Posts com a tag ‘O Cemitério dos Livros Esquecidos’


Resenha: O Labirinto dos Espíritos

O Cemitério dos Livros Esquecidos é, sem dúvida, a grande obra de Carlos Ruiz Zafón. Em 2017, a série teve sua esperada conclusão com O Labirinto dos Espíritos, publicado no Brasil pela Editora Suma. Quando você se depara com este “livrão” – de incríveis 680 páginas -, pode ser que se assuste, mas acredite: cada uma delas vale a pena, assim como todos os outros livros da série. Se você ama ler, leia Zafón.

Obs.: esta resenha pode ter alguns spoilers dos livros anteriores da série. Clique nos títulos para ler as resenhas de A Sombra do VentoO Jogo do Anjo O Prisioneiro do Céu.

“Madrid, anos 1950. Alicia Gris é uma alma nascida das sombras da guerra,que lhe tirou os pais e lhe deu em troca uma vida de dor crônica. Investigadora talentosa, é a ela que a polícia recorre quando o ilustre ministro Mauricio Valls desaparece; um mistério que os meios oficiais falharam em solucionar. Em Barcelona, Daniel Sempere não consegue escapar dos enigmas envolvendo a morte de sua mãe, Isabella. O desejo de vingança se torna uma sombra que o espreita dia e noite, enquanto mergulha em investigações inúteis sobre seu maior suspeito — o agora desaparecido ministro Valls. Os fios dessa trama aos poucos unem os destinos de Daniel e Alicia, conduzindo-os de volta ao passado, às celas frias da prisão de Montjuic, onde um escritor atormentado escreveu sobre sua vida e seus fantasmas; aos últimos dias de vida de Isabella, com seus arrependimentos e confissões; e as intrigas ainda mais perigosas, envolvendo figuras capazes de tudo para manter antigos esqueletos enterrados.” Fonte

Com o tempo, até as lembranças ruins se vestem de branco.




Resenha: O Prisioneiro do Céu

Para mim, Carlos Ruiz Zafón é um dos melhores escritores da atualidade, e O Cemitério dos Livros Esquecidos uma série que todo e qualquer amante de livros precisa ler. Há alguns anos, comprei os três volumes da série disponíveis à época (a Editora Suma lançou este ano o último livro da série, O Labirinto dos Espíritos, que, claro, será minha leitura a seguir) e me apaixonei quando li A Sombra do Vento (leia a resenha). Porém, foi só no começo deste ano que li O Jogo do Anjo (leia a resenha), um livro maravilhoso também, mas que contava uma história diferente. Mas foi só agora, lendo o genial O Prisioneiro do Céu que percebi como as três histórias se interligam de maneira brilhante e muito bem orquestrada.

Observação: Esta resenha contém informações dos dois primeiros volumes da série A Sombra do Vento O Jogo do Anjo que talvez possam ser consideradas spoilers. Eu, porém, não as considero, pois, segundo o autor, a série pode ser lida na ordem que se desejar e cabe ao leitor montar o quebra-cabeças.

“Barcelona, 1957. Daniel Sempere e seu amigo Fermín, os heróis de A sombra do vento, estão de volta à aventura para enfrentar o maior desafio de suas vidas. Já se passa um ano do casamento de Daniel e Bea. Eles agora têm um filho, Julián, e vivem com o pai de Daniel em um apartamento em cima da livraria Sempere e Filhos. Fermín ainda trabalha com eles e está ocupado com os preparativos para seu casamento com Bernarda no ano-novo. No entanto, algo parece incomodá-lo profundamente. Quando tudo começava a dar certo para eles, um personagem inquietante visita a livraria de Sempere em uma manhã em que Daniel está sozinho na loja. O homem misterioso entra e mostra interesse por um dos itens mais valiosos dos Sempere, uma edição ilustrada de O conde de Montecristo que é mantida trancada sob uma cúpula de vidro. O livro é caríssimo, e o homem parece não ter grande interesse por literatura; mesmo assim, demonstra querer comprá-lo a qualquer custo. O mistério se torna ainda maior depois que o homem sai da loja, deixando no livro a seguinte dedicatória: “Para Fermín Romero de Torres, que retornou de entre os mortos e tem a chave do futuro”. Esta visita é apenas o ponto de partida de uma história de aprisionamento, traição e do retorno de um adversário mortal. Daniel e Fermín terão que compreender o que ocorre diante da ameaça da revelação de um terrível segredo que permanecia enterrado há duas décadas no fundo da memória da cidade. Ao descobrir a verdade, Daniel compreenderá que o destino o arrasta na direção de um confronto inevitável com a maior das sombras: aquela que cresce dentro dele. Transbordando de intriga e emoção, O prisioneiro do céu é um romance em que as narrativas de A sombra do vento e O jogo do anjo convergem e levam o leitor à resolução do enigma que se esconde no coração do Cemitério dos Livros Esquecidos.” Fonte

Você é um bom homem, Fermín. Tente esconder isso.




Resenha: O Jogo do Anjo

No final do ano passado, a Suma de Letras anunciou que irá lançar aqui no Brasil O Labirinto dos Espíritos, o quarto livro da série Cemitério dos Livros Esquecidos. Como eu só tinha lido A Sombra do Vento até o momento (resenha apaixonada aqui), resolvi ler os outros dois, por ordem de publicação, portanto, O Jogo do Anjo. Escrito com a sensibilidade já conhecida de Carlos Ruiz Zafónesse livro traz uma nova história, dessa vez na Barcelona dos anos 20, mas também traz alguns personagens que já conhecemos e um mistério arrepiante.

Essa resenha pode conter algumas informações de A Sombra do Vento, mas que não considero spoilers.

LIVRO-O-Jogo-do-Anjo“Aos 28 anos, desiludido no amor e na vida profissional e gravemente doente, o escritor David vive sozinho num casarão em ruínas. É quando surge em sua vida Andreas Corelli, um estrangeiro que se diz editor de livros. Sua origem exata é um mistério, mas sua fala é suave e sedutora. Ele promete a David muito dinheiro e sua simples aparição parece devolver a saúde ao escritor. Contudo, o que ele pede em troca não é pouco. E o preço real dessa encomenda é o que David precisará descobrir.

Em O Jogo do Anjo, o catalão Carlos Ruiz Zafón explora novamente a Barcelona do início do século XX, cenário de seu grande êxito internacional A Sombra do Vento, que vendeu mais de 10 milhões de exemplares em todo o mundo. Lançado este ano na Espanha, O Jogo do Anjo já ultrapassou a marca de um milhão de exemplares vendidos.” Fonte

Um escritor nunca é uma pessoa de confiança.




Resenha: A Sombra do Vento

É muito difícil falar de Carlos Ruiz Zafón. Após ler Marina, no começo do ano, fui completamente arrebatada pela escrita apaixonante do autor. A partir daí, Zafón ocupou um lugar diferenciado entre os escritores, na minha opinião. Falar dele, de um livro seu, é quase como profaná-lo. Seus livros são tão perfeitos que eu me sinto até mal de falar deles, mesmo que seja para reverenciá-los. Zafón é um clássico que ainda vive. Para vocês verem o tamanho da minha reverência, até pouco tempo eu hesitava em procurar sobre ele, encontrar seu rosto em fotos. Ele é quase inalcançável, assim como seu personagem também romancista em A Sombra do Vento, Júlian Carax. Esse livro é quase um ode aos livros. Sublime, complexo, tocante, A Sombra do Vento pode ser uma das melhores leituras da sua vida.

“A Sombra do Vento é uma narrativa de ritmo eletrizante, escrita em uma prosa ora poética, ora irônica. O enredo mistura gêneros como o romance de aventuras de Alexandre Dumas, a novela gótica de Edgar Allan Poe e os folhetins amorosos de Victor Hugo. Ambientado na Barcelona franquista da primeira metade do século XX, entre os últimos raios de luz do modernismo e as trevas do pós-guerra, o romance de Zafón é uma obra sedutora, comovente e impossível de largar. Além de ser uma grandiosa homenagem ao poder místico dos livros, é um verdadeiro triunfo da arte de contar histórias. Tudo começa em Barcelona, em 1945. Daniel Sempere está completando 11 anos. Ao ver o filho triste por não conseguir mais se lembrar do rosto da mãe já morta, seu pai lhe dá um presente inesquecível: em uma madrugada fantasmagórica, leva-o a um misterioso lugar no coração do centro histórico da cidade, o Cemitério dos Livros Esquecidos. O lugar, conhecido de poucos barceloneses, é uma biblioteca secreta e labiríntica que funciona como depósito para obras abandonadas pelo mundo, à espera de que alguém as descubra. É lá que Daniel encontra um exemplar de “A Sombra do Vento”, do também barcelonês Julián Carax. O livro desperta no jovem e sensível Daniel um enorme fascínio por aquele autor desconhecido e sua obra, que ele descobre ser vasta. Obcecado, Daniel começa então uma busca pelos outros livros de Carax e, para sua surpresa, descobre que alguém vem queimando sistematicamente todos os exemplares de todos os livros que o autor já escreveu. Na verdade, o exemplar que Daniel tem em mãos pode ser o último existente. E ele logo irá entender que, se não descobrir a verdade sobre Julián Carax, ele e aqueles que ama poderão ter um destino terrível.” Fonte

Os livros são espelhos: neles só se vê o que possuímos dentro.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...



Página 1 de 11