irmãs (As mulheres que definiram a China moderna)

Ficha técnica:

Nome: Três Irmãs

Autor: Jung Chang

Tradutor: Odorico Leal

Páginas: 392

Editora: Companhia das Letras

 

Uma amava dinheiro, uma amava o poder e uma amava a China. Nesta biografia épica, a autora de Cisnes selvagens narra a vida das irmãs que mudaram a história de um país em ebulição.

O mais conhecido conto de fadas chinês moderno é a história das irmãs Soong, cujas vidas se estenderam do fim do século XIX ao início do século XXI. A Irmã Mais Velha, Ei-ling, casou-se com o homem mais rico da China, H. H. Kung. A Irmã Vermelha, Ching-ling, foi a companheira de Sun Yat-sen, pai fundador da China moderna e seu primeiro presidente. E a Irmã Mais Nova, May-ling, se tornaria a ambiciosa Madame Chiang Kai-shek, esposa do líder da República da China.

Em cem anos de guerras e revoluções constantes, as irmãs Soong estiveram no centro das mudanças do país e deixaram uma marca indelével na história chinesa. Elas desfrutaram privilégios e glórias, mas também se envolveram em disputas perigosas ― inclusive entre si. Neste épico de amor, guerra, exílio, intriga, glamour e traição, Jung Chang entrelaça os acontecimentos da China do século XX à vida de três mulheres inesquecíveis. (Fonte)

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Resenha: Longe de casa – Minha jornada e histórias de refugiadas pelo mundo

Ficha técnica:

Título: Longe de casa – Minha jornada e histórias de refugiadas pelo mundo

Autora: Malala Yousafzai

Tradutora: Lígia Azevedo

Páginas: 232

Editora: Seguinte

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Sinopse:

“Neste livro, a mais jovem ganhadora do prêmio Nobel da paz conta sua história de migração e dá voz a garotas que estão entre os milhões de refugiados pelo mundo.

Ao longo de sua jornada, a paquistanesa Malala Yousafzai visitou uma série de campos de refugiados, o que a levou a pensar sobre sua própria condição de migrante — primeiro dentro de seu país, ainda quando criança, e depois como ativista internacional, livre para viajar para qualquer canto do mundo, exceto sua terra natal.
Em Longe de casa, que é ao mesmo tempo um livro de memórias e uma narrativa coletiva, Malala explora sua própria trajetória de vida e apresenta as histórias de nove garotas de várias partes do mundo, do Oriente Médio à América Latina, que tiveram que deixar para trás sua comunidade, seus parentes e o único lar que conheciam.
Numa época de crises migratórias, guerras e disputas por fronteiras, Malala nos lembra que os 68,5 milhões de deslocados no mundo são mais do que uma estatística — cada um deles é uma pessoa com suas próprias vivências, sonhos e esperanças.”

Quando vi o lançamento de Longe de Casa, nas redes da Seguinte, minha vontade era pegar o livro naquele instante e começar a ler. Há algum tempo li o maravilhoso Eu sou Malala (resenha aqui) e fiquei encantada. A história da Malala Yousafzai é inspiradora e vai muito além do conhecido atentado no qual ela levou um tiro na cabeça ao retornar da escola. Mas, enquanto neste livro Malala contava a própria história, em Longe de Casa a ativista abre espaço para outras meninas e mulheres contarem suas histórias de refugiadas. E uma é mais emocionante que a outra.

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Resenha: Boy Erased – Uma verdade anulada

Ficha técnica:

Nome: Boy Erased – Uma verdade anulada

Autor: Garrard Conley

Tradutora: Carolina Selvatici

Páginas: 320

Editora: Intrínseca

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Sinopse:

“Livro que deu origem a filme estrelado por Nicole Kidman, Russel Crowe e Lucas Hedges.

Em seu elogiado livro de estreia, Garrard Conley revisita as memórias do doloroso período em que participou de um programa de conversão que prometia “curá-lo” da sua homossexualidade. Garrard — filho de um pastor da igreja Batista, criado em uma cidadezinha conservadora no sul dos Estados Unidos — foi convencido pelos próprios pais a apagar uma parte de si. Em uma tentativa desesperada de agradá-los e de não ser expulso do convívio da família, ele quase se destruiu por completo, mas encontrou forças para buscar sua identidade e hoje é ativista contra as terapias de conversão.

Tocante e inspiradora, a história de Garrard é um acerto de contas com o passado, um panorama complexo das relações do autor com a família, com a fé e com a comunidade. O livro é o testemunho dos traumas e das consequências de se tentar aniquilar parte essencial de um ser humano.”

Boy Erased chegou ao Brasil em meio a uma polêmica: a Universal Pictures, distribuidora do filme inspirado na obra literária, desistiu de exibir o filme nos cinemas brasileiros. Em meio ao cenário político conservador que vivemos atualmente, a atitude foi considerada como censura nas redes sociais, mas a distribuidora alegou que foi uma decisão comercial, baseada em custos. De fato, o filme não decolou nos EUA, com uma bilheteria fraca e nenhuma indicação ao OSCAR. A obra cinematográfica será lançada em DVD, a partir do dia 17 de abril.

Se foi censura ou capitalismo (ou uma mistura dos dois), talvez nunca chegaremos a saber. Mas e o livro, lançado pela Intrínseca? Bem, é aí que fomos conferir. Gentilmente a editora nos enviou a obra através da nossa parceria de 2019. Será que vale mesmo a pena ou o hype foi maior?

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Resenha: Hippie

Ficha técnica:

 Nome: Hippie

 Autor: Paulo Coelho

 Páginas: 296

 Editora: Paralela

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Sinopse: “Quem quer aprender deve começar olhando à sua volta.” Em seu livro mais autobiográfico, Paulo Coelho nos leva a reviver o sonho transformador e pacifista da geração hippie. Paulo é um jovem que quer ser escritor, deixa os cabelos longos e sai pelo mundo à procura da liberdade e do significado mais profundo da existência. Uma jornada que vai desde a prisão como terrorista pela ditadura militar brasileira, em 1970, enquanto viajava pela América do Sul até o encontro com Karla, em Amsterdã; quando juntos resolvem ir até o Nepal no Magic Bus. No caminho, os companheiros que vivem uma extraordinária história de amor, também passam por transformações profundas e abraçam novos valores para suas vidas.

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Resenha: Maria Bonita – Sexo, Violência e Mulheres no Cangaço

Você acha que sabe quem foi Maria Bonita? Sabia que ela só passou a ser conhecida por esse nome depois de sua morte?

Ficha técnica:

Nome: Maria Bonita – Sexo, Violência e Mulheres no Cangaço

Autora: Adriana Negreiros

Páginas: 296

Editora: Objetiva

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Sinopse: A mulher mais importante do cangaço brasileiro, que inspirou gerações de mulheres, ganha agora sua biografia mais completa e com uma perspectiva feminista. Embora a mitificação da imagem de Maria Bonita tenha escondido situações de constante violência, ela em nada diminui o caráter transgressor da Rainha do Sertão.

Desde os anos 1990, quando Vera Ferreira, filha do casal de cangaceiros mais famoso do Brasil, cravou como data de nascimento de sua mãe o 8 de março, Maria Bonita é celebrada no Dia Internacional da Mulher. Com o tempo, transformou-se em uma marca poderosa.

Enquanto a companheira de Lampião viveu, no entanto, essa personagem nunca existiu. A cangaceira que teve a cabeça decepada em 28 de julho de 1938 era simplesmente Maria de Déa: uma jovem de 28 anos que morreu sem jamais saber que, um dia, seria conhecida como Maria Bonita.

Nos anos em que viveu com Lampião e nos subsequentes à sua morte, despertou pouco interesse em pesquisadores ou jornalistas. E foi essa lacuna de informações sobre sua vida e a das outras jovens que viviam com o bando que contribuiu para que se criasse a fantasia de uma impetuosa guerreira, hábil amazona do sertão, uma Joana D’Arc da caatinga. Essa versão romântica e justiceira de Maria Bonita, rapidamente apropriada pela indústria cultural, tornou-se um produto de forte apelo comercial — e expandiu seus limites para além das fronteiras do sertão. Neste livro, Adriana Negreiros constrói a biografia mais completa até então daquela que é, sem dúvidas, a mulher mais importante do cangaço.

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