Posts com a tag ‘Clássicos’


Resenha: Inferno a bordo

Adoro literatura policial, mas nunca tinha lido Georges Simenon, aclamado escritor do gênero. Autores que admiro, como o Raphael Montes (Dias Perfeitos) o têm em alta estima e inclusive dizem serem influenciados por sua obra. Pois bem, eu precisava conferir com meus próprios olhos, mas me decepcionei por completo.

“Marujos não falam muito com outros homens, e menos ainda com policiais. Mas depois que o corpo do Capitão Fallut é encontrado próximo ao vapor em que trabalhava, o Océan, todos começam a falar em mau-olhado para tentar explicar os acontecimentos sinistros durante a última viagem da embarcação.” Fonte

A coisa boa em Inferno a Bordo é que ele é curto. Pouco mais de 100 páginas, em uma edição leve e confortável da Companhia das Letras que eu perfeitamente li num dia só, um domingo de praia. Porém, mesmo sendo relativamente curto, o livro parece mais longo devido à escrita arrastada de Simenon. E ele nem é muito descritivo, como geralmente são as leituras lentas, mas mesmo assim consegue ser cansativo em diálogos monótonos que caminham em círculos, levando o leitor de lugar algum a lugar nenhum.

Conte-me a verdade sobre os acontecimentos do terceiro dia.




Em outras palavras: Capitães da Areia

Hoje na coluna Em outras palavras temos a resenha da querida Nivia, que já participou da nossa equipe, mas agora bloga lá no GeekVox (visitem!), mas de vez em quando volta para cá. Ela adora falar de clássicos e, falando neles, a resenha de hoje é de Capitães da Areia, de Jorge Amado! Já tivemos aqui no blog a resenha da Lucy para esse livro, mas uma segunda opinião sempre é bem-vinda!

Volto para o Por Essas Páginas com mais uma resenha apaixonada. Dessa vez, sobre um livro brasileiro de Jorge Amado, baiano sensível que nos deixou com um monte de obras vindas do coração… Ganhei esse livro de um dos meus melhores amigos, e foi um presente lindo que quero compartilhar com vocês.

“Publicado em 1937, pouco depois de implantado o Estado Novo, este livro teve a primeira edição apreendida e exemplares queimados em praça pública de Salvador por autoridades da ditadura. Em 1940, marcou época na vida literária brasileira, com nova edição, e a partir daí, sucederam-se as edições nacionais e em idiomas estrangeiros. A obra teve também adaptações para o rádio, teatro e cinema. Documento sobre a vida dos meninos abandonados nas ruas de Salvador, Jorge Amado a descreve em páginas carregadas de beleza, dramaticidade e lirismo.” Fonte

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Queridinho do mês: Capitão Gancho

Meu queridinho dessa vez é muito antigo. Mais antigo que ele acho que só a Mônica mesmo (leia o post da Dona da Lua Rua aqui). Portanto, esse texto não é por causa de um certo pirata gostosão de Once Upon a Time (cofLanyviucof), mas sim por causa de um pirata com um chapéu enorme e vermelho e um bigodão ridículo que tem medo de um… crocodilo (mas eu também gosto MUITO do pirata gostosão (tira o olho dele, Lany!).

captain_hook_by_roolka-d5d9r7qMeu primeiro contato com o fantástico Capitão Gancho (ou James Hook, mas eu gosto mais de “Gancho” mesmo), não foi com os livros de J. M. Barrie, mas sim com “Hook” (no Brasil, “Hook – A Volta do Capitão Gancho“), o longa de Steven Spielberg de 1991. Eu assistia esse filme quando era criança, na Seção da Tarde, não importava quantas vezes ele passasse. Eu até sei falas de cor (ainda continuo sabendo!). E, apesar de amar Peter Pan nesse filme (interpretado pelo meu ator preferido na infância, Robin Williams), é impossível não amar o Capitão Gancho (interpretado pelo incrível Dustin Hoffman). Para começar, o nome dele está no título, caham, mas o mais importante mesmo é que não existe Peter Pan sem Capitão Gancho, como afirma o próprio pirata (mas o contrário, sim, como ficou provado em OUAT!).

What would the world be like without Captain Hook?




Em outras palavras: Memórias das minhas putas tristes

Hoje, aqui na coluna Em outras palavras, temos a resenha da querida Nivia Fernandes! Sem mais delongas, nas palavras da Nivia a resenha de Memórias das minhas putas tristes, de Gabriel García Márquez.

Olá, pessoal! Retornei para fazer resenha de um livro que ganhei na Sexta do Sebo! Não é o máximo isso? A prova de que a promoção realmente cumpre uma de suas missões: disseminar a leitura por aí através de repasse de livros. Este veio em ótimo estado, aliás, e pretendo conservá-lo assim.

É mais uma pérola do autor colombiano Gabriel García Márquez. Seus romances com toques de fantasia nos acontecimentos, realidade nos diálogos e comportamentos dos personagens são encantadores!

“No ano que completei noventa anos, quis presentear-me com uma noite de amor louco com uma adolescente virgem”. E é assim, sem rodeios, que Gabriel García Márquez nos apresenta a história deste velho jornalista que escolhe a luxúria para provar a si mesmo, e ao mundo, que está vivo. Primeira obra de ficção do autor colombiano em dez anos, “Memória de Minhas Putas Tristes” desfia as lembranças de vida desse inesquecível e solitário personagem em mais um vigoroso livro de Gabriel García Márquez. O leitor irá acompanhar as aventuras sexuais deste senhor, narrador dessas memórias, que vai viver cerca de “cem anos de solidão” embotado e embrutecido, escrevendo crônicas e resenhas maçantes para um jornal provinciano, dando aulas de gramática para alunos tão sem horizontes quanto ele, e, acima de tudo, perambulando de bordel em bordel, dormindo com mulheres descartáveis, até chegar, enfim, a esta inesperada e surpreendente história de amor. Escolhido o presente, ele segue para o prostíbulo de uma pitoresca cidade e ao ver a jovem de costas, completamente nua, sua vida muda imediatamente. Quando acorda ao lado da ainda pura ninfeta Delgadina, o personagem ganha a humanidade que lhe faltou enquanto fugia do amor como se tivesse atrás de si um dos generais que se revezaram no poder da mítica Colômbia de Gabriel García Márquez. Agora que a conheceu, ele se vê à beira da morte. Mas não pela idade, e sim por amor. Para uns, “Memória de Minhas Putas Tristes” trata-se de uma reflexão romanceada sobre o amor na terceira idade. Para outros, é um hino de louvor à vida e, por extensão, ao amor, já que um não existe sem o outro no imaginário do Prêmio Nobel de Literatura de 1982. Sempre sublime, Gabriel García Márquez presenteia-nos com esta jóia narrativa repleta de sabedoria, memória e bom humor, que confere ainda mais brilho à sua genialidade literária.” Fonte

Cantei em seu ouvido: A cama de Delgadina de anjos está rodeada.




Em outras palavras: 1984

A coluna Em outras palavras de hoje volta com a resenha da Nivia Fernandes. Ela já foi parte da nossa equipe aqui no blog, porém precisou se afastar, mas hoje retorna com uma resenha especial para a nossa coluna de convidados. Aqui o espaço é aberto para quem quiser resenhar seus livros favoritos! Quem estiver interessado deve apenas mandar um e-mail para a gente via contato@poressaspaginas.com. Aproveitem a resenha da Nivia!

Olá, pessoal! Já estive no blog antes, mas devido a ler pouco na faculdade, acabei indo embora. Mas o carinho pelo PEP e as amigas maravilhosas que tenho aqui é eterno, então voltei aqui para fazer uma ronda especial! As resenhas daqui são referências de leitura para mim, sem dúvida alguma. Mas de qualquer forma, vim deleitá-los com um clássico, tratem de assoprar a estante aí que lá vem mofo! Um bem especial que vai deixá-los espirrando de nervoso.

“‘1984’ não é apenas mais um livro sobre política, mas uma metáfora do mundo que estamos inexoravelmente construindo. Invasão de privacidade, avanços tecnológicos que propiciam o controle total dos indivíduos, destruição ou manipulação da memória histórica dos povos e guerras para assegurar a paz já fazem parte da realidade. Se essa realidade caminhar para o cenário antevisto em 1984 , o indivíduo não terá qualquer defesa. Aí reside a importância de se ler Orwell, porque seus escritos são capazes de alertar as gerações presentes e futuras do perigo que correm e de mobilizá-las pela humanização do mundo.

Falo de praticamente da adenina do DNA de todo conteúdo distópico que existe… A obra “1984”, de George Orwell. Já fiz resenha sobre “Fahrenheit 451”, do falecido há pouco tempo Ray Bradbury, mas confesso que “1984” é mil vezes mais perturbador. E é fascinante. Se você parar e entender que Orwell (pseudônimo Eric Arthur Blair) escreveu esse livro em 1949… Vai ficar mais assustado ainda.

“Quem controla o passado, controla o futuro; quem controla o presente controla o passado.”

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