Posts com a tag ‘mistério’


Resenha: O Príncipe da Névoa

O que você faz quando está de ressaca literária? Bem, eu passei por uma terrível esse mês e a solução que encontrei foi: apanhar um livro de um dos meus autores favoritos na estante, esquecer por uns dias a pilha de leituras e mergulhar em um universo que eu tinha certeza que me emocionaria. E o resultado? Claro que emocionou, claro que o livro foi perfeito! Como não poderia ser, quando estamos falando de uma obra – e não qualquer uma, mas a primeira! – do magnífico Carlos Ruiz Zafón?

“A nova casa dos Carver é cercada por mistério. Ela ainda respira o espírito de Jacob, filho dos ex-proprietários, que se afogou. As estranhas circunstâncias de sua morte só começam a se esclarecer com o aparecimento de um personagem do mal – o Príncipe da Névoa, capaz de conceder qualquer desejo de uma pessoa, a um alto preço.” Fonte

Para mim Zafón é sinônimo de uma boa leitura. O Príncipe da Névoa foi o terceiro livro que li de sua autoria e, a exemplo dos outros livros dele que li, Zafón novamente não me decepcionou e, melhor ainda, conseguiu novamente me encantar e surpreender.

Ele não vai voltar.




Resenha: A Verdade sobre o Caso Harry Quebert

Aproveitei uma super promoção do dia da Amazon pra baixar este livro para o meu Kindle. Já tinha ouvido falar e estava curiosa pra ler. Foi um dos livros que li durante as minhas férias e quero compartilhar com vocês.

A_VERDADE_SOBRE_O_CASO_HARRY_QUEBERT_1397667963PAos vinte e oito anos Marcus Goldman viu sua vida se transformar radicalmente. Seu primeiro livro tornou-se um best-seller, ele virou uma celebridade e assinou um contrato milionário para um novo romance. E então foi acometido pela doença dos escritores. A poucos meses do prazo para a entrega do novo original, pressionado por seu editora e por seu agente, Marcus não consegue escrever nem uma linha.

Na tentativa de superar seu bloqueio criativo, Marcus decide passar uns dias com seu mentor, Harry Quebert, um dos escritores mais respeitados do país. É então que tudo muda. O corpo de uma jovem de quinze anos – desaparecida sem deixar rastros em 1975 – é encontrado enterrado no jardim de Harry, junto com o original do romance que o consagrou. Harry admite ter tido um caso com a garota e ter escrito o livro para ela, mas alega inocência no caso do assassinato.

Com o intuito de ajudar Harry, Marcus começa uma investigação por contra própria. Uma teia de segredos emerge, mas a verdade só virá à tona depois de uma longa e complexa jornada.

Um extraordinário livro de suspense, uma história de amor e um thriller excepcional, A Verdade Sobre O Caso Harry Quebert escapa a todas as tentativas de descrição. Nada do que você leu antes poderia prepará-lo para este livro. (Fonte)

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Resenha: Inferno a bordo

Adoro literatura policial, mas nunca tinha lido Georges Simenon, aclamado escritor do gênero. Autores que admiro, como o Raphael Montes (Dias Perfeitos) o têm em alta estima e inclusive dizem serem influenciados por sua obra. Pois bem, eu precisava conferir com meus próprios olhos, mas me decepcionei por completo.

“Marujos não falam muito com outros homens, e menos ainda com policiais. Mas depois que o corpo do Capitão Fallut é encontrado próximo ao vapor em que trabalhava, o Océan, todos começam a falar em mau-olhado para tentar explicar os acontecimentos sinistros durante a última viagem da embarcação.” Fonte

A coisa boa em Inferno a Bordo é que ele é curto. Pouco mais de 100 páginas, em uma edição leve e confortável da Companhia das Letras que eu perfeitamente li num dia só, um domingo de praia. Porém, mesmo sendo relativamente curto, o livro parece mais longo devido à escrita arrastada de Simenon. E ele nem é muito descritivo, como geralmente são as leituras lentas, mas mesmo assim consegue ser cansativo em diálogos monótonos que caminham em círculos, levando o leitor de lugar algum a lugar nenhum.

Conte-me a verdade sobre os acontecimentos do terceiro dia.




Resenha: O Cachorro Amarelo

cachorro amareloSinopse: O cachorro amarelo se passa na cidade costeira de Concarneau, na região francesa da Bretanha. Após o assassinato de um mercador de vinhos, Maigret passa a desconfiar de Emma, uma garçonete submissa. A chave para a resposta, contudo, está num misterioso cachorro amarelo que vaga pelas redondezas e costuma repousar aos pés de Emma.
A popularidade do comissário Maigret – seu personagem mais famoso – e as diversas adaptações para o audiovisual contribuíram para reforçar a imagem de Georges Simenon como um autor de livros para consumo rápido.
Nada mais equivocado. Simenon figura entre os grandes escritores do século XX. Entre seus milhares de admiradores ilustres, André Gide, Charles Chaplin, Henry Miller, William Faulkner e Federico Fellini eram os primeiros da fila. Além das muitas histórias policiais, produziu 41 “romances duros”, obras em geral maiores no tamanho e na ambição, construídas fora dos esquadros das tramas de investigação e não raro incluídas no cânone da literatura europeia.

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Resenha: A Fera Interior

Recebi esse livro gentilmente da Editora Vestígio há vários meses. Eu o solicitei após me deparar com algumas opiniões extremamente positivas sobre o livro, que me deixaram intrigada; a sinopse também é instigante, afinal, cinco homens assassinados e castrados e todo um caso envolvendo pedofilia? Tenso. Por meu desleixo, acabei lendo outros livros na frente dele e acabei pegando-o para ler só no final de abril. Final de abril. Terminei a leitura agora no começo de julho. São pouco mais de dois meses lendo um livro e, para mim, isso é muito tempo. Simplesmente esse livro não funcionou para mim; não conseguia ler e acabava lendo outros livros enquanto a leitura dele continuava emperrada. Estou até agora tentando entender o que aconteceu – no livro e na minha leitura dele. Aviso: essa resenha pode ser confusa e ligeiramente irritada, porque assim são meus sentimentos em relação a esse livro.

“Cinco corpos masculinos mutilados – castrados – e um rico empreendedor que denuncia na mídia a falta de firmeza da justiça dinamarquesa para com os pedófilos. O inspetor Simonsen, que tem experiência demais para não desconfiar das coincidências, logo compreende que está diante de um plano de grandes dimensões, cujos pormenores ainda desconhece…

Neste primeiro romance, intenso e cativante, Lotte e Søren Hammer constroem uma intriga milimétrica e engenhosa sobre um assunto ainda tabu na Dinamarca, a pedofilia. Pintando o retrato de uma opinião pública que toma partido dos assassinos, os autores levam o leitor a questionar suas próprias certezas éticas.” Fonte

E uma verdade mais primitiva estava batendo na porta: o direito do cidadão comum, a vontade do povo, a velha e boa vingança.

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