Posts com a tag ‘Morte’


Top Ten Tuesday: Dez livros para entrar no espírito do Halloween

O Top Ten Tuesday dessa semana virou Top Ten Thursday! Não, não é uma coluna nova. Foi apenas falta de tempo mesmo. E como estamos quase no final do mês de outubro, o tema hoje vai ser um dos meus preferidos: livros aterrorizantes, livros de botar medo e dar pesadelos, livros para ler em 31 de outubro, ou seja, o Dia das Bruxas!

Here’s Johnny!




Resenha: Garotas de Vidro

“Lia e Cassie são amigas há anos, ambas congeladas em seus corpos. No entanto, em uma manhã, Lia acorda com a notícia de que Cassie está morta, e as circunstâncias de sua morte ainda são um mistério. Não bastasse isso, Cassie tentara falar com Lia momentos antes, para pedir ajuda. Lia tem de lidar com o pai, que é um renomado escritor, sua madrasta e a mãe, uma cardiologista que vive ocupada, salvando a vida dos outros. Contudo, seu maior tormento é a voz dentro de si mesma, que não a deixa se esquecer de manter o controle, continuar forte e perder mais, sempre perder mais, e pesar menos. Bem menos.” Fonte

Esse é um livro forte e difícil de ler, e ao mesmo tempo, um livro que você não consegue largar. Li em poucos dias, e apenas não li em menos porque tinha que fazer outras coisas e não pude dedicar dias inteiros ao livro.

Lia é uma garota presa ao seu próprio corpo e à tortura que ela/sua família/a sociedade impuseram a ela mesma. Ela chegou a um nível de obsessão que nada mais a satisfaz, nada tem sentido, a única razão de sua existência é permanecer forte e vazia, e o peso nunca é suficiente. Ela sempre quer menos. Sua obsessão se acentua quando Cassie, sua melhor amiga – e também cúmplice do tormento que as duas vivem – morre sem explicação, sozinha em um quarto de motel. Ela tinha ligado para Lia trinta e três vezes. Trinta e três vezes. E Lia não atendeu.

A verdade nem sempre é o que enxergamos.




Resenha: Love, a história de Lisey

“Lisey Landon compartilhava uma intimidade profunda e às vezes assustadora com seu marido, Scott, um escritor célebre e cheio de segredos. Um desses segredos era a fonte de sua imaginação, um lugar com a capacidade de curá-lo ou destruí-lo. Agora, dois anos depois da morte de Scott, chega a vez de Lisey enfrentar os demônios de seu marido, embarcando em uma perigosa viagem na escuridão que ele habitava. Love é uma parábola sobre a imaginação e o amor, e sobre o poder do amor de transformar e de salvar.” Fonte

Um livro, apesar de ser algo, à primeira vista, imutável, com todas suas palavras impressas, mudando de vez em quando apenas o tipo de fonte, o papel, o tamanho ou a capa, na realidade é algo extremamente mutável, algo com uma forma, significado e olhos – principalmente os olhos – sempre diferentes para cada pessoa que o lê. Isso acontece porque cada pessoa é diferente da outra, em vários tons, e de uma maneira especial. Um livro – uma história, na verdade, pois esta não é uma exclusividade dos livros, apesar de ser brilhantemente contada neles – também é diferente para a mesma pessoa que o lê, em diversas leituras, pelo exato detalhe que uma pessoa é diferente em cada instante da sua vida, seja este há dez anos ou dez minutos. Nós somos seres em constante mutação, especialmente de pensamentos e sentimentos, e isso se transfere para as histórias que lemos, as quais adquirem significados completamente diferentes à luz dos momentos que vivemos em nossas próprias vidinhas – às vezes tão comuns, mas mesmo assim, extraordinárias a seu próprio modo.

É por isso que eu acho que cada livro tem seu momento de ser lido. Um momento especial, que não se repetirá jamais. Às vezes lemos um livro cedo demais. Às vezes, tarde demais. E algumas abençoadas vezes, algo, talvez a providência ou algo maior, coloque em nossas mãos uma história perfeita para aquela época em que vivemos. Posso dizer que li Love no momento exato que deveria lê-lo.

Bool! E fim?




Resenha: The Raven Boys

O primeiro contato que tive com The Raven Boys foi quando Maggie Stiefvater anunciou em seu twitter a data de publicação de seu primeiro livro com “bad boys“. Agora, apesar de eu sempre me encantar com mocinhos bonzinhos e bem escritos, eu tenho uma queda por um bad boy como qualquer outra garota, e se ele for escrito por Ms. Stiefvater então, é fato que será um bom personagem! Por isso que quando The Raven Boys foi lançado essa semana, eu não perdi tempo e corri até a livraria mais próxima para adquirir minha cópia. Embora eu soubesse mais ou menos do que se tratava o livro, confesso que ele me surpreendeu logo nas primeiras páginas. Isso porque eu sou uma das pessoas mais assustadas que conheço: não assisto a filmes de terror, raramente leio livros sobre o assunto, e não consigo dormir se meu quarto estiver completamente escuro. E The Raven Boys já começa com o pé direito no sobrenatural!

Todo dia 24 de Abril (Véspera do Dia de São Marcos), Blue Sargent visita as ruínas de uma igreja na pequena cidade de Henrietta com sua mãe – que é uma vidente. Blue não tem a visão de sua mãe, mas ela é uma fonte de energia: sua presença aprimora o dom de quem está à sua volta. É por isso que quando sua tia Neeve – uma clarividente com um programa de TV matinal e quatro livros publicados – chega à Henrietta e demonstra interesse em ver os mortos, Blue a acompanha pensando que será apenas mais uma noite de 24 de Abril comum, onde ela se sentará sem ver nada nem ninguém enquanto outra pessoa anota em um caderninho os nomes das pessoas que morrerão nos próximos 12 meses. Mas é claro que algo fora do comum acontece, e pela primeira vez em sua vida Blue vê um espírito: um rapaz, mais ou menos da sua idade, que atende pelo nome de Gansey. Intrigada por sua visão e assustada pela certeza do destino do jovem rapaz, Blue questiona sua tia sobre a razão de ter visto um dos mortos. A resposta é simples: “Há apenas duas razões para alguém que não é vidente ver um espírito na Véspera do Dia de São Marcos, Blue. Ou você é seu amor verdadeiro, ou você o matou“.

That’s all there is.




Queridinho do Mês: Augustus Waters

Fanart por 4leafcolour.

A vida nem sempre é como nós esperamos ou planejamos. Por exemplo, eu planejava fazer meu queridinho desse mês falando do meu amado idolatrado assassino em série preferido de todos os tempos, mas a vida não quis assim. Ela quis que eu viesse aqui esse mês, com um aperto (sério) no coração, lágrimas nos olhos (totalmente desidratada ultimamente) e um sorriso nos lábios (meio triste, meio feliz) para falar do meu mais novo queridinho literário, o metaforicamente perfeito Augustus Waters, do livro “A Culpa é das Estrelas”, de John Green (em inglês, The Fault in Our Stars).

Obs.: esse post vai estar cheio de spoilers. Não leia se não leu o livro. Minha sugestão é que você corra até a livraria mais próxima e compre-o. Foi o que eu fiz. E olha que eu não sou de impulsos. Compre. Esse. Livro. Agora.

Eu te amo no presente do indicativo.

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