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Resenha: a cor do leite

Forte e sensível, belo e visceral, feminista e humano. Esses são apenas alguns dos muitos adjetivos de a cor do leite (sim, em minúsculas), de Nell Leyshon e da Editora Bertrand Brasil. Quando recebi esse livro como uma cortesia da nossa parceria com o Grupo Editorial Record, apesar de ter considerado a capa belíssima (aveludada, deliciosa de tocar) e a sinopse instigante, acabei deixando-o para depois, devido às leituras de parceria. Grande erro: a cor do leite é um livro para ser lido imediatamente, com urgência, e acabou se tornando um dos meus favoritos na estante.

“em 1831, uma menina de 15 anos decide escrever a própria história. mary tem a língua afiada, cabelos da cor do leite, tão brancos quanto sua pele, e leva uma vida dura, trabalhando com suas três irmãs na fazenda da família. seu pai é um homem severo, que se importa apenas com o lucro das plantações. contudo, quando é enviada, contra a sua vontade, ao presbitério para cuidar da esposa do pastor, mary comprovará que a vida podia ainda ser pior. sem o direito de tomar as decisões sobre sua vida, mary tem urgência em narrar a verdade sobre sua história, mas o tempo é escasso e tudo que lhe importa é que o leitor saiba os motivos de suas atitudes. a cor do leite apresenta a narrativa desesperada de uma menina ingênua e desesperançosa, mas extremamente perspicaz e prática. escrito em primeira pessoa e todo em letras minúsculas, o texto possui estrutura típica de quem ainda não tem o pleno controle da linguagem. a jovem narradora intercala a história com suas opiniões, considerados por alguns críticos os trechos mais angustiantes da obra.” Fonte

eu não sabia. sabia que tinha sonhos mas não sabia quais.




Resenha: Proibido

Foram os três os motivos que me fizeram desejar ler Proibido, da autora Tabitha Suzuma: o primeiro, a capa belíssima e sensível; o segundo, o tema incesto, tão pouco explorado na literatura e um tabu em qualquer sociedade; o último, o fato de que a Editora Valentina informou aos parceiros que, quanto menos se soubesse sobre o livro, melhor. Todos esses fatos reunidos me encheram de expectativa, mas quando iniciei a leitura, foi como se um balão lentamente se esvaziasse e um vazio o preenchesse. É delicado explicar porque esse livro não me agradou como eu esperava, principalmente por ser um romance com uma recepção tão boa da crítica e também na blogosfera.

“Ela é doce, sensível e extremamente sofrida: tem dezesseis anos, mas a maturidade de uma mulher marcada pelas provações e privações da pobreza, o pulso forte e a têmpera de quem cria os irmãos menores como filhos há anos, e só uma pessoa conhece a mágoa e a abnegação que se escondem por trás de seus tristes olhos azuis.

Ele é brilhante, generoso e altamente responsável: tem dezessete anos, mas a fibra e o senso de dever de um pai de família, lutando contra tudo e contra todos para mantê-la unida, e só uma pessoa conhece a grandeza e a força de caráter que se escondem por trás daqueles intensos olhos verdes.

Eles são irmão e irmã.

Mas será que o mundo receberá de braços abertos aqueles que ousaram violar um de seus mais arraigados tabus? E você, receberia? Com extrema sutileza psicológica e sensibilidade poética, cenas de inesquecível beleza visual e diálogos de porte dramatúrgico, Suzuma tece uma tapeçaria visceralmente humana, fazendo pouco a pouco aflorar dos fios simples do quotidiano um assombroso mito eterno em toda a sua riqueza, mistério e profundidade.” Fonte

Será que eu me arrependo mesmo daquela noite? Aquele momento de felicidade sem comparação – algumas pessoas não o vivem em toda uma vida.




Resenha: Mentirosos

Recebi a prova de Mentirosos, da autora E. Lockart, quando eu e a Lucy visitamos a Editora Companhia das Letras/ Seguinte, no primeiro dia da Bienal. A editora fez um kit lindo para os blogueiros, com sacola, mimos e, claro, livros. Separamos aqui entre as colunistas e eu fiquei com essa obra, pois do jeito que o pessoal na editora falou, fiquei interessadíssima. Para vocês terem um gostinho, a única coisa que eu sabia sobre o livro era que havia um mistério terrível e que, quanto menos se soubesse sobre ele, melhor, de maneira que, se vocês ficarem com um pouco de receio de ler essa resenha, vou entender. Mas fiquem tranquilos, não há spoilers; seria um pecado estragar o final do ótimo Mentirosos.

“Cadence vem de uma família rica, chefiada por um patriarca que possui uma ilha particular no Cabo Cod, onde a família toda passa o verão. Cadence, seus primos Johnny e Mirren e o amigo Gat (os quatro “Mentirosos”) são inseparáveis desde os oito anos. Durante o verão de seus quinze anos, porém, Cadence sofre um misterioso acidente. Ela passa os próximos dois anos em um período conturbado, com amnésia, fortes dores de cabeça e muitos analgésicos, tentando juntar as lembranças sobre o que aconteceu.” Fonte

Minha mente está brincando com as palavras como sempre faz.




Resenha: Eleanor & Park

Quando a Novo Século disponibilizou esse livro, eu imediatamente solicitei para leitura. Sim, muito motivada pela maravilhosa resenha que a Lany postou aqui e confesso que vai ser difícil falar de Eleanor & Park novamente sem soar repetitivo e redundante, porque realmente você cai de amores pela história. Mas, uma vez que o livro foi enviado e é a tradução oficial, acho mais do que justo postar aqui as minhas observações.

ELEANOR_E_PARKSinopse: Eleanor & Park é engraçado, triste, sarcástico, sincero e, acima de tudo, geek. Os personagens que dão título ao livro são dois jovens vizinhos de dezesseis anos. Park, descendente de coreanos e apaixonado por música e quadrinhos, não chega exatamente a ser popular, mas consegue não ser incomodado pelos colegas de escola. Eleanor, ruiva, sempre vestida com roupas estranhas e “grande” (ela pensa em si própria como gorda), é a filha mais velha de uma problemática família. Os dois se encontram no ônibus escolar todos os dias. Apesar de uma certa relutância no início, começam a conversar, enquanto dividem os quadrinhos de X-Men e Watchmen. E nem a tiração de sarro dos amigos e a desaprovação da família impede que Eleanor e Park se apaixonem, ao som de The Cure e Smiths. Esta é uma história sobre o primeiro amor, sobre como ele é invariavelmente intenso e quase sempre fadado a quebrar corações. Um amor que faz você se sentir desesperado e esperançoso ao mesmo tempo. Fonte

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A Cuca Recomenda: O Silêncio do Mundo

“Num continente oprimido por um governo autoritário, a adolescente Lícia tenta entender o mundo à sua volta ouvindo CDs antigos e procurando músicas e fotos nos restos da banida Internet.” Fonte

Gostei tanto desse conto que é até difícil procurar por onde começar a falar dele. Ele é belo e melancólico sem ser piegas; é complexo e profundo sem ser pretensioso. Acho que ele sintetiza bastante como é a escrita da autora Melissa de Sá (você pode encontrar resenhas de outros contos e livros dela aqui). Extremamente sensível, esse conto capta com perfeição o que é a beleza, a solidão e o conflito de ser adolescente, especialmente em um mundo degradado e cinza.

São músicas tristes. O Yuri diz que é porque o mundo já estava chorando por seu futuro.

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