Posts com a tag ‘feminismo’


Resenha: Glória e Ruína

Glória e RuínaFicha técnica:

Nome: Glória e Ruína

Autor: Tracy Branghart

Tradutor: Isadora Prospero

Páginas: 312

Editora: Seguinte

Na continuação de Graça e Fúria, Serina e Nomi Tessaro vão dar início a uma revolução que vai mudar a vida de todas as mulheres de seu país. As irmãs Serina e Nomi Tessaro nunca imaginaram que acabariam em lugares tão distintos: Serina em uma ilha-prisão, Monte Ruína; Nomi no palácio de Bellaqua, como uma graça, à disposição do príncipe herdeiro do reino. Depois de sofrer uma grande traição, Nomi também é mandada para a ilha e, ao chegar lá, para sua surpresa, encontra Serina à frente de uma rebelião das prisioneiras contra os guardas.

Agora as irmãs têm um objetivo em comum: mudar o funcionamento de toda a sociedade. Além disso, elas sabem que Renzo, gêmeo de Nomi, está em perigo. Relutantes, elas se separam mais uma vez, e Nomi retorna à capital, enquanto Serina permanece em Monte Ruína para garantir que todas as mulheres encontrem um lugar seguro para viver. Só que nada sai como o planejado ― e as duas vão ter de enfrentar os seus maiores medos para mudar o país de uma vez por todas. Fonte

Esta resenha contém alguns spoilers inevitáveis de Graça e Fúria. Mas não vai prejudicar sua leitura.

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Resenha: Mulheres na Luta

Ficha técnica:

Título: Mulheres na Luta – 150 anos em busca de liberdade, igualdade e sororidade

Autoras: Marta Breen e Jenny Jordahl

Posfácio “Brasileiras na Luta”: Bárbara Castro

Tradutora: Kristin Lie Garrubo

Páginas: 128

Editora: Seguinte

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Sinopse: “Há 150 anos, a vida das mulheres era muito diferente: elas não podiam tomar decisões sobre seu corpo, votar ou ganhar o próprio dinheiro. Quando nasciam, os pais estavam no comando; depois, os maridos. O cenário só começou a mudar quando elas passaram a se organizar e a lutar por liberdade e igualdade. Neste livro, Marta Breen e Jenny Jordahl destacam batalhas históricas das mulheres — pelo direito à educação, pela participação na política, pelo uso de contraceptivos, por igualdade no mercado de trabalho, entre várias outras —, relacionando-as a diversos movimentos sociais. O resultado é um rico panorama da luta feminista, que mostra o avanço que já foi feito — e tudo o que ainda precisamos conquistar.”

Quando vi a edição de Mulheres na Luta – 150 anos em busca de liberdade, igualdade e sororidade na livraria, é claro que o título e o tema me chamaram atenção, mas preciso ser franca: foi o capricho que me fez querer pedir essa HQ para nossa parceira, a Editora Seguinte. A edição capa dura é cheirosa (muito!), com ilustrações lindíssimas e miolo todo colorido. Se vale a pena? E muito! Cada página é um aprendizado sobre as mulheres que construíram nossa história (e muitas vezes foram sumariamente apagadas dela) e, além disso, é uma obra para se ter na estante e abraçar (e cheirar!).

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Resenha: Vox

Ficha técnica:

Nome: Vox

Autor: Christina Dalcher

Tradutora: Alves Calado

Páginas: 320

Editora: Arqueiro

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Sinopse:

“O governo decreta que as mulheres só podem falar 100 palavras por dia. A Dra. Jean McClellan está em negação. Ela não acredita que isso esteja acontecendo de verdade.

Esse é só o começo…

Em pouco tempo, as mulheres também são impedidas de trabalhar e os professores não ensinam mais as meninas a ler e escrever. Antes, cada pessoa falava em média 16 mil palavras por dia, mas agora as mulheres só têm 100 palavras para se fazer ouvir.

…mas não é o fim.

Lutando por si mesma, sua filha e todas as mulheres silenciadas, Jean vai reivindicar sua voz.”

Vox foi um livro que me interessou antes de ser publicado no Brasil, pela Editora Arqueiro. Li algumas resenhas muito positivas e o livro foi vendido como “o novo O Conto da Aia“, o que obviamente me interessou. Comprei o livro em uma promoção do Submarino e comecei a ler assim que ele chegou em casa, mas, apesar do início tenso e eletrizante, a partir da metade até o final o livro desce a ladeira e decepciona.

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Resenha: Graça e Fúria

Ficha técnica:

Nome: Graça e Fúria

Autor: Tracy Banghart

Tradutor: Isadora Prospero

Páginas: 304

Editora: Seguinte

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Sinopse: Duas irmãs lutam para mudar o próprio destino no primeiro volume de uma série de fantasia repleta de romance, ação e intrigas políticas. Em Viridia, as mulheres não têm direitos. Em vez de rainhas, os governantes escolhem periodicamente três graças — jovens que viveriam ao seu dispor. Serina Tessaro treinou a vida inteira para se tornar uma graça, mas é Nomi, sua irmã mais nova, quem acaba sendo escolhida pelo herdeiro. Nomi nunca aceitou as regras que lhe eram impostas e aprendeu a ler, apesar de a leitura ser proibida para as mulheres. Seu fascínio por livros a levou a roubar um exemplar da biblioteca real — mas é Serina quem acaba sendo pega com ele nas mãos. Como punição, a garota é enviada a uma ilha que serve de prisão para mulheres rebeldes. Agora, Serina e Nomi estão presas a destinos que nunca desejaram — e farão de tudo para se reencontrar. Fonte

Para você que gostou de O conto da Aia, talvez vá gostar desse livro. Ou não, talvez você veja algo muito romantizado e que ache desnecessário. Eu não considerei o romance, mesmo porque ele fica bem em segundo plano nesse livro, e me concentrei nas lutas que as duas protagonistas travam.

A toda mulher que mandaram sentar e ficar quieta… e que se levantou mesmo assim.




Terça Livre: O Conto da Aia e a perda de direitos

Chegou minha Terça Livre e, a cinco dias das eleições, resolvi trazer para vocês um debate sobre esta obra poderosa e assustadora de Margareth Atwood – e como a ficção caminha muito perto da realidade.

E antes que alguém fale que este post é de viés político, falo em nome do blog sim: de mim, da Lucy, da Lany e dos colaboradores. Todos aqui somos #EleNão. Para quem respira literatura como nós, é impossível não se posicionar diante de tal catástrofe democrática.

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