Posts com a tag ‘Drama’


Resenha: Mentirosos

Recebi a prova de Mentirosos, da autora E. Lockart, quando eu e a Lucy visitamos a Editora Companhia das Letras/ Seguinte, no primeiro dia da Bienal. A editora fez um kit lindo para os blogueiros, com sacola, mimos e, claro, livros. Separamos aqui entre as colunistas e eu fiquei com essa obra, pois do jeito que o pessoal na editora falou, fiquei interessadíssima. Para vocês terem um gostinho, a única coisa que eu sabia sobre o livro era que havia um mistério terrível e que, quanto menos se soubesse sobre ele, melhor, de maneira que, se vocês ficarem com um pouco de receio de ler essa resenha, vou entender. Mas fiquem tranquilos, não há spoilers; seria um pecado estragar o final do ótimo Mentirosos.

“Cadence vem de uma família rica, chefiada por um patriarca que possui uma ilha particular no Cabo Cod, onde a família toda passa o verão. Cadence, seus primos Johnny e Mirren e o amigo Gat (os quatro “Mentirosos”) são inseparáveis desde os oito anos. Durante o verão de seus quinze anos, porém, Cadence sofre um misterioso acidente. Ela passa os próximos dois anos em um período conturbado, com amnésia, fortes dores de cabeça e muitos analgésicos, tentando juntar as lembranças sobre o que aconteceu.” Fonte

Minha mente está brincando com as palavras como sempre faz.




Resenha: Eleanor & Park

Quando a Novo Século disponibilizou esse livro, eu imediatamente solicitei para leitura. Sim, muito motivada pela maravilhosa resenha que a Lany postou aqui e confesso que vai ser difícil falar de Eleanor & Park novamente sem soar repetitivo e redundante, porque realmente você cai de amores pela história. Mas, uma vez que o livro foi enviado e é a tradução oficial, acho mais do que justo postar aqui as minhas observações.

ELEANOR_E_PARKSinopse: Eleanor & Park é engraçado, triste, sarcástico, sincero e, acima de tudo, geek. Os personagens que dão título ao livro são dois jovens vizinhos de dezesseis anos. Park, descendente de coreanos e apaixonado por música e quadrinhos, não chega exatamente a ser popular, mas consegue não ser incomodado pelos colegas de escola. Eleanor, ruiva, sempre vestida com roupas estranhas e “grande” (ela pensa em si própria como gorda), é a filha mais velha de uma problemática família. Os dois se encontram no ônibus escolar todos os dias. Apesar de uma certa relutância no início, começam a conversar, enquanto dividem os quadrinhos de X-Men e Watchmen. E nem a tiração de sarro dos amigos e a desaprovação da família impede que Eleanor e Park se apaixonem, ao som de The Cure e Smiths. Esta é uma história sobre o primeiro amor, sobre como ele é invariavelmente intenso e quase sempre fadado a quebrar corações. Um amor que faz você se sentir desesperado e esperançoso ao mesmo tempo. Fonte

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A Cuca Recomenda: O Silêncio do Mundo

“Num continente oprimido por um governo autoritário, a adolescente Lícia tenta entender o mundo à sua volta ouvindo CDs antigos e procurando músicas e fotos nos restos da banida Internet.” Fonte

Gostei tanto desse conto que é até difícil procurar por onde começar a falar dele. Ele é belo e melancólico sem ser piegas; é complexo e profundo sem ser pretensioso. Acho que ele sintetiza bastante como é a escrita da autora Melissa de Sá (você pode encontrar resenhas de outros contos e livros dela aqui). Extremamente sensível, esse conto capta com perfeição o que é a beleza, a solidão e o conflito de ser adolescente, especialmente em um mundo degradado e cinza.

São músicas tristes. O Yuri diz que é porque o mundo já estava chorando por seu futuro.




Resenha: Passarinho

Passarinho é o livro de estreia da autora Crystal Chan. E, talvez exatamente por esse motivo, a obra é uma montanha russa de estilo, misturando inexperiência literária, evolução de escrita e uma história sensível que poderia tocar mais se a escritora tivesse trabalhado mais no livro e em sua escrita. Confesso que esperava mais da obra esperava me emocionar e não foi o que aconteceu. Ainda assim, Passarinho é um belo livro sobre amizade, família e luto.

PASSARINHO“O avô de Joia parou de falar no dia em que matou o irmão dela. O menino se chamava John, e achava que tinha asas. Subia e saltava do alto de qualquer coisa, até ganhar do avô o apelido de Passarinho. Joia não teve a chance de conhecê-lo, pois Passarinho se jogou do penhasco bem no dia em que ela nasceu. Ainda assim, por muito tempo ela viveu à sombra de suas asas. Agora, aos doze anos, Joia mora em uma casa tomada por silêncio e segredos. Os pais culpam o avô pela tragédia do passado, atribuem a ele a má sorte da família. Joia tem certeza de que nunca será tão amada quanto o irmão, até que ela conhece um garoto misterioso no alto de uma árvore. Um garoto que também se chama John. O avô está convencido de que esse novo amigo é um duppy — um espírito maldoso —, mas Joia sabe que isso não é verdade. E talvez em John esteja a chave para quebrar a maldição que recaiu sobre sua família desde que Passarinho morreu.” Fonte

Se você entrega muito de si a alguém, rápido demais, essa pessoa pode simplesmente ir embora e levar tudo.




Resenha: Fique onde está e então corra

John Boyne se tornou um dos meus autores favoritos (ainda vou fazer um Meu Autor de Cabeceira dele, logo, logo) desde que li O Ladrão do Tempo. Desde então, sempre que a Companhia das Letras ou a Seguinte lançam algo dele… eu já fico doida. A Lany que o diga: há várias conversas no Facebook onde eu digo “JohnBoyneJohnBoyneJohnBoyne”. Enfim, foi por isso que quis ler Fique onde está e então corra, último lançamento dele pela Seguinte. E, maravilhoso que é, Boyne não me decepcionou: sensível, emocionante, inspirador, honesto, fiel. Eu poderia dar um milhão de adjetivos para esse livro. Senta que lá vem resenha apaixonada mais uma vez.

“Em meio às tragédias da Primeira Guerra Mundial, o amor é a única arma de um garoto para curar seu pai. Alfie Summerfield nunca se esqueceu de seu aniversário de cinco anos. Quase nenhum amigo dele pôde ir à festa, e os adultos pareciam preocupados — enquanto alguns tentavam se convencer de que tudo estaria resolvido antes do Natal, sua avó não parava de repetir que eles estavam todos perdidos. Alfie ainda não entendia direito o que estava acontecendo, mas a Primeira Guerra Mundial tinha acabado de começar. Seu pai logo se alistou para o combate, e depois de quatro longos anos Alfie já não recebia mais notícias de seu paradeiro. Até que um dia o garoto descobre uma pista indicando que talvez o pai estivesse mais perto do que ele imaginava. Determinado, Alfie mobilizará todas suas forças para trazê-lo de volta para casa.” Fonte

Pela melhor razão do mundo – ele explicou. – Por amor.

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